domingo, 7 de novembro de 2010

DANCIN' DAYS - 1978

DANCIN' DAYS

Os Embalos de Júlia Matos 32 anos depois.
por Guilherme Staush


Algumas novelas são sempre lembradas por causa de suas tramas centrais; outras por conta de personagens ou atuações marcantes, e há ainda as que são lembradas pelo modismo que criaram ou ajudaram a proliferar na época em que foram exibidas. “Dancin’ Days” certamente está classificada nesta última categoria. A novela escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho e Gonzaga Blota, exibida no horário das 8, em 1978, pela Rede Globo, é , na maioria das vezes, lembrada pelos agitos da discoteca Frenetic Dancin’ Days, do personagem Hélio, interpretado por Reginaldo Faria. Embora as meias de lurex, óculos de gatinha, e roupas coloridas tenham servido apenas como adereços totalmente irrelevantes às tramas da novela, não há como não lembrar do show de dança da personagem de Sônia Braga juntamente com o dançarino Paulette, que fez parar a referida discoteca. A moda transcende a trama da novela.
A novela “Dancin’ Days” foi muito mais do que uma novela que acompanhou o sucesso do filme Os Embalos de Sábado à Noite, com John Travolta. A trama apresentou personagens marcantes, densos e diversas cenas emocionantes, reflexo de um texto muito bem escrito, em uma época em que se valorizava mais o ator, e os personagens tinham bem mais conteúdo. Se por um lado, muitos dos personagens (incluindo os protagonistas) da novela eram insatisfeitos, angustiados, depressivos - o que se tornaria uma marca do autor Gilberto Braga, pelo menos em suas duas novelas seguintes: Água Viva e Brilhante - por outro, eram pessoas que não mediam esforços para ir em busca da felicidade, ainda que metendo os pés pelas mãos nessa tentativa.

Júlia Matos (Sônia Braga) foi condenada a 22 anos de prisão por se envolver em um assalto a um armarinho que vendia lança-perfumes, e, durante sua fuga, teve o azar de atropelar e matar um homem. Depois de cumprir metade da pena, ela ganha liberdade condicional. Só então ela descobre que sua sentença não foi só passar um longo período na penitenciária, mas conviver diariamente com as feridas que marcaram a sua vida no passado: ela teria que percorrer um longo caminho até ser aceita pela sociedade, vencendo as barreiras do preconceito e da intolerância. Seu maior objetivo seria aproximar-se e conquistar o amor da filha que teve aos 17 anos, Marisa (Glória Pires).
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Carlos Eduardo (Cacá) (Antônio Fagundes) é um diplomata frustrado que vive em Brasília, longe dos pais Franklin (Cláudio Corrêa e castro) e Celina (Beatriz Segall) e do irmão caçula Beto (Lauro Corona). A fraqueza e a falta de determinação de Cacá fizeram com que o ele seguisse uma carreira imposta pela mãe. Profundamente infeliz, sem obter realização no trabalho e no amor, ele resolve abandonar a carreira da diplomacia, voltar ao Rio de Janeiro e fazer um teste vocacional, para desespero dos pais, ainda que beirando os 30 anos de idade. Na verdade, os problemas emocionais de Cacá vão muito além. O rapaz não aceita a condição financeira e social da família e quer construir sua vida, ainda que medíocre, com seu próprio esforço, ainda mais quando se vê apaixonado por uma misteriosa mulher, a quem ele passa a chamar de “gata”. Na verdade, a tal “felina” é Júlia Mattos, que por receio de ser rejeitada, oculta seu nome e seu passado.

Yolanda Pratini (Joana Fomm) é a irmã de Júlia. Uma alpinista social (figura que se tornaria recorrente nas novelas do autor) que viu em seu casamento com Horácio (José Lewgoy) a segurança financeira e a entrada para a alta sociedade carioca.
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Foi Yolanda quem criou Marisa após Júlia ter sido presa. O excesso de proteção e uma educação superficial, sempre atendendo aos interesses pessoais de Yolanda, fizeram de
Marisa uma pessoa mimada, fútil, infantil e desprovida de cultura. 
De fato, Yolanda preparou “a filha” para fazer bonito como uma mulher de sociedade, falando vários idiomas, aprendendo a se portar bem à mesa, a conversar sobre diversos assuntos, e
principalmente caçar um homem rico, e Yolanda não hesita em jogar a filha nos braços (e na cama) de Beto (Lauro Corona), de quem Marisa engravida com apenas 17 anos de idade, mesma
idade que sua mãe legítima tinha quando engravidou dela, e, dessa forma, consegue fazer com que a filha se case com o um rapaz de família rica. Porém, o casamento de Marisa e Beto é um verdadeiro desastre, pois ele, assim como Marisa, só quer saber de curtir as coisas boas da vida e não tem o mínimo de maturidade e responsabilidade para criar um filho.
Mais tarde Beto encontra a felicidade nos braços da madura Verinha (Lídia Brondi), por quem, de fato, sempre foi apaixonado.
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O grande erro de Júlia talvez tenha sido querer se igualar a irmã para tentar conquistar o amor de Marisa. Júlia vê na ascendência social a porta de entrada para sua almejada aproximação com a filha, e através do ingênuo, tímido e apaixonado Ubirajara (Ary Fontoura), ela consegue viajar para a Europa com sua amiga Solange (Jaqueline Laurence), e tomar um banho de loja e de cultura, voltando para o Brasil completamente modificada. A humilde e carinhosa Júlia dá lugar a uma mulher sensual, decidida e com uma leve arrogância como arma de defesa.
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Ao mesmo tempo em que acontece a ascendência social de Júlia Mattos, a vida de Yolanda desmorona quando esta pede o divórcio para o marido por não aguentar mais conviver com ele, sustentando um casamento que sobreviveu de aparências durante 20 anos. As dificuldades financeiras de Yolanda e a rejeição de Hélio (Reginaldo Faria), por quem ela é apaixonada, dão início a derrocada da personagem.

Com o afastamento de Júlia, Cacá conhece Inês (Sura Berditechewsky). Filha de Áurea (Yara Amaral) e Aníbal (Ivan Cândido), ela é uma moça liberal, inteligente e bem a frente de seu tempo. Inês claramente não quer seguir os mesmos passos da mãe e se tornar uma dona de casa, dependendo financeiramente do marido, e tendo que pedir permissão até mesmo para ir à praia. Muito mais do que um bom casamento, Inês almeja, acima de tudo, terminar sua faculdade e conseguir um bom emprego para tornar-se uma mulher independente, e esta foi a razão do rompimento de seu noivado com Raulzinho (Eduardo Tornaghi), um jovem e promissor médico, que viaja para a Amazônia, sozinho, frustrado pelo fato de Inês não tê-lo acompanhado.
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O relacionamento de Cacá e Inês foi mais uma afinidade intelectual do que amorosa. Ele admirava as idéias transgressoras e a inteligência dela, e ela, por sua vez, admirava os ideais do rapaz rico que abandonava uma carreira promissora e rejeitava sua condição social. Na verdade, Cacá sempre foi apaixonado por Júlia, e Inês por Raulzinho. O relacionamento dos dois foi uma válvula de escape para ambos.
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A ELEGÂNCIA DECADENTE DE UM NOBRE PLEBEU.
Alberico Santos é um velho morador da zona sul do Rio de Janeiro. Marido de Estér (Lourdes Mayer) e pai de Carminha (Pepita Rodrigues) e Áurea (Yara Amaral), ele vive em um mundo completamente fora de sua realidade, e as dificuldades financeiras da família jamais o preocuparam. 
No passado, Alberico ficou bastante conhecido por promover bailes bem sucedidos para a alta sociedade carioca, o que lhe renderam algumas amizades de prestígio. Porém, aos 70 anos de idade, Alberico é um sonhador, capaz de ter as idéias mais disparatadas, e não hesitar em aplicar um dinheiro que não tem a fim de realizá-las. Ele inaugurou a primeira empresa carioca para formadores de copeiros, por exemplo, que não tardou a ir à falência, além de tentar levar adiante um projeto mal elaborado de criação de rãs.
Para Alberico, não havia crise financeira. As pessoas se preocupavam demais com dinheiro. Sua elegância e sua fineza jamais lhe permitiam preocupar-se com assuntos de pouca importância. Eram coisas muito pequenas, “coisas de gentinha”, como costumava dizer, para desespero de sua família.

Apesar de ser um velho de difícil convívio, Alberico é extramente carinhoso com a mulher e os filhos. O ator Mário Lago (1911 – 2002) defendeu magistralmente este maravilhoso personagem. É dele e Lourdes Mayer uma das cenas mais emocionantes da novela: após uma festa de comemoração de 50 anos de casamento, ele e a mulher, sozinhos na sala de seu apartamento, dançam e relembram quando se conheceram, repetindo os mesmos diálogos daquela época.

Outro grande destaque da novela foi a personagem Áurea, muito bem defendida pela saudosa Yara Amaral (1936 – 1988). Ela é irmã de Carminha (Pepita Rodrigues), mãe de Inês, e tem um casamento infeliz com o mulherengo Aníbal.
Áurea é do tipo que se anulou completamente como mulher, como ser humano, em favor de um casamento de aparências. Mesmo conhecendo bem o marido que tinha, ela não hesitava em dizer que ele era um marido maravilhoso e um chefe de família exemplar. Com a morte prematura de Aníbal em um acidente de carro, ela se vê obrigada a tomar conta dos negócios da família, tomar decisões e a trabalhar em um cargo público para sustentar a casa, já que o marido deixou mãe e filha em péssima situação financeira. As dificuldades de Áurea começam quando ela se mostra completamente despreparada para a vida. Assim como a maioria das mulheres da época, só havia sido educada para ser uma mulher do lar, assim como sua mãe.
O envolvimento amoroso de Áurea com um misterioso homem, que mais tarde ela descobre ser casado e pai de três filhos, agravaram a situação neurológica da personagem, que acaba sendo internada para fazer um tratamento psiquiátrico. Aliás, nunca uma novela explorou tanto a análise psiquiátrica como Dancin’ Days. O protagonista Cacá também recorreu à análise e teve inúmeras cenas com suas infindáveis sessões sendo retratadas. Yolanda também se recolheu a um tratamento ao romper o relacionamento com Hélio.
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Franklin Cardoso (Cláudio Corrêa e Castro) é um advogado bem sucedido, que casou com Celina (Beatriz Segall) por interesse. É pai de Cacá e Beto, e vive um casamento conturbado por causa da insegurança e desconfianças da esposa.
Depois da morte de Celina, Franklin vê a chance de se aproximar de Carminha, por quem é apaixonado, mas vê seus planos desmoronarem ao se confrontar com a secretária Neide (Regina Vianna), que assume a personalidade de Celina, e passa a chantagear Franklin, já que possui um documento de Celina que incrimina o advogado.
Neide passa a se vestir com as roupas de Celina, a usar o mesmo penteado, e a agir como a ex-patroa. Apaixonada por Franklin, ela exige que ele se afaste de Carminha.
Interessante observar que o comportamento de Neide faz com que ela pareça ter sido apaixonada por Celina, e não por Franklin, pelo fato de assumir a personalidade dela e de contemplar a ex-patroa em excesso, pois não faria sentido ela tentar conquistar Franklin assumindo a personalidade de sua esposa, visto que o advogado rejeitava tanto a mulher.
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O SEGREDO DE FRANKLIN.
O documento que incrimina Franklin é finalmente retirado das mãos de Neide com a ajuda de Jofre (Milton Moraes), o amigo de todas as horas de todos. Ele finge interessar-se por Neide, e, aos poucos, ela entrega todos os seus segredos, inclusive o documento deixado por Celina.
O advogado, querendo dar o golpe do baú em Celina, e estando próximo de casar-se com ela, entrou de conchavo com um amigo, e ambos falsificaram uma certidão de nascimento para ganhar dinheiro com a morte de um homem rico e sem herdeiros. O pai de Celina descobriu tudo após o casamento da filha, mas o escândalo foi abafado, restando um documento escrito por Celina que denunciava o marido.

Jofre fez tudo por amor a Carminha, por quem foi rejeitado no passado. Ela estava prestes a abandonar sua vida no Rio de Janeiro para viajar com o advogado para o exterior, sem nem mesmo saber o porquê dessa fuga repentina dele. Obviamente, Carminha reconhece que Jofre sempre foi o homem de sua vida.

AS VÍUVAS DA MIGUEL LEMOS E UM SOLTEIRÃO MUITO ESTRANHO
Nem todas eram viúvas, mas Alzira (Gracinda Freire), Solange (Jaqueline Laurence), e Emília (Cleyde Blota) formavam um time de mulheres em busca de um príncipe encantado nas agitadas areias de Copacabana.
É impossível , pelo menos para mim, falar de Dancin’ Days sem mencionar a personagem Alzira, uma das mais engraçadas personagens da novela. Ainda que com um passado triste, a viúva, irmã de Jofre, não se deixava levar pelas dificuldades da vida, e parte para cima dos solteirões da novela com todo seu “charme e discrição”. Extremamente pão-dura, gritona, espalhafatosa, e sem senso do ridículo, Alzira rendeu os melhores momentos de humor da novela. Foi agraciada com um final feliz: terminou nos braços do rico Ubirajara (Ary Fontoura), um homem cheio de mistérios, que, no início da novela, acreditava-se que fosse homossexual por interessar-se por fotos de homens sarados da academia de ginástica da qual era proprietário. Mais tarde, porém, descobre-se que ele usava essas fotografias para corresponder-se com mulheres, já que era um homem muito tímido e desprovido de beleza exterior. Na verdade, ele colecionava fotos de mulheres nuas em sua sala particular da academia, e era apaixonado por Júlia, com quem quase se casou no decorrer da novela.
O AMIGO FIEL
Everaldo (Renato Pedrosa) não era só o mordomo exemplar da socialite Yolanda Pratini, mas seu amigo mais fiel. Talvez o único. Apaixonado por Greta Garbo, ele via na patroa o retrato de sua diva.
Everaldo sabia de todos os segredos da patroa. Era seu confidente mais fiel. Mesmo com as dificuldades financeiras de Yolanda, ele jamais a abandonou.
É com ele que Yolanda compartilha um dos momentos mais ternos da novela: Everaldo senta-se à mesa com Yolanda durante a ceia de natal e lhe dá um presente, um singelo anjinho musical, além de confessar toda a sua devoção a ela. Um dos raros momentos de humanização da personagem Yolanda, que chora com o gesto humilde do fiel copeiro.

Chica Xavier (Marlene) e Neuza Borges (Madá) representaram as atrizes negras da novela. Em uma época onde a teledramaturgia já havia dado o seu primeiro passo para retirar os atores negros da cozinha (Milton Gonçalves já havia interpretado um médico na novela Pecado Capital), a novela não apresentou grandes inovações nesse sentido. A primeira era uma empregada doméstica na casa de Alberico, que a chamava “carinhosamente” de bruxa velha. A segunda, uma ex-presidiária, companheira de Júlia na penitenciária, que acaba virando cantora no final.
Estranhamente, por vezes era possível observar um discurso racista através dessas personagens . Em uma determinada cena, por exemplo, a personagem de Chica Xavier recebe a incumbência de ir ao banco descontar um cheque para Carminha. A empregada, então, argumenta: “Ah! A senhora sabe que eu detesto ir ao banco. Sempre que eu entro lá ficam me olhando meio esquisito, pensando que é assalto”. O que deveria soar como uma crítica, chega ao telespectador como uma piada.
Em outra cena, indagada por Júlia que tipo de trabalho Madalena arranjou após ser posta em liberdade, ela resmunga: “Ah! Empregada doméstica, né? O que mais poderia ser?”

Após Marisa descobrir quem é seu verdadeiro pai, um sujeito bronco, que trabalha em um posto de gasolina, e, sem coragem de se aproximar dele, e, também pelo fato de entender o que significava ter a responsabilidade de ser mãe aos 17 anos, ela perdoa a mãe.
Júlia e Cacá se reconciliam após Franklin ter separado os dois, argumentando que Cacá havia desistido da carreira pelo fato de Júlia ser uma ex-presidiária, e culpá-la por afundar a vida do rapaz. Mas Júlia, como toda a heroína que se preza, deixou a vingança de lado, e livrou Franklin da prisão, já que possuía o documento que o incriminava, mas decidiu por rasgá-lo.
As irmãs Júlia e Yolanda, depois de tanto se confontarem pelo amor de Marisa, travam um duelo final corpo a corpo, na inauguração do clube de Alberico e Jofre, e no final, fazem as pazes, em uma cena antológica.
Como podemos observar, a novela apresentou vários personagens consistentes e bem delineados. Muitos deles tristes, angustiados, depressivos, como Cacá, Julia, Carminha, Hélio, Áurea,e até mesmo a própria Yolanda, que mesmo sendo a antagonista, não caiu na mesmice de uma vilã de novela das 8. A novela conseguiu fugir do maniqueísmo típico dos folhetins. Ela era uma pessoa de carne e osso, com defeitos e qualidades, e lutava por aquilo que acreditava. Suas ações tinham uma razão plausível, verossímil.
Novela: Dancin' Days - 1979

Título: Dancin' Days
Tipo: Telenovela Brasileira
Produção e Exibição: Rede Globo
Duração: 173 cap. Jul/78 - Jan/79
Lançamento: 1978
Direção: Daniel Filho, Dênis Carvalho, Marcos Paulo, e Gozaga Blota
Roteiro: Gilberto Braga
Elenco: Sônia Braga, Antonio Fagundes, Glória pires entre outros..




INFO:
Coleção em dois formatos Compacto ou Extenso Resumo.
Compacto (15 anos da TV Globo) 01 DVD
Extenso resumo (Novela quase completa) 26 DVDs






Impossível falar de teledramaturgia brasileira e não falar de "Dancin'days", primeira novela a ser escrita pelo glorioso Gilberto Braga, primeira de muitos sucessos, que tornaria Gilberto um célebre escritor e suas novelas reconhecidas e admiradas pelo Brasil inteiro.
Resuno:

 "Uma bela mulher que passa um longo tempo presa, sob acusação de um homicídio. É obrigada à deichar sua filha ser criada por outra mulher, e a passar belos anos de sua juventude trancada em uma cela. Assim como em "A Favorita", (novela atualmente transmitida pela Rede Globo) a trama começa com: o tão sonhado dia de libertação da prisão. Mostra as dificuldades da readaptação ao mundo, à sociedade, e o reecontro tão esperado e confuso com sua filha depois de tanto tempo, sendo agora rejeitada como uma assassina e ex-presidiária.
Tendo "Sônia Braga"(Julia) como protagonista, e Antonio Fagundes (Cacá) como seu par romântico, fica bem claro o nível elevado dos artistas do elenco. Glória Pires (marisa) ainda bem mocinha é a filha rebelde de Julia, que a trata com despreso e indiferença mesmo não sabendo que ela é sua mãe.



Elenco Principal: Sônia Braga, Joana Fomm, Glória Pires, Antônio Fagundes, Reginaldo Faria, Beatriz Segall, Jandira Martini, José Lewgoy, Lídia Brondi, Cláudio Corrêa e Castro, Pepita Rodrigues, Milton Moraes, Lauro Corona, Ary Fontoura, Yara Amaral, Mário Lago, Sura Berditchevsky, Eduardo Tornaghi, Lourdes Mayer, Mauro Mendonça, Ivan Cândido, Gracinda Freire
Participações especiais:
Gal Costa e Ney Latorraca





































REMAKE DA NOVELA?
A discoteca que dá nome à novela (sugestão de Daniel Filho) é meramente um ambiente onde as personagens se encontram, onde jovens aparecem dançando, trazendo um charme todo especial à novela.
As especulações de um possível remake da novela me fazem pensar que seja perfeitamente possível. O nome pode ser mudado, já que "Dancin' Days" não faz sentido nos dias de hoje, assim como a locação da discoteca é totalmente dispensável à trama. Mas, será que atualmente, com um público tão exigente e ansioso por tramas mais inovadoras, a história de duas irmãs, uma ex-presidiária e uma mulher da sociedade, que lutam pelo amor de uma menina, ainda renderia uma novela de sucesso?
O mais novo capricho de Marisa: com inveja de Verinha, ela agora também quer ser manequim!
 


















Júlia causa espanto em seus amigos Jofre (Milton Moraes) e Hélio (Reginaldo Faria)pela sua transformação.

Ao entrar na Discoteca Dancin Days, ao lado de Ubirajara, Júlia causa o maior espanto por causa de sua mudança radical no visual...A partir daí, a vida de Júlia toma um novo rumo.




Um comentário:

  1. NÃO PUDE ACOMPANHAR O DESENROLAR DESSA BRILHANTE OBRA DE GILBERTO, POR HAVER NASCIDO EM 1976, PORÉM ATEH NOS DIAS QUE CORREM, AINDA OUÇO FALAR DAS 'VIÚVAS DA MIGUEL LEMOS'...E TAMBÉM DA MAGISTRAL INTERPRETAÇÃO DA YARA AMARAL, ILUMINADA NA PELE DE ÁUREA! SAUDADES INFINDAS!!! QUE DEUS A TENHA E O NOSSO MUITÍSSIMO OBRIGADO A GILBERTO BRAGA QUE NOS HONROU COM ESSA INESQUECÍVEL OBRA! MEUS SINCEROS PARABÉNS!!! - LUCIANO LYRA - BRASÍLIA -DF

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