segunda-feira, 22 de março de 2010

TOP 10 – Novelas da Globo de maiores audiências às 18 horas

TOP 10 – Novelas da Globo de maiores audiências às 18 horas

Uma amostra das 10 novelas da Globo do horário das 18hs de maior audiência.Vamos ao Ranking:

1º Lugar: A Gata Comeu foi a novela das seis de maior audiência de todos os tempos.Com uma história leve e divertida a trama escrita por Ivani Ribeiro conseguiu estrondosos 56 Pontos de média geral.
A Gata Comeu foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo de 15 de abril a 19 de outubro de 1985. É uma novela de Ivani Ribeiro, colaborada e adaptada por Marilu Saldanha, dirigida por Herval Rossano e José Carlos Pieri.


2º Lugar: Fera Radical teve uma excelente audiência.Com uma trama precisa e simpática,o público não desgrudou da tv.A trama assinada por Walter Negrão conseguiu retumbantes 51 Pontos de Média Geral.

3º Lugar: Com a terceira maior audiência do horário,Mulheres de Areia fez bonito e cativou o público.A história das gêmeas Ruth e Raquel conseguiu gloriosos 50 Pontos de média Geral.

4º Lugar: Curiosamente Direito de Amar e Barriga de Aluguel tiveram a mesma média geral.Direito de Amar foi escrita por Walter Negrão e conseguiu chamar a atenção devido a sua história de amor e Barriga de Aluguel,escrita por Glória Perez fez sucesso devido aos temas polêmicos.Na média Geral ambas conseguiram excelentes 47 Pontos de média Geral.

5º Lugar: Outro fato curioso é que duas novelas de Gilberto braga ,uma de Benedito Ruy Barbosa e uma de Walter Negrão conseguiram a mesma média com temas diferentes.Escrava Isaura,Dona Xepa,Sinhá Moça(1ª Versão) e Pão Pão Beijo Beijo conseguram espetaculares 46 pontos de Média Geral.

6º Lugar: Outras 4 novelas também empataram.Desta vez duas novelas de Walter Negrão,uma de Ivani Ribeiro e uma de Manoel Carlos.Tanto Livre Pra Voar, Amor com Amor se Paga, Despedida de Solteiro e Felicidade conquistaram gratificantes 45 Pontos de média Geral.

7ºLugar: Ocupando a sexta posição da lista Bambolê e Sonho Meu encataram e agradaram.Na média geral ambas ficaram com 44 pontos.

8º Lugar: A Primeira versão de Paraíso fez sucesso.A história do Filho do Diabo e da Santinha agradou o público que deu 43 pontos de Média Geral.

9º Lugar: É Parece que as novelas das 18hs não são de muitas oscilações.Por isso mais uma vez tivemos empate.O Feijão e o Sonho,Gina,O Homem Proibido e Vida Nova conseguiram empatar com ótimos 42 Pontos de média Geral.

10º Lugar: Novamente empatadas temos três novelas.De Quina pra Lua,Pacto de Sangue e O Sexo dos Anjos.Ambas obtiveram sucesso e conseguiram 11 pontos acima da meta,ou seja,41 Pontos de Média Geral!Por César Abreu

segunda-feira, 8 de março de 2010

Meu Pé de Laranja Lima - Grande sucesso da TV Tupi

Meu Pé de Laranja Lima - TV Tupi


(Eva Wilma, como Jandira, numa cena da novela)


(Haroldo Botta, como Zezé).


As novelas da TV Tupi tinham um gostinho de quero mais. Quem assistiu as histórias exibidas naquela emissora, sabe do que eu estou falando.


É o caso da novela “Meu Pé de Laranja Lima”, de Ivani Ribeiro, baseada no romance homônimo de José Mauro de Vasconcelos, com exibição em 1970, às 18h30m.

A trama girava em torno das aventuras do herói mirim Zezé (Haroldo Bota), que pregava tremendos sustos às beatas da igreja e ao padre Rosendo (Abrão Farc), mas ele era um menino pobre de seis anos, inteligente, sensível e carente, mas ninguém tinha muita paciência com ele. O endiabrado garotinho saia pelas ruas fazendo mil travessuras. Ele dividia suas angústias com um pé de laranja lima que tinha no quintal de sua casa.

Inventando para si um mundo de fantasia. Mas ele saia pelas ruas fazendo mil travessuras. Aprende tudo sozinho, era um "descobridor das coisas". Percebeu que na vida existiam alegrias, como ter um amigo, e também tristezas, como quando o amigo vai embora para sempre. Uma de suas maiores surpresas foi perceber que podia cantar sem abrir a boca - ou seja, ficar pensando em música e deixá-la tocar dentro da cabeça.

Porém, ele descobriu a dor e a saudade, assim como a ternura e o carinho no afeto do solitário português Manuel Valadares (Cláudio Corrêa e Castro), o Portuga, como o menino o chamava.

O moleque se apaixonou pelo carro do português, como toda criança daquela época. Mas o tal portuga no início não gostava do garoto, mas com o tempo foi se apegando a ele, e por fim o convidava para dar umas voltinhas no automóvel, para o ciúme da empregada de Manuel, Nhá Vina (Geni Prado), que odiava as travessuras do menino e gostava do patrão.

Mas esses passeios só serviram para irritar ainda mais a sua amarga irmã Jandira, interpretada pela grande estrela da Tupi, Eva Wilma (que deu, mas uma vez, um verdadeiro show de interpretação). Ela, no entanto, só se acalmou quando conheceu e se envolveu por Raul (Carlos Zara). Muitos gostavam dele como a Prof.ª Cecília (Nicete Bruno) e o seu Ariovaldo (Guarnieri).

(A atriz Nicete Bruno foi a interprete da professora, esta foto é de outra novela).


Em casa, Zezé dividia suas dores com o irmão mais novo Luizinho (Douglas Mazzola) e com sua mãe Estefânia (Lélia Abramo). Mas era com a jovem irmã Godóia (Bete Mendes) que ele se entendia. Aliás, foi um belo trabalho da atriz, que marcou toda uma geração.

(A simpática Bete Mendes).

- Eu tive muita felicidade em ter feito esta novela, onde era dirigida pelo Zara e contracenava com Eva Wilma, Nicete Bruno, Douglas Mazzola e Haroldo (Bota).
Além de ter amado fazer a personagem Godóia - lembrou com carinho a simpática atriz Bete Mendes.

A novela agradou ao público de todas as idades, muitos remakes foram feitos, mas essa montagem foi marcante.

No elenco estavam também, entre outros, os atores Denis Carvalho, Jacyra Sampaio, Fausto Rocha, Henrique Martins e Renato Consorte. Na direção esteve Carlos Zara.

Em 1980, a TV Bandeirante apresentou uma nova versão da adaptação de Ivani Ribeiro, com Alexandre Raymundo e Dionísio Azevedo nos papéis principais. Anos depois, em 1999, a mesma emissora fez a terceira versão do romance de José Mauro, dessa vez adaptada por Ana Maria Moretzsohn, com o garoto Caio Romei e Gianfrancesco Guarnieri.

Mas nenhuma se compara com a primeira versão. As novelas da Tupi deixaram saudade.

Como não tenho vídeo da saudosa versão, a solução é ver uma cena legal da versão de 1980, com Zezé enfrentando o Portuga.

Abertura do remake da novela "Meu Pé de Laranja Lima", produzida e exibida pela Rede Bandeirantes entre 1980 e 1981. Era basicamente uma nova versão da trama escrita por Ivani Ribeiro e originalmente exibida pela TV Tupi em 1970, sendo um dos maiores sucessos da TV Brasileira e uma das novelas mais marcantes da emissora!!!!

Aplausos para Débora Duarte!

Aplausos para Débora Duarte!

A atriz Débora Duarte é uma das poucas do meio artístico que público sempre quer saber onde está, o que está fazendo, pois sente falta dela quando não está na televisão. Pois bem, atualmente ela está em cartaz na peça "Adorável desgraçada", de Leilah Assumpção, no Solar de Botafogo.

Este carinho com ela é fácil de ser explicado, pois a história da televisão se entrelaça com a vida dela, que foi biografada no livro "Débora Duarte - Filha da Televisão", de Laura Malin, da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que mostra sua trajetória, marcando seus principais papéis, além de mostrar o seu lado família e de poeta.
A história da TV e da atriz continuaram se entremeando.

Atriz e poetisa, Débora Susan Duke, nasceu a dois de janeiro de 1950, em São Paulo, é filha da atriz Marisa Sanches com o músico de jazz norte-americano Douglas Duke. Quando tinha um ano e oito meses, sua mãe se casou com o ator Lima Duarte, que se tornou, então, o seu pai.

Débora cresceu por entre os cenários do mundo da televisão, que, em São Paulo, nasceu no mesmo ano que ela: 1950.

Seus pais, como já falei, são grandes atores, que desbravavam, então, os caminhos da teledramaturgia brasileira na TV Tupi, aonde Débora viria a iniciar a sua carreira de atriz com apenas cinco anos de idade, no seriado "Ciranda, cirandinha", a convite da atriz Vida Alves. Ela acabou entrando na profissão de atriz naturalmente. Primeiro fez um comercial de pasta de dente, depois de bolacha, desfile de roupas infantis, e em seguida já estreava em novelas. Nascia, então, a atriz Débora Duarte!

O seu talento foi imediatamente reconhecido e, a partir daí, nunca mais parou, tornando-se a atriz que detém, até hoje, o recorde de trabalhos televisivos (entre novelas, tele-teatros, seriados, minisséries e especiais): mais de 60, em 54 anos de carreira!

Da Rede Tupi à Rede Globo, Débora passou por todas as emissoras brasileiras. “Eu nunca tive essa coisa de ser exclusiva, e também nunca gostei de ficar parada, onde me chamam, eu vou. E com muita satisfação de estar fazendo o meu trabalho”, diz.

(Paulo Autran e Débora)

No teatro, a atriz viria a estrear aos 16 anos, no "Teatro Alliance Française", arrecadando logo o prêmio de atriz revelação. A partir daí, também nunca mais parou de enriquecer os palcos do Brasil com o seu talento.

Já cinema, Débora, após recusar alguns convites no Brasil, veio a estrear, aos 20 anos, na França, onde protagonizou o filme "Celeste", no papel de uma portuguesa fugida da PIDE, obtendo uma crítica extraordinária e insistentes propostas no sentido de se estabelecer naquele país e aí prosseguir a sua carreira internacional. Mas Débora preferiu voltar para o Brasil.

(Débora contracena com Elza Gomes).

São inúmeras e magníficas as inesquecíveis atuações que a tornaram numa das mais premiadas, admiradas e amadas atrizes do Brasil e que a inscreveram definitivamente no patamar das estrelas. Lu, Marisa, Vilminha Lisboa, Maria do Socorro, Tia Sãozinha, Carola, Catucha, Angelina Gattai, Eloá Pellegrini, Teresa Giácomo... são apenas alguns exemplos antológicos da história da teledramaturgia brasileira.

(Debora e Regina Duarte)

Segundo Débora, um dos trabalhos mais difíceis foi o de Lu, em "Beto Rockfeller". Isso porque era dirigida pelo pai: “Pai é sempre mais exigente, porque ele não quer que os outros pensem que, porque é filho, vai rolar proteção”, lembra a atriz. Mas acha que estar nessa novela foi um “marco maravilhoso”, pela oportunidade de trabalhar com Cassiano Gabus Mendes, Bráulio Pedroso e, claro, o diretor que “era um escândalo”, Lima Duarte.

(Osmar Prado e Ela).

Maior polêmica causaria a cena da suporta masturbação de Catucha, na novela "Coração Alado", de Janete Clair, em 1980 (Rede Globo). É que para matar as saudades do ex-marido, Juca Pitanga (Tarcísio Meira), Catucha teve seu prazer solitário, na encenação da primeira masturbação da TV! A autora pediu ao diretor Roberto Talma uma cena forte, de sexo. Os ângulos mostraram a expressão de êxtase de Catucha, estirada sobre uma cadeira, e seus pés fazendo pequenos movimentos circulares. Logo após a exibição em fevereiro de 1981, sumiram do arquivo da emissora todas as cópias deste script, e a fita do histórico capítulo 171 foi apagada.

(Debora com Jardel Filho)

Como se não bastasse ser uma das grandes atrizes brasileira, o gênio artístico de Débora se estende também à poesia, tendo recebido elogios, enquanto poetisa, por parte de escritores de renome como Jorge Amado e Zélia Gattai.

(Debora e Ney Latorraca)

Em 1979, Débora também apresentou, juntamente com Antônio Marcos, o programa "Rosa e Azul", na TV Bandeirante.

(Ela e Fagundes)

Débora tem duas filhas, Daniela, nascida em 1975, filha do ator Gracindo Júnior, e Paloma, nascida em 1977, fruto do seu casamento com o cantor e compositor Antônio Marcos, tendo ambas enveredadas igualmente pela arte da representação. Débora também já tem duas netas, filhas de Paloma: Maria Luísa e Ana Clara.

(Debora, Paloma Duarte e Marcos Winter)













Theresa Amayo - Uma grande atriz!

Theresa Amayo - Uma grande atriz!

Guerreira, lutadora, perde a batalha, mas não desiste da guerra. Esta é a atriz Theresa Amayo. Ela nasceu em Belém, do dia 13 de julho.

Ela foi registrada como Teresinha Amayo, porém foi batizada como Theresa Amayo (Theresa Guichard Amayo). Nome que adotou como atriz.

Ela não gosta que escreva Teresinha, mas chamá-la por esse carinhoso apelida, ela aceita. Ela é daquelas pessoas que cativam o público. Além de ter um altíssimo astral.

Então, como temos recebido na redação do jornal O Globo várias cartas perguntando por onde ela anda, resolvi fazer está postagem.

Afinal, Theresa, o que você está fazendo no momento?

- Não tenho recebido convites para voltar a fazer televisão, mas do teatro não posso falar nada. No momento, estou aguardando um teatro no Rio para encenar a peça "Pais criados trabalhos dobrados", de Moacyr Veiga, para montar o mais rápido possível. Além, de ter acabado de prestar depoimento para Simon Khoury, para o livro "Coleção do Teatro Brasileiro", ainda sem data de lançamento. No entanto, no próximo dia 28 de outubro a Coleção Aplauso já lança a minha autobiografia "Thereza Amayo - Ficção e realidade" – afirmou feliz a atriz.

(Bibi Ferreira e Theresa Amayo)



Hoje, com 50 anos de carreira e cerca de 30 novelas, ela está afastada desde uma participação em "A Senhora do Destino", na Rede Globo.

Ela viúva do ator, autor e diretor Mario Brasini, com o qual teve uma filha. Theresa também é mãe de outra moça e um rapaz.

Ela participou dos programas de Francisco Barbosa, na Rádio Tupi, e Daisy Lucidi, na Rádio Nacional, do Rio.

Estreou na TV no “Teatro Universal”, no “Teatrinho Trol”, e no “Grande Teatro Tupi”, todos na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Teve seu próprio programa na TV Continental, do Rio: “O marido da estrela”, escrito por Mário Lago e Moisés Weltman.

Já na TV Tupi, comandou o programa "Minha mulher é um anjo", ao lado de Paulo Araújo, escrito pela novelista Ilsa Silveira.

Nos anos 60, atuou na novela "Senhora", entre outras novelas que fez na extinta TV Tupi, no papel de Aurélia Camargo.

Logo depois, se tornou uma das estrelas da primeira fase de novelas da TV Globo, no mesmo nível de Yoná Magalhães e Glória Menezes, que eram as grandes estrelas da época.

(Em O Rei dos Ciganos)



Sua estréia na emissora foi na novela “O rei dos ciganos”, de Moysés Weltman, (67), como Svetlana, que lançou o horário das 20h.

(Theresa e Cláudio Marzo, em A Rainha Louca)



Logo depois, “A rainha Louca”, de Glória Magadan, como Maria de las Merces Moreno, - novela que era exibida em diversos horários devido ao racionamento de luz.

(Theresa, Tarcísio e Glória Menezes, em Sangue e Areia).

Como a sofrida Pilar, participou da novela “Sangue e areia”, de Janete Clair, na pele de Pilar de Alarcon, e participou de “Passo dos Ventos”, também de Janete Clair, como a vilã chinesa Lien.

Foi à atriz principal de “A última valsa”, de Gloria Magadan, como a inesquecível Condessinha Yolanda. Que na novela era filha da personagem de Dias Gomes. No elenco, estavam também Cláudio Marzo, Glauce Rocha, entre outros. Papel que a tornou muito popular e também muito querida pelo grande público. Aliás, coisa que ainda é até hoje.

(Em A Última Valsa).

Já em 1969, foi convidada para protagonizar “Véu de noiva”, de Janete Clair.

- Daniel Filho queria que eu mudasse a minha imagem. Então, pintei os cabelos e fiquei ruiva. Tudo estava pronto para eu gravar os capítulos. Porém, Regina Duarte foi contratada pela emissora e acabou ganhando o papel. Fiquei tão magoada que não aceitei o papel principal de “Verão vermelho”, que acabou sendo feito por Dina Sfat. Foi quando cometi a grande burrada da minha vida: pedi rescisão de contrato da maior emissora do país - recordou a atriz.

Então, Theresa foi para a TV Tupi fazer a novela “E nós, a onde vamos?” (69).

Mas é preciso que fique claro que as portas da TV Globo nunca se fecharam para ela. Em 75, foi convidada para viver a Mocinha, na primeira versão de “Roque santeiro”, de Dias Gomes. Com o veto da novela, todo o elenco, inclusive ela, foi para a novela “Pecado capital”, de Janete Clair.

Em 76, fez a primeira novela do SBT: “O espantalho”, de Ivani Ribeiro, como Tônia. Contracenando com Jardel, Natália thimberg, Wanda Kosmo, Esther Góis, Fábio Cardoso, Carmen Monegal, Carlos Alberto Riccelli, entre outros. Está novela era uma co-produção do SBT com a Record.

Em 1976, voltou para a Globo onde fez um caso especial de Janete Clair: "Férias sem volta", com direção de Antônio Abujanra. Em 1978, na mesma emissora atuou na novela “Gina”.

Enquanto em 1989, foi convidada para ir para a TV Manchete, atuar na novela “Tudo ou nada”, de José Antonio de Souza, no papel de Gigi de Bourbon. Na emissora, fez também a novela “Carmen”, de Glória Perez.

Sua última participação na televisão, até agora, foi no programa "Zorra Total", em 2008, na Rede Globo.
Senhores diretores e autores de novelas têm uma grande atriz no mercado, não percam esta chance. Nós queremos ver Teresa Amayo de volta às suas origens: telenovela, num bom papel.



Ela merece!

Novela Água Viva

Água Viva


"Menino do Rio/ Calor que provoca arrepio/ Dragão tatuado no braço/ Calção corpo aberto no espaço/ Coração, de eterno flerte/ Adoro ver-te.../ Menino vadio/ Tensão flutuante do Rio/ Eu canto prá Deus/ Proteger-te.../ O Havaí, seja aqui/ Tudo o que sonhares/ Todos os lugares/ As ondas dos mares/ Pois quando eu te vejo/ Eu desejo o teu desejo.../Menino do Rio/ Calor que provoca arrepio/ Toma esta canção/ Como um beijo..."

Quando a gente escuta a música “Menino do Rio”, de Caetano Veloso, cantada por Baby Consuelo, lembra logo da novela "Água Viva", de Gilberto Braga, exibida pela Rede Globo em 1980. Era uma novela charmosa recheada de bons personagens, que mostrava a vida da classe rica à beira-mar, que segurou o telespectador do primeiro ao último capítulo. Aliás, a novela incentivou a prática do esporte, assim como valorizava a cidade do Rio de Janeiro em vários aspectos.


A partir do capítulo 57 Gilberto Braga contou, a seu pedido, com a colaboração de Manoel Carlos que assumiu a co-autoria da trama.

A história girava em torno de Maria Helena (Isabela Garcia), uma pequena órfã que ligava todos os personagens. Atingindo a idade de ser transferida para outro orfanato, a menina se sentia insegura e



amedrontada. Era um mundo novo, completamente desconhecido, que a espera. Sua única amiga era Suely (Ângela Leal), uma assistente social, que descobriu o seu pai, Nelson (Reginaldo Faria), irmão do famoso cirurgião plástico Miguel Fragonard (Raul Cortez), que perdera a mulher Lucy (Tetê Medina), no início da trama, e era o pai de Sandra (Glória Pires), ele não aceitava o estilo de vida do irmão, um campeão de pesca bem relacionado que nunca trabalhou e que vivia de renda.

Enquanto isso, a jovem Janete não se conformava em ver os pais, Evaldo (Mauro Mendonça) e Wilma (Aracy Cardoso), sustentados pela tia solteirona Irene (Eloísa Mafalda).

Janete acabou se apaixonando por Marcos (Fábio Jr.), mas teria que enfrentar a ferrenha oposição da megera aristocrática Lourdes Mesquita (Beatriz Segall), a mamãe de Marcos, que desejava ver o filhinho casado com Sandra. A vilã, ainda por cima, detestava o genro Edir (Cláudio Cavalcanti), marido de sua filha Márcia (Natália do Valle), ocasionando diversos problemas conjugais.

Lourdes era bem diferente de Stella Simpson (Tônia Carrero), que era uma milionária divertida e excêntrica, bem relacionada e que escondia sua difícil situação financeira com muita alegria e era grande amiga de Miguel e de Jojô Besançon (Henriette Morrineau, em curta participação). Stella Simpson foi, para Tônia, o seu melhor papel em TV.

Curiosamente essa não era a personagem que inicialmente lhe estava destinado. Ela iria fazer Lourdes. Graças à troca, Beatriz Segall, fez sua primeira grande vilã na TV.

Havia ainda duas histórias de amor que chamaram a atenção: o romance entre Irene (Eloísa Mafalda) e Marciano (Francisco Dantas), duas pessoas solitárias que viviam um amor maduro.

Enquanto isso se desenrolava o drama de Lígia (Betty Faria), mulher rica e interesseira, casada com o banqueiro Heitor (Carlos Eduardo Dolabella), homem apaixonado por pesca em alto-mar e amigo de Nelson. Lígia passava por um período de crise com o marido e se apaixonou por Nelson, o oposto do tipo de homem que sempre procurou.

Era amor à primeira vista. Ela não sabia quem ele era na verdade, mas encantava-se com sua aparência de homem rico. Este, por sua vez, ocultava a sua real condição financeira.

Já Miguel, sem saber da ligação do seu irmão com Lígia, também se apaixonou por esta. E aí começa uma enorme disputa entre os dois. Nesse momento, a órfã volta a entrar em cena, já que Lígia descobre que a garota é filha de Nelson e resolve adotá-la sem ele saiba.

Porém, Miguel acabou assassinado, criando-se um mistério que ajudou a manter a audiência. Uma pergunta que parou o país naquele ano: quem matou Miguel Fragonard? A revelação seria dada no último capítulo. Foi Kleber, vivido por José Lewgoy.



Curiosidades:


- Gilberto Braga homenageou a grande novelista e mestra Janete Clair ao batizar a personagem de Lucélia Santos com o seu nome.


- Marcante a cena em que Lígia se fecha com Selma (Tâmara Taxman) num banheiro e lhe dá uma surra de tirar o fôlego.

- No capítulo 39, foi ao ar (implicitamente) o primeiro baseado da TV brasileira! O personagem Alfredo, vivido por Fernando Eiras, enrolou tranquilamente seu cigarro de maconha. No script o autor indicava apenas "Alfredo arrumando alguma coisa!".

- Enquanto as atrizes, Tônia Carrero, Glória Pires, Maria Zilda e Maria Padilha passaram por uma situação curiosa na história. Elas foram escaladas para uma externa, que teria como cenário o Posto 9, em Ipanema, as atrizes gravariam uma cena onde seus personagens simulavam um topless, utilizando apenas um par de adesivos para cobrirem os seios. Mas a reação dos curiosos de plantão ao ato foi repreender as atrizes: "Quando os curiosos perceberam que faríamos topless, nos expulsaram da praia jogando latas e areia", lembrou Maria Padilha. Resultado, a cena teve que ser gravada em São Conrado.

No elenco, entre outros, os atores Jacqueline Laurence, Kadu Moliterno, Arlete Salles, Jorge Fernando, Maria Padilha, Maria Zilda Bethlem, Clementino Kelé, Maria Helena Dias, Nildo Parente e Terezinha Sodré.