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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Renata Sorrah celebra 'Vale tudo' e entrega: uísque de Heleninha era mate

Renata Sorrah celebra 'Vale tudo' e entrega: uísque de Heleninha era mate
Atriz fala sobre a volta da personagem alcoólatra que fez história na TV.

A atriz Renata Sorrah
A atriz Renata Sorrah. (Foto: Divulgação/TV Globo)
Renata Sorrah bem que tenta, mas não está conseguindo acompanhar a reprise de "Vale tudo" nas madrugadas do Canal Viva. A novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, que foi ao ar em 1988, atualmente é a maior audiência da TV paga na faixa das 0h45 à 1h30.
"É um horário péssimo, muito tarde!", lamenta a atriz. "Mas sempre tem algum amigo que me liga pra comentar que viu uma cena bárbara. Adoro quando isso acontece!".
"Cena bárbara" foi o que não faltou para Renata na trama. Na pele de Heleninha Roitman, a atriz marcou história na teledramaturgia interpretando uma pintora alcoólatra, em sequências de porres que iam do drama, passavam pela comédia - ainda que incômoda - e voltavam ao drama.
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Em ano eleitoral, 'Vale tudo' volta à TV e atualiza debate sobre ética no Brasil
 Aos 63 anos, Renata comemora o sucesso do papel que considera seu "grande momento na televisão", ao lado da debochadíssima vilã Nazaré Tedesco, de "Senhora do destino" (2004). Mas ainda não pensa em voltar à novelas.
"Estou num momento bom de escolher o que fazer, mas no teatro. Estou lendo várias peças, algumas me interessam. É bem gostosa essa fase", diz a atriz, que entre uma leitura e outra, escapa do Rio para andar a cavalo em Teresópolis, onde tem um sítio.

Renata Sorrah
Renata Sorrah em cena de 'Vale tudo': o conteúdo da
garrafa era só mate, revela a atriz. (Foto: Divulgação)
Avessa às badalações, Renata relembra que na época de "Vale tudo" não podia passar em frente a um bar. "O pessoal gritava: 'aê, Heleninha, quer tomar uma?'. Do chofer de táxi ao executivo engravatado". Logo ela, que só gosta de um "vinhozinho com os amigos ou uma caipirinha no verão".
Mas a atriz encara brincadeiras com bom humor. Inclusive o fato de seguidores do Twitter clamarem pelos capítulos em que Heleninha se entrega à bebedeira. Confira na entrevista a seguir:
G1 - Nas redes sociais os internautas estão ansiosos pelas cenas mais fortes da Heleninha...
Renata - Pois é! Está todo mundo agoniado para ver a Heleninha de porre! (risos). Os autores tiveram o cuidado de não mostrar as cenas das bebedeiras logo de cara. No primeiro mês da novela aproveitei para me preparar bastante e fui a várias reuniões do AA. Naquela época a sociedade não encarava o alcoolismo como doença, era um tal de “ah, é só vício, é fácil de sair fora, basta querer...”. Lembro que conversei com um homem que estava há 20 anos sem beber e mesmo assim continuava indo às reuniões do AA. Ele me disse “minha senhora, a gente não fica bom nunca”. Foi por causa dele que aprendi a realidade dura do alcoolismo: quando você descobre que a bebida é mais forte, ela sempre vai te vencer. Então o alcoólatra não pode baixar a guarda nunca, tem que estar em tratamento constante. A novela mostrou muito bem isso. E sem parecer que era uma aula didática sobre alcoolismo, sabe?
G1 – Com jeito de merchandising social?
Renata – Isso! O bacana da Heleninha era o fato de não ser apenas a personagem alcoólatra da novela. Ela foi mostrada muito além disso. Era uma artista talentosa, uma mulher frágil, que se culpava pela morte do irmão, era preocupadíssima com o filho, sofria por ter uma relação horrenda com a mãe [a vilã Odete Roitman, vivida pela atriz Beatriz Segall]. Heleninha bebia sempre que surgia um problema sem solução aparente. Era uma coisa de desespero mesmo. E naquela época o alcoolismo da mulher era muito mais escondido, mais abafado. Nessas reuniões que frequentei do AA, tinham várias mulheres. Umas até muito elegantes, que diziam que primeiro começavam tropeçando no tapete de casa, depois era na sarjeta.
G1 – As cenas dos porres da Heleninha são bastante acessadas no YouTube, inclusive por uma geração que nem era nascida há 22 anos...
Renata - Acho isso tão engraçado! Essa molecada buscando a Heleninha na internet... Tem um ator maravilhoso aqui no Rio que faz no teatro a “Renata Sorrahteira” [o ator Marcio Machado]. Ele é ótimo, ótimo, ótimo, ele é bárbaro! (risos) Procura no YouTube, que tem ele lá. Ele é superjovem, acredito que nem tenha assistido à novela na época. E olha que eu não gosto muito quando fazem graça em cima dos meus personagens...
G1 – A Heleninha quando bebia praticamente se transformava em outro personagem. Qual era sua medida para não deixá-la caricata?
Renata – Sempre fiz a Heleninha com um tom acima e isso funcionou bem. Queria mostrar como ela se tornava escandalosa, degradante, descontrolada. Uma coisa triste mesmo. Tive um “feeling” que deveria dar um tom a mais nas cenas em que a Heleninha bebia. Ela quebrava tudo, gritava, criava coragem para enfrentar a mãe e fazer coisas que nunca faria, como dar um vexame numa festa, rebolar no balcão do bar.
G1 – E quando a Odete Roitman dizia que a Heleninha “entornava cinco litros de uísque”, na verdade o que você estava bebendo?
Renata – Mate. Era sempre um mate gelado que o pessoal da produção colocava na garrafa, no copo. Várias pessoas achavam que eu bebia mesmo. Mas eu nunca fui de beber, só um vinhozinho com os amigos, um champagne, uma caipirinha no verão... Mas não suporto uísque, que era justamente o que derrubava a Heleninha. Eu nem podia passar em porta de bar que o pessoal gritava: “aê, Heleninha, quer tomar uma?”. Do chofer de táxi ao executivo engravatado. Até hoje morro de rir quando alguém diz que “vai fazer a Heleninha” e encher a cara.
Senhora do destino
A atriz em cena como a vilã Nazaré, de "Senhora do
destino". (Foto: Divulgação/TV Globo)
G1 – Heleninha é a sua personagem preferida?
Renata - Adoro todos os trabalhos que fiz, especialmente alguns ótimos escritos pelo Aguinaldo [o autor Aguinaldo Silva]. Mas tive dois grandes personagens, que foram um tremendo sucesso de público, a Heleninha e a Nazaré [a vilã de “Senhora do destino”]. Esses dois papéis foram grandes momentos que tive na televisão, surpreendentes.
G1 - Assiste à reprise de “Vale tudo”?
Renata – Olha, o horário é péssimo, é muito tarde! Mas sempre tem algum amigo que me liga pra comentar que assistiu uma cena bárbara. Adoro quando isso acontece! É incrível como uma novela que passou há 22 anos continua moderna em seus temas, na direção, na luz, nas atuações. Não virou uma novela mexicana, porque algumas tramas acabam ficando cafonas com o passar do tempo. Aquela coisa de você se olhar na TV e pensar: “meu Deus, o que era aquilo?”. Novela é descartável, mas felizmente não é o caso de “Vale tudo”.

Do G1, em São Paulo


'Vale tudo' volta à TV e atualiza debate sobre ética no Brasil
'Acredito que o país mudou', diz autor Gilberto Braga em entrevista ao G1.
Novela lidera audiência na madrugada; personagens fazem sucesso na web.
Os porres de Heleninha Roitman, o visual descolado de Solange Duprat e a ambição desmedida de Maria de Fátima Aciolly estão entre os assuntos mais “transados” na web - só para usar uma gíria da época. Líder de audiência nas madrugadas da TV paga, a novela “Vale tudo” volta a fazer sucesso 22 anos depois de sua primeira exibição e atualiza a discussão sobre ética no Brasil.
No ar de segunda a sexta-feira no Canal Viva, à 0h45, a trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres não para de mobilizar os fãs. Desde o último dia 4, quando o primeiro capítulo da reprise foi ao ar, internautas lotaram o YouTube com cenas antológicas, lançaram comunidades no Orkut e criaram perfis dos personagens no Facebook.
O forte teor político de “Vale tudo” hoje é associado à corrida presidencial – nos anos de transição do governo Sarney para o Collor a novela questionava até que ponto compensava ser honesto no Brasil. No Twitter, o termo #valetudo agora passou a ser citado ao lado de comentários críticos aos candidatos José Serra e Dilma Rousseff.
“Pode ser ingenuidade minha, mas acredito que o país mudou. As pessoas estão mais preocupadas com a impunidade”, opina Gilberto Braga, em entrevista ao G1. “O brasileiro de 1988 aceitava a corrupção como fato consumado, coisa natural. E a proposta da novela de discutir ética vinha exatamente daí”, completa o autor.

Raquel e Maria de Fátima
Filha e mãe, Maria de Fátima (Gloria Pires) e Raquel
(Regina Duarte) estavam em lados opostos no debate
de 'Vale tudo'. (Foto: Bazilio Calazans/Divulgação)
“Sangue de Jesus tem poder!” 
“Vale tudo” girava em torno do plano da jovem Maria de Fátima (Gloria Pires) em vencer na vida a qualquer preço. Em troca de luxo e poder, valia de tudo mesmo: mentir, roubar, aplicar golpes.
No extremo oposto estava a mãe da vilã, Raquel (Regina Duarte), que acreditava na força do trabalho e da honestidade. O lema da personagem, “sangue de Jesus tem poder!”, se transformou no bordão popular mais repetido daquele fim de década.
“Foi a novela mais completa que participei. A Maria de Fátima tinha uma riqueza de sentimentos e questionamentos”, relembra Gloria, que na época tinha 25 anos e garantia sua entrada para a história da teledramaturgia nacional. Com uma performance brilhante, a atriz recebeu prêmios como o da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e o Troféu Imprensa.
Gloria conta que, diferente do que acontecia com outros malfeitores folhetinescos, o público sentia certa compaixão por sua personagem. “As pessoas admitiam, em parte, as atitudes da Maria de Fátima. Ela era pobre e almejava uma vida melhor num país onde ainda havia muita tolerância com a desonestidade”, avalia.
Atualmente a atriz se prepara para atuar em uma nova trama de Gilberto Braga, “Insensato coração”, com estreia prevista para janeiro de 2011. A personagem, Norma, vem cercada de expectativas, já que se trata de mais uma vilã. “Espero que ela seja tão arrebatadora quanto a Maria de Fátima!”, torce.
Odete te despreza
Se os espectadores poupavam a vilã de Gloria, o mesmo não poderia ser dito da personagem da atriz Beatriz Segall. A socialite Odete Roitman se tornou a inimiga pública número 1 graças a comentários depreciativos contra o Brasil.
Odete Roitman
Odete Roitman (Beatriz Segall): vilã virou ícone pop do
Brasil. (Foto: Bazilio Calazans/Divulgação)
 Pérolas do preconceito como “esse país não vai para frente porque brasileiro é preguiçoso, é uma mistura de raças que não deu certo” ou “desde que nasci só ouço falar em crise nesse país” ou ainda “só gosto de ver o Rio de Janeiro da minha TV lá em Paris” compunham o repertório da megera.
Tais falas tinham efeito explosivo junto aos espectadores, o que fez de madame Roitman uma das vilãs mais odiadas da teledramaturgia.
Com o passar dos anos, o público fez as pazes com Odete, que se tornou ícone pop. No Orkut há comunidades-tributo como “Odete te despreza”, além de contas no Twitter que reproduzem as “máximas odeteanas”.
“Odete Roitman era uma bandida. Ela podia espinafrar o Brasil, que isso tinha muito charme”, diz Braga.
Pioneirismo
Ao time de personagens femininas fortes de “Vale tudo” se juntava Heleninha Roitman (Renata Sorrah). Por meio dela, a novela tratou do problema do alcoolismo de forma dramática e realista pela primeira vez na televisão.
Fumantes - hoje vetados na televisão - também circulavam entre uma cena e outra. Rubinho (Daniel Filho), um pianista notívago que sonhava conhecer a Nova York, aparecia sempre com um cigarro pendurado entre os lábios.
Lala Denheizelin e Cristina Prochaska
O casal Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina
Prochaska): pioneirismo ao debater parceria civil.
(Foto: Bazilio Calazans/Divulgação)
Braga garante que a patrulha do politicamente correto nunca o impediu de desenvolver a novela com liberdade. “Fizemos uma campanha contra o fumo por meio do Rubinho. Nunca senti qualquer tipo de rejeição naquela época. ‘Vale tudo’ foi muito bem aceita”.
Tal aprovação – a trama ultrapassava os 50 pontos de audiência – fez com que a novela tivesse caráter pioneiro em outras áreas, como a homossexualidade. Sim, “Vale tudo” tinha um casal de garotas: Laís (Cristina Prochaska) e Cecília (Lala Deheinzelin).
Na história, Cecília morria e seu irmão, Marco Aurélio (Reginaldo Faria), tentava impedir na Justiça que a cunhada ficasse com a pousada em Búzios fundada pelas duas. Foi a primeira vez que o tema da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo entrava na pauta de um folhetim.
A mocinha ‘transada’
O perfume de modernidade de “Vale tudo” também ficava por conta da mocinha Solange Duprat (Lídia Brondi). Repórter da fictícia revista “Tomorrow”, a moça lançou moda com sua franjinha ruiva cortada no meio da testa, o batom carmim e um comportamento liberal para a época.
Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi
Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi como Afonso
e Solange: casal estampava a imagem do disco de
vinil com as músicas da novela. (Foto: Divulgação)
Solange namorava o milionário Afonso (Cássio Gabus Mendes), mas dividia o apartamento e as contas com um amigo, Sardinha (Otávio Müller). Uma coleção de gírias e expressões pontuava suas frases, que terminavam sempre com a palavra “cherrie”.
A personagem também costumava substituir qualquer verbo pela palavra “transar”. Exemplos: “Vamos transar [fazer] uma festa?” ou “você conseguiu transar [resolver]aquele problema?”.
Para estranhamento geral, sua intérprete, não quis mais “transar” televisão. Abandonou a carreira para estudar psicologia. E se casou com seu par romântico de novela.
Cássio e Lídia estão juntos há 20 anos e a ex-atriz é avessa a entrevistas. “Mas essa história de que a gente começou a namorar em ‘Vale tudo’ é lenda urbana”, esclarece Cássio. “Só dois anos depois das gravações da novela nos reencontramos e começamos o namoro”.
Do G1, em São Paulo
Links: globo.com e g1.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Novela Coronation Street, a mais longa da televisão britânica comemora 50 anos

Novela mais longa da televisão britânica comemora 50 anos
O elenco atual conserva apenas um dos atores da equipe inicial


BBC Brasil 
Uma das novelas mais longas do mundo, Coronation Street, da emissora de televisão britânica ITV, está comemorando 50 anos nesta semana.
O recorde de novela mais longa cabe à produção americana Guiding Light, que teve seu último capítulo exibido em setembro do ano passado após 72 anos no ar - os primeiros 15, a partir de 1937, no rádio, e os restantes na televisão.

Para marcar a data, os roteiristas da popular novela britânica programaram acontecimentos dramáticos, com personagens centrais envolvidos em um grande acidente de bonde, revelações de adultério e filhos ilegítimos e dilemas amorosos.
Na noite de segunda-feira, o programa, que vai ao ar quatro vezes por semana, teve uma audiência estimada em cerca de 13 milhões de telespectadores.
Outra novela britânica, East Enders, da BBC, no ar desde 1985, atraiu 17 milhões de telespectadores quando comemorou 25 anos, em fevereiro último.
Atualmente, somente os concursos de calouros comandados pelo empresário musical Simon Cowell conseguem atrair audiências comparáveis na televisão britânica.
Foto: divulgação ITV

Cena gravada em 2005 com participação especial de Ian McKellen
Coronation Street
A mais longa novela da televisão britânica é situada em Weatherfield, um subúrbio fictício da cidade de Manchester, no oeste da Inglaterra.
O elenco atual conserva apenas um dos atores da equipe inicial. Ele é William Roache, que interpreta o personagem Ken Barlow.
Depois de vários relacionamentos fracassados, uma viuvez e alguns divórcios, Barlow, nascido e criado no bairro fictício, é hoje aposentado e vive com a terceira esposa, Deirdre, na casa número 1 da Rua Coronation.
O personagem exemplifica uma característica comum das novelas britânicas: os protagonistas raramente são mostrados como pessoas equilibradas e felizes.
O aniversário do primeiro episódio de Coronation Street, transmitido no dia 9 de dezembro de 1960, será marcado na quinta-feira com uma transmissão, ao vivo, de um capítulo especial com uma hora e duração.
Coronation Street
 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Confira o elenco completo de Insensato Coração; Após crise, série Alice volta à HBO em dois bons telefilmes

Confira o elenco completo de Insensato Coração:
 Glória Pires; Natália do Vale; Maria Clara Gueiros; Eriberto Leão e Gabriel Braga Nunes

Ana Beatriz Nogueira; Ana Lúcia Torre; Paola Oliveira; Antonio Fagundes e Bete Mendes………

Camila Pitanga; Carla Lamarca; Cássio Gabus Mendes; Daniel Marques e Deborah Evelyn

Deborah Secco; Eduardo Galvão; Fernanda Machado; Fernanda Paes Leme e Guilherme Piva

Helena Fernandes; Herson Capri; Hugo Carvana; Isabela Garcia e Jonatas Faro

Lázaro Ramos; Leonardo Carvalho; Leonardo Miggiorin; Louise Cardoso e Luigi Baricelli

Marcelo Valle; Marcos Damigo; Milton Gonçalves; Nathália Timberg e Tainá Muller

Norma Blum; Paloma Bernardi; Petrônio Gontijo e Ricardo Pereira

Ricardo Tozzi; Rosi Campos; Thiago Martins e José Wilker (participação)

Após crise, série Alice volta à HBO em dois bons telefilmes





Andréia Horta no segundo telefilme de Alice, que a HBO exibe aos sábados 
O título Alice - Um Especial em Duas Partes não traduz com precisão o conteúdo do material que a HBO exibe a partir de hoje para toda a América Latina. Remete a um seriado de TV, mas não é bem isso. Alice - Um Especial... são dois bons telefilmes quase independentes um do outro. Cinema feito para televisão, com câmeras digitais de alta definição.
Quem não viu a primeira temporada de Alice pode tranquilamente assistir a Um Especial em Duas Partes que não ficará "boiando".
Em Alice, Andréia Horta é uma jovem mulher que vem de Tocantins para São Paulo para enterrar o pai, que morrera ao pular do 20º andar de um prédio. Ela pretendia voltar logo para casa, levando apenas um "edredon barato", porém, sob pretexto de ter que resolver burocracias, vai ficando e se envolvendo em uma história urbana, moderna, ambientada numa São Paulo contemporânea e noturna.
Alice - Um Especial em Duas Partes retoma a história de Alice dois anos depois. "Cansada de dar murro em ponta de faca", ela passa o primeiro "episódio" (O Primeiro Dia do Resto de Minha Vida) a procurar um apartamento para morar. Quer se casar com com Nicholas (Vinicius Zinn).
No segundo (A Última Noite), após flagrar o namorado dando em cima de outra mulher, ela se envolve em uma absurda trama em que tenta salvar do suicídio um jovem artista plástico expressionista, alguém que "conhece" ao atender a um telefone público que toca em um viaduto do centro paulistano.



Andréia Horta e Silvia Lourenço no primeiro telefilme,
Os dois "episódios", ou melhor, os dois telefilmes de 80 minutos cada um, são bastante diferentes um do outro, embora se complementem. O primeiro, dirigido pelo cineasta Karim Aïnouz (Madame Satã, O Céu de Suely), é diurno, se desenvolve lentamente, numa narrativa que lembra a de filmes latino-americanos em que reflexões filosóficas são mais importantes do que ações.
Já o segundo telefilme, dirigido por Sérgio Machado (Quincas Berro D'Água), que assina o roteiro dos dois, é noturno, se desenvolve mais rapidamente, é mais televisivo, cheio de viradas e tenso, quase um pesadelo.
Coproduzido pela Gullane Filmes, com recursos de incentivos fiscais à produção independente, os dois telefilmes de Alice são uma boa e criativa solução para o adiamento da segunda temporada da série.
Devido à crise econômica mundial de 2008, canais internacionais como a HBO postergaram ou reviram investimentos importantes. A segunda temporada de Alice, que custaria pelo menos os R$ 13 milhões da primeira, ficou, a princípio, para 2012. Para que a série não fosse esquecida pelos fãs, resolveu-se produzir os dois telefilmes, em que cada um dos dois diretores-gerais do projeto imprimem suas marcas.
O primeiro telefilme passa hoje, às 21h, no HBO standard, e amanhã, às 23h30, no HBO HD. O segundo vai ao ar no próximo fim-de-semana, nos mesmos horários.

sábado, 18 de setembro de 2010

Sonia Braga reencontra Antonio Fagundes 32 anos depois

'As cariocas': Sonia Braga reencontra Antonio Fagundes 32 anos depois 

Sonia Braga e Antonio Fagundes, 32 anos depois da novela “Dancin' days”, ainda têm muita química juntos. A dupla se reencontra na série “As cariocas”, que estreia em outubro na Globo. Abaixo, Sonia grava na Cinelândia, acompanhada de Regina Duarte e Dalton Vigh.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Araguaia"

Ana Lima se prepara para encarar nova personagem em "Araguaia"Ana Lima teve que descolorir os cabelos para viver a manicure Lenita em Araguaia (31/5/2010)
Do PopTV
Ana Lima teve que descolorir os cabelos para viver a manicure Lenita em Araguaia 
Um novo papel pode trazer mudanças na vida de seu intérprete e com Ana Lima foi isso que aconteceu. Para viver a manicure Lenita, de "Araguaia", próxima novela das seis da Globo, a atriz teve de mudar radicalmente o visual. Ela, que sempre foi morena, precisou descolorir os cabelos e cortar mais de um palmo, até que os fios atingissem a altura dos ombros. "No dia que fiz, levei um susto. Mas a gente aprende o desapego. O cabelo cresce e, depois que acabar a novela, eu o deixo escuro novamente", diz. Mas, quando a trama de Walther Negrão estiver no ar, a partir de setembro, Ana aparecerá ainda mais diferente. Isso porque sua personagem vai usar, a cada semana, uma cor para lá de indiscreta nos cabelos. Em alguns capítulos, Lenita estará com os fios roxos, depois verde, entre outros tons gritantes. Foi justamente por isso que a atriz teve de adotar o louro. "Descolorir é mais fácil do que ficar pintando e também porque o 'spray' pega mais fácil no cabelo claro", explica.
O motivo de toda essa repaginação é que, na história, Lenita é uma manicure completamente desconectada, que sonha com o exterior. Mas ela vive no Araguaia, em Goiás, onde as pessoas levam uma vida rural e calma. "Minha personagem nem percebe que é completamente diferente. Ela age como se estivesse em Nova York", conta aos risos. O núcleo do salão de beleza conta ainda com Eva Wilma, que viverá Pierina, dona do estabelecimento e Thiago Oliveira, como o cabeleireiro Tavinho. Além disso, Lenita vai transitar pelo núcleo do circo. E é por lá que ela deve encontrar seu par. "Minha personagem fica muito amiga do Pimpinela e pode ter uma relação amorosa com ele", revela Ana, referindo-se ao papel de Nando Cunha.
Para se preparar para o personagem tão fora do tom, Ana fez laboratório em vários salões de beleza. Tudo para ver de perto as várias maneiras que uma profissional da área tem de se portar. Durante a pesquisa, a atriz percebeu que, dependendo do local, a manicure pode ser mais reservada ou mais falante. "Uma coisa é um salão chique do Rio de Janeiro, em que elas sentam com uma postura rígida e não falam nada. A Lenita não pode ser assim porque ela está no interior", explica a atriz, que também visitou salões em Carangola, sua cidade natal, em Minas Gerais. Lá, Ana Lima encontrou manicures que dão gargalhadas enquanto fazem as unhas de suas clientes. "Com certeza, meu papel vai mais por essa linha", conta. Mas o trabalho de composição da atriz vai além dos salões de beleza. Ana se preocupa em desenvolver sua personagem em todos os aspectos. "Tenho de saber como ela anda, como bebe água. Tudo isso vem de acordo com o texto e com a caracterização", opina.
Agora, Ana lida ainda com a ansiedade de ver o resultado de seu novo trabalho no ar. Simplesmente, porque depois que a novela estrear, no dia 27 de setembro, ela ainda terá de esperar até o 15º capítulo, quando sua personagem começa a surgir na trama. "Como não entro no início, a galera já está quente. Acho que no 25º capítulo, vou estar bem", imagina. E a atriz tem motivos para se sentir à vontade. Esta é a segunda vez que ela faz uma novela de Walther Negrão. A primeira, que também marcou sua estreia em novelas, foi "Desejo Proibido", produção que elege como a mais importante de sua carreira. "A Eulália foi uma personagem que pude desenvolver bem. Ela era meio bronca e, depois que se casou com Argemiro, passou a sorrir", relembra, citando o papel de Emílio Orciollo Neto, com quem também vai contracenar em "Araguaia".
Além disso, Ana já havia trabalhado com Marcos Schechtman, que dirigiu "Caminho das Índias" e assume a mesma função na nova novela das seis da Globo. "Vou estar em casa porque misturou o pessoal de 'Desejo Proibido' com 'Caminho das Índias'", finaliza.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Papai coração e Batman na TV Tupi

Papai coração foi uma telenovela brasileira, produzida pela TV Tupi, apresentada de 26 de abril de 1976 a janeiro de 1977. Escrita porJosé Castellar, baseada no original de Abel Santa Cruz, direção de Edison Braga e Atílio Riccó e supervisionada por Luiz Gallon.
Sinopse
Os problemas familiares do viúvo Mário com a irmã noviça, Rosário, e sua filha pequena Titina, que conversa coma mãe morta, Laura.
Elenco:
Narjara Turetta .... Titina
Paulo Goulart .... Mário
Alerte Montenegro .... Laura
Selma Egrei .... Irmã Rosário
Nicette Bruno .... Sílvia
Eleonor Bruno .... Madre Superiora
Yolanda Cardoso .... Helena
Serafim Gonzalez .... Renato
Beth Goulart .... Irmã Carolina
Bárbara Bruno .... Alice
Renato Consorte .... Padre Bernardo
Joana Fomm .... Paula
Adriano Reys .... Estêvão
Jonas Bloch .... Ismael
Theo De Faria .... Felipe
Sílvio Rocha .... Pedro
Walderez de Barros .... Irmã Matilde
Elizabeth Hartmann .... Maria da Graça
Glauce Graieb .... Eunice
Kiko de Micheli .... Henrique
Henrique César .... Pompeo
Lizete Negreiros .... Irmã Natércia
Mara Miranda .... Dulce
Célia Paixão .... Edna
Rogério Márcico .... Diogo
Regina Nogueira .... Irene
Wilma de Aguiar .... Fernanda
Walter Prado .... Gilberto
Paulo Miessa (Goulart Filho) .... Demo
Luiz Antônio Piva .... Dr. Eugênio
Assunta Mantelli...
E
Batman andava meio esquecido até que o produtor William Dozier apresentou pra ABC a idéia de criar uma série sobre Batman e Robin, mas a intenção era combater o crime fazendo com que o espectador se divertisse com isso.
Dozier trouxe uma filosofia diferente a personagem, muita ação e humor eram os ingredientes principais de “Batman e Robin”. A ABC aceitou produzir a série pois imaginava que ali estaria um bom produto para divertir o público jovem. Adam West foi chamado para viver O Homem-Morcego e Robin foi interpretado por Burt Ward. A galeria de vilões vinha do primeiro time do teatro e da Tv como Cesar Romero (Coringa), Frank Gorshin (Charada), Burguess Meredith (Pingüim), Julie Newmar (Mulher-Gato) e Vincent Price (Cabeça de Ovo). Em 12 de janeiro de 1966 o primeiro episódio "Hey Diddle Riddle" (algo como o O Enigma que Engana) entrou nas casas da América. Foi um estrondoso sucesso, para os adultos por causa dos atores convidados que representavam os vilões, e para as crianças por causa dos "POWs,"SPLATT"s","WHACKs"... que representavam as onomatopéias dos quadrinhos e pela dinâmica das cenas com tomadas pouco convencionais com planos inclinados e outros recursos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Salário Mínimo e Alô, Doçura! ( TV Tupi )

Tupi - 19hde 11 de setembro de 1978 a 10 de março de 1979
novela de Chico de Assis
direção de Antônio Abujamra
SINOPSE
Na Vila Giselda, a atuação de Dona Zilda, a supermulher que protege os humildes moradores das especulações financeiras das camadas mais altas.
ELENCO
NICETTE BRUNO - Zilda
EDNEY GIOVENAZZI - Hermes
LÍLIAN LEMMERTZ - Viviane
HÉLIO SOUTO - Lincoln
EWERTON DE CASTRO - Eduardo
MARIA ISABEL DE LIZANDRA - Teca
ÊNIO GONÇALVES - Inácio
ELIAS GLEIZER
ETTY FRASER - Letícia
LAERTE MORRONE
PAULO HESSE
SILVIA LEBLON
JOÃO SIGNORELLI
CLÁUDIA ALENCAR - Isabel
ROSALY PAPADOPOL - Janete da Loteca
BÁRBARA BRUNO
EDSON CELULARI
TEREZA TELLER
REGIANE RITTER
JOSÉ CARLOS DE ANDRADE
JOÃO ACAIABE - padre
OSWALDO CAMPOZANA
JOSÉ PARISI - Dom Pepe
NARJARA TURETTA
ALBERTO BARUQUE - Ari
LUIZ ANTÔNIO PIVA - Dr. Tomazzelli
Bastidores
A novela deveria se chamar
Gente Humilde, mas na última hora seu título foi mudado. Na verdade, sua história completou mais o título original, uma vez que a novela tinha seu reforço no moradores da periferia na sua luta do dia-a-dia.
Lançada discretamente e sobrevivendo à crise que se avolumava nos últimos tempos da TV Tupi,
Salário Mínimo, no entanto, se revelou uma grata surpresa.
A novela começou tendo a música Deixa, cantada por Cláudia, na abertura. Dois meses depois foi trocada por Sampa, de Caetano Veloso.Tema de Abertura: SAMPA - Caetano Veloso
Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendiDa dura poesia concreta de tuas esquinas Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee ...
Trilha Sonora
Músicas interpretadas por
Poncho e seu
Piano Romântico e Orquestra:
TOO YOUNG
THE MAN I LOVE
CRY
MY FOOLISH HEART
AGAIN
DREAM
STELLA BY STARLIGHT
DANCING IN THE DARK
MOONGLOW
EMBRACEABLE
MY BLUE HEAVEN
CLAP TO HANDS

Alô, Doçura! ( TV Tupi )
de 1953 a 1964
criação de Cassiano Gabus Mendes
roteiros e direção de Cassiano Gabus Mendes
fonte: revista TV Séries

ELENCO
EVA WILMA
JOHN HERBERT
MÁRIO SÉRGIO
MARLY BUENO

Bastidores
A Tupi lançou em 1953, impulsionada pelo sucesso de I Love Lucy, a série de comédia romântica Alô, Doçura!, nos mesmos moldes do programa norte-americano. A série consagrou o então jovem casal Eva Wilma e John Herbert.
Alô, Doçura! era exibida uma vez por semana, passando, mais tarde, a ter dois episódios semanais. Foi a primeira série no Brasil em formato “sitcom” (“situation comedy”), com histórias apresentadas em forma de esquetes com duração de 15 minutos, centradas nos problemas de comunicação entre um homem e uma mulher. Em cada episódio, os atores interpretavam personagens diferentes, em geral as histórias eram encenadas em auditório, incorporando a reação do público.
Alô, Doçura! foi criada para o rádio por Otávio Gabus Mendes, pai de Cassiano, e recebeu o título de O Encontro das Cinco e Meia. No rádio o casal era interpretado por Haydée Miranda e Paulo Maurício. Cassiano Gabus Mendes adaptou o programa para TV Tupi de São Paulo e a partir de 1957 o programa passou a ser transmitido, ainda ao vivo, para o Rio de Janeiro, obrigando seus atores a viajar entre o Rio e São Paulo constantemente.
O ator Mário Sérgio deixou o elenco em 1954, quando foi substituído por John Herbert.
Foi durante essa produção que Eva Wilma e John Herbert se casaram, em 1955, ganhando o apelido de "Casal Doçura". Os dois decidiram deixar a carreira e a série saiu do ar, voltando poucos meses depois.
Durante a produção Eva ficou grávida duas vezes: de Vívian (1958) e John Júnior (1960), sendo que em alguns episódios, a personagem que representava também estava grávida; em outros, a gravidez era disfarçada. Em gravidez mais avançada, Eva foi substituída pela atriz Marly Bueno.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fábio Assunção e Glória Pires: casal bandido na Globo

Gilberto Braga e Ricardo Linhares, autores de "Insensato Coração", a substituta de "Passione", querem surpreender o telespectador também com a montagem dos diversos casais da novela, a começar pelos dois principais. Gente de peso.

O mais comportado deles será formado por Natália do Valle e Antonio Fagundes. Exemplo da união perfeita. Juntos para sempre. Para o outro, também de grande importância no desenvolvimento da história, foram escolhidos Glória Pires e Fábio Assunção.
Segundo os autores, as maiores emoções devem sempre girar em torno desses quatro. O personagem do Fábio, inclusive, é descrito como um grande vilão, mas diferente de tudo que já fez na televisão. Uma outra pegada.Porém a ordem, por enquanto, é segurar os detalhes porque a novela só vai estrear no dia 17 de janeiro do ano que vem. Tem muito chão pela frente. O elenco começa a se reunir em outubro.
Fernanda Paes Leme contracena com Fábio Assunção em “Insensato coração”Fernanda Paes Leme é mais uma que integrará o time de beldades da próxima novela das 8, “Insensato coração”. De acordo com a coluna “Controle Remoto”, do jornal “O Globo”, desta quarta-feira (21), Fernanda viverá a interesseira Irene, prima dos personagens de Eriberto Leão e Fábio Assunção.
O diretor Dennis Carvalho praticamente fechou o elenco da novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, substituta de "Passione" na Globo, com estreia prevista para janeiro de 2011. Para completar o time, faltam apenas os lançamentos – papéis de adolescentes, por exemplo. Os testes estão acontecendo no Projac.
Importante essa preocupação em lançar caras novas, dar oportunidades para o pessoal do teatro e movimentar os atores da oficina. A renovação é sempre bem-vinda, até porque os autores da Globo, principalmente, muitas vezes encontram dificuldade de encontrar atores para determinados papéis.A novela terá grandes nomes no elenco, como Antônio Fagundes, Natália do Vale, Fábio Assunção, Eriberto Leão, Glória Pires, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Ana Paula Arósio e Deborah Secco, entre outros. As gravações estão previstas para começar em setembro.

‘As Cariocas’: Sônia Braga de volta na Telinha da Globo

E Sonia Braga, que completou sessenta anos, muito em breve, estará de volta ao vídeo da Globo.

A eterna Gabriela também integrará , a convite de Daniel Filho, o elenco de “As Cariocas”.A atriz que mora nos Estados Unidos, já está no Brasil para acertar outros detalhes da sua participação nessa série.O último trabalho de Sônia Braga na emissora, foi como a Tônia de “Páginas da Vida

Fonte: Forum NaTelinha