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domingo, 23 de janeiro de 2011

Veja cena de "Dancin' Days" de 1978


Na novela "Dancin' Days" de Gilberto Braga, era natal em 1978 e a grã-fina falida Yolanda Pratini (Joana Fomm) curtia solidão, que só não era total pela fiel presença do mordomo Everaldo (o saudoso Renato Pedrosa).
Dancin' Days foi uma telenovela brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo de 10 de julho de 1978 a 27 de janeiro de 1979, às 20 horas. Foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dênis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Pieri, tendo contado com 173 capítulos.
Escrita por Gilberto Braga, a trama foi ao ar pela primeira vez no dia 10 de julho de 1978, às 20h e virou febre na época. Narrava a história da ex-presidiária Júlia Matos (Sônia Braga), que após deixar a cadeia, tentava reconquistar o amor da filha Marisa (Glória Pires), criada por Yolanda (Joana Fomm), irmã mais velha de Júlia.
Em meio à disputa familiar, havia a fictícia discoteca Frenetic Dancin’Days, onde se desenrolaram diversas histórias e cenas marcantes, como uma em que a personagem Júlia se acabava na pista de dança. A danceteria foi inspirada na boate Frenetic Dancing Days Discothéque, do produtor musical Nelson Motta, que existia no Rio de Janeiro.

TV Globo
O próprio autor Gilberto Braga chegou a fazer uma participação especial na novela. “Eu apareci na inauguração da primeira discoteca de Yolanda e Horácio (José Lewgoy), cumprimentando o Milton Moraes, que era o RP e depois dançando com a Joana”, lembra.
Mas o que a trama tem de tão especial que a faz ser sucesso até hoje, 30 anos depois? “Acho que a novidade foi um temperamento novo. Eu escrevia de uma forma diferente da Janete Clair e do Lauro César Muniz, na época os craques das oito”, diz Braga.
Para o especialista em novelas Mauro Alencar, há outros ingredientes que fizeram a saga cair no gosto popular. “Dancin’ Days é um folhetim de primeira, centrado na briga de duas irmãs pelo amor de uma jovem. Praticamente foi uma das primeiras novelas a ter casais românticos e com faixas de idades variadas. A diferença de classes também foi muito bem contada por Gilberto Braga”.
Autor do livro A Hollywood Brasileira, Alencar lembra que tinha 16 anos quando Dancin’ Days foi exibida e conta que a novela marcou época. “O Brasil vivia ainda um período de transformação e a novela trouxe juventude para o país, que queria seguir as tendências de moda norte-americanas”.
TV Globo
Marília Carneiro foi a responsável pelo figurino da trama. É dela o mérito de combinar meias soquetes coloridíssimas de lurex com sandálias de salto agulha, eternizadas nos pés da atriz Sônia Braga. As roupas de cetim usadas pela personagem também fizeram a cabeça das mulheres. “Enquanto Júlia Matos foi a cereja do bolo lançando moda, Yolanda era imitada por seu comportamento sofisticado. O papel impulsionou a carreira de Joana Fomm”, analisa Alencar.
Curiosamente, o papel de Yolanda inicialmente pertencia à atriz Norma Bengell. Ela chegou a gravar algumas cenas, mas se desentendeu com o diretor Daniel Filho e foi cortada do elenco, sendo substituída às pressas por Joana Fomm. “Na época lançaram um disco com a trilha sonora que trazia Norma Bengell na capa. Aliás, uma coisa que me marcou é que o disco foi posto à venda um mês antes da novela estrear. Foi a primeira vez que vi aquilo”, diz Alencar.
Outra personagem que lançou modismo foi Carminha. Vivida por Pepita Rodrigues, ela andava com uma boneca debaixo do braço. “Uma empresa lançou a boneca Pepa e vendeu milhares de unidades”, diz Alencar. Sucesso no Brasil e no mundo, "Dancin’ Days" foi vendida para mais de 40 países. 

Da  Revista Quem
Aqui cena com Pepita Rodrigues, Milton Moraes e Gracinda Freire. 


"Dancing Days"

Sucesso em 1978, “Dancin’ Days”, transformou em hit não só com a música-tema, interpretada pelas Frenéticas , mas toda a atmosfera vibrante e colorida que foi para a história das novelas brasileiras. Do cabelo à maquiagem, passando pelo figurino "discotheque", a inesquecível personagem Júlia Mattos, encarnada por Sônia Braga, lançava moda a cada capítulo. Maior símbolo dos “dias dançantes”, as meias ultracoloridas de lurex usadas com sandálias de salto alto foram febre nas pistas e acabou sendo a capa do disco na trilha sonora internacional que trazia grandes sucessos dançantes da época, que são relembrados até hoje. A novela foi inspirada na boate de mesmo nome comandada por Nelson Motta no bairro da Gávea, que virou point de badalação no Rio de Janeiro no final dos anos 70. A trama também reuniu nomes como Joana Fomm, Antônio Fagundes e Glória Pires. Além de emplacar a moda colorida e brilhante, a novela influenciou o comportamento do público, que se deparou na tela com temas típicos da classe média da época, como casamentos sem perspectiva e mulheres que tentavam defender seu espaço.
Fonte: http://www.teledramaturgia.com.br/

Par de meias foi sucesso na época;

Capa da trilha sonora internacional;
Abertura da novela;
Cena da novela;


04.08.1978 - Arquivo O Globo - TV Exclusivo - 
Novela Dancing Days - Lídia Brondi e Lauro Corona.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Novela Os Inocentes - 1974

Cleyde Yaconis em Os Inocentes

Os Inocentes é o título de uma telenovela brasileira produzida pela Rede Tupi e exibida de fevereiro a setembro de 1974. Escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Carlos Zara e Edson Braga. Trama A novela de Ivani Ribeiro era uma adaptação para a TV da obra "A visita da velha senhora" do alemão Friedrich Durrenmatt. 
No passado, a bela Maria Alice, professoar na pequena cidade de Roseiral, fica viúva e alguns homens decidem paquerá-la. Ante a recusa, eles tratam de difamá-la perante os moradores. Os principais culpados são o Sr. Durval e o Dr. Bonfim. Maria Alice não aceita o assédio e a vingança dos dois é expulsá-la da cidade. Quando está deixando Roseiral com a filha Juliana, Maria Alice recebe uma pedrada e fica cega de um olho. 
Juliana, já adulta, é uma mulher cheia de neuroses. Volta rica e poderosa a Roseiral com o intuito de sacrificar os culpados pela morte de sua mãe. Perturbada, sofre com os fantasmas do passado e não sossega enquanto não punir os culpados e seus descendentes - os inocentes. Juliana compra a propriedade de Otávio Queiroz, um fazendeiro em decadência que havia sido seu amigo de escola, e ganha a confiança dos moradores da pequena cidade. Mas o Padre João descobre as intenções vingativas de Juliana e tenta preparar a população, que cada vez se rende aos encantos e à "generosidade" da nova moradora. 
Os inocentes eram nove: Otávio, Mário, Marina, Deise, Marcelo, Renato, Lurdinha, Chico e Hortência. Na reta final, Juliana coloca em sua lista o secretário, Jarbas, que começa a se voltar contra ela. A cada vez que se vingava, Juliana queimava um boneco de papel que representava um dos inocentes. 
Elenco 
Cleyde Yáconis - Juliana 
Rolando Boldrin - Otávio 
Cláudio Corrêa e Castro - Padre João 
Maria Estela - Hortência 
Tony Ramos - Marcelo 
Adriano Reys - Dr. Mário 
Ana Rosa - Sofia 
Luis Gustavo - Vitor 
Márcia Maria - Marina 
Elaine Cristina - Daisy 
Jonas Mello - Jarbas 
Sílvio Rocha - Durval 
Laura Cardoso - Guiomar 
Paulo Figueiredo - Renato 
Lucy Meirelles - Isabel 
Serafim Gonzalez - Salvador 
Léa Camargo - Yolanda 
Adoniran Barbosa - Dominguinho 
Osmano Cardoso - Dr. Bomfim 
Eudosia Acuña - Irene 
Régis Monteiro - Maneco 
Participações 
Karin Rodrigues - Maria Alice 
Gianfrancesco Guarnieri - Chico 
Tereza Teller - Lurdinha 
Jussara Freire - Gigi 
Carminha Brandão - Nazaré
Os Inocentes-destaque na foto Cleyde Yaconis
Veja galeria de fotos:
Otávio Marina Padre João
a autora Ivani Ribeiro (de óculos) com parte do elenco
Marcelo e Hortência Marina, Marcelo e Deise, Guiomar e Durval

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Passione: Dona Brígida volta e salva o fiasco da novela

São cenas pequenas e marcantes. A atriz dá banho de interpretação.

Em uma trama que chama atenção pelo fato já por si incomum de trazer quatro octogenários em papéis de realce, ela não é a única velhinha safada. Encontra sua contraparte, digamos, "do bem" na ricaça Brígida, representada por Cleyde Yáconis, de 87 anos. A matriarca – sogra de Bete (Fernanda Montenegro) e vinte anos mais velha do que esta, embora as duas atrizes tenham só seis anos de diferença – é esnobe e preconceituosa. Além disso, dá suas escapadas com o chofer da família, Diógenes (Elias Gleiser, de 76) tão logo o marido, Antero (Leonardo Villar, de 86), cai no cochilo. A misteriosa atividade a que patroa e chofer se dedicam é provavelmente inocente, mas as falas de duplo sentido carregam as cenas de libido. "Quero que o público imagine que os dois velhos podem, sim, estar fazendo sexo", diz o noveleiro Silvio de Abreu.

Simplesmente maravilhosa a atuação da atriz Cleide Yáconis na novela Passione.  
Brígida, a paulistana quatrocentona tem alergia àqueles que não vêm de sua classe social, maltrata o marido (que considera senil) e tem encontros furtivos com o chofer Diógenes (Elias Gleiser) – com quem mantém diálogos cheios de sugestões sexuais
Frase típica: "Chegou a viciada perdida. Nunca pensei que ia ter esse tipo de gente dentro de casa" (sobre a noiva do neto)

Brígida e Valentina destoam do padrão de velhice decantado nas novelas. Normalmente, atores na faixa etária de Daisy Lúcidi e Cleyde Yáconis ou são relegados a papéis de vovôs e vovós simpáticos ou mostrados como coitadinhos. O ápice dessa tendência foi o casal nonagenário (formado por Oswaldo Louzada e Carmem Silva, ambos mortos em 2008) que padecia nas mãos de uma neta sádica em Mulheres Apaixonadas (2003), de Manoel Carlos. Mas, como lembra o especialista Mauro Alencar, é possível pescar, na história do gênero, exemplos eventuais de velhinhos transviados. "Em tramas dos anos 70 como Os Ossos do Barão, de Jorge Andrade, ou O Casarão, de Lauro César Muniz, havia idosos com vida sexual bem apimentada", diz o estudioso. O próprio Silvio de Abreu tem tradição nessa matéria: em seu sucesso Sassaricando(1987), Paulo Autran (1922-2007) fazia um senhor que não resistia a um rabo de saia. Na novela atual, o autor avança ainda mais, tanto na idade dos atores quanto na voltagem de seus personagens.

Embora Passione venha ostentando uma audiência capenga para o horário das 8 desde sua estreia, há um mês, a Globo já detectou que a personagem de Cleyde Yáconis cativa o público. Veterana do teatro e dos folhetins, a atriz tempera a incorreção política com certa fleuma de dama quatrocentona (como são conhecidos os clãs tradicionais paulistanos). Brígida não poupa nem os idosos de discriminação: chama o próprio marido de "caduco". Apesar disso, trata-se de um registro ameno. 
A melhor idade de Passione
A melhor idade de Passione
Cleyde Yáconis, Leonardo Villar, Elias Gleiser e Flávio Migliaccio sabem que em novela tudo pode acontecer. E nas de Silvio de Abreu, mais. Deve ser por isso que Cleyde não notou que era galhofa a 'fofoca' contada a ela por Migliaccio, em suposta primeira mão, num intervalo das gravações, acompanhadas pelo Estado na semana passada. 'Não está sabendo? Você vai se apaixonar pelo Benedetto', disse ele, em tom de conspiração e se referindo à personagem dela, Brígida, e ao personagem de Emiliano Queiroz, que vive na Toscana cenográfica do Projac. 'Verdade? Como você ficou sabendo disso?', perguntou Cleyde, pensativa. 'Me falaram...', despistou ele, com um risinho maroto no canto da boca.
Em cena
Um deles, tem a ver com as visitas que Brígida faz ao quarto do motorista, Diógenes (Elias Gleiser). No texto, o autor solta frases que induzem o público a pensar que são segredos de alcova. Será? Mas nessa altura da vida? Brígida é serelepe o suficiente para isso, sem dúvida.
À mesa dos Gouveia, o queixo da aprumada Brígida cai quando ela vê o sujeito de paletó, tênis e cabelos despenteados (a marca de Migliaccio) entornar cerveja na taça e limpar o prato com miolo de pão. 'O Antero foi bom de copo, viu? Armamos cada chumbrega, hein, Antero!', entrega ele, para desespero do amigo.

Aos 87 anos, 90 peças no teatro e 30 novelas, a atriz paulista de Pirassununga diz que, "a palavra idoso não cabe em mim porque não paro de trabalhar. O trabalho me fez superar todos os baques que levei da vida. Ele me sustenta, me dá alegria, me dá prazer.
Cleyde não faz questão de saber se sua personagem joga cartas, trafica chocolates ou namora o chofer da família. O que a encanta é a vontade que Brígida tem de viver:
- Nas minhas últimas cinco peças, minhas mulheres eram velhas sofridas, perseguidas... Pegar uma Brígida, bonitinha, de cachinhos e namoradeira é fantástico. Ela não é cheirosinha?
Marota, Cleyde abre um sorriso e brinca dizendo que Silvio de Abreu é um traidor:
- Sempre combino com ele de fazer um papel bom e pequeno. Algum privilégio com a idade você tem que ter! E preciso falar que ele está me traindo: a Brígida está muito assanhada, crescendo...
O autor acha a maior graça da "piadinha":
- Brígida foi planejada para ela e eu jamais planejaria um personagem pequeno para uma atriz da magnitude de Cleyde.
A batalha diária de Brígida para marcar posição como a dona da mansão da família Gouveia faz Cleyde lembrar da própria mãe, Alzira Becker:
- Acho bacana ela não admitir ser hóspede. Essa luta pelo matriarcado é uma coisa bonita. Minha mãe morreu aos 86 anos e nunca perdeu o pulso de dona da casa. Acreditou até o fim que eu era dependente dela. Ela era a rainha da taba.
Pelo visto, Cleyde herdou muito da personalidade da mãe. Os seus amigos sabem que, definitivamente, não receberão um sorriso de volta se estenderem a mão para ajudá-la a subir uma simples escada.
- Paparicar velho não é bom - reclama: - O problema da idade é que a gente fica mais lenta. Nunca apresse um idoso. Se antes eu demorava cinco minutos para me vestir, agora levo 15.
Achei melhor admitir que estou com 87 anos. Não foi fácil. Às vezes esqueço a idade que tenho
Essa é a primeira novela em que Cleyde não vem guiando o próprio carro da chácara onde mora, em Jordanésia, a 26 quilômetros de São Paulo, para o Rio.
Não foi fácil. Às vezes esqueço a idade que tenho - revela a atriz, que ainda sobe no pé de jabuticaba para pegar os frutos antes do ataque dos passarinhos.
Durante as gravações de "Passione", pelo menos duas vezes por mês Cleyde encara seis horas de estrada na ida e seis na volta para visitar os cachorros e conferir como estão suas árvores de estimação.
- Só ando de avião quando é fundamental. Não gosto, não acredito que aquilo voe - justifica ela, que prefere carro ou ônibus: - Ficar 50 minutos em um avião é muito mais cansativo do que seis horas de carro. Quando venho de ônibus, compro duas poltronas para ficar confortável.
Em sua temporada em terras cariocas, Cleyde mantém o hábito de acordar com o galo e, embora more de frente para a praia, não ousa pisar na areia (ela tem uma antipatia pelo mar e por camarão que chega a ser engraçada). Nas tardes de folga, comanda projetos pessoais ("São segredinhos", despista) e estuda textos para o teatro.
- Tenho dois convites para peças ano que vem. E eu não procuro. Os textos vêm parar no meu colo. Escolher é difícil, tenho que saber qual peça é mais importante para o momento. Acredito no teatro como missão divina. Você tem o poder da criação. Eu crio seres humanos a partir da folha de papel e de palavras escritas. Para mim, isso é místico.
Cleyde ama o teatro, mas aponta outra vocação:
- Na próxima encarnação, vou ser médica porque a minha vocação verdadeira é a ciência. Houve algum desvio, mais tarde vou saber.Cleyde ingressou no mundo das artes cênicas fazendo bico como produtora responsável pelo guarda-roupa do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em 1948. A soma do salário mais a mesada de 500 mil réis da irmã, Cacilda Becker, dava para pagar o cursinho preparatório para entrar na faculdade de Medicina. Em 1950, no entanto, ela precisou entrar de última hora para substituir Nydia Licia em "O anjo de pedra". E nunca mais desceu do palco.
Em setembro, Cleyde completou 60 anos de teatro. Mas que não venham com comemorações:
- Não gosto de data. Não festejo o Natal, nem aniversário. Receber presente de aniversário me dá mal-humor. Se cantarem "Parabéns pra você", rolo no chão. Gosto de comprar presentes fora de época, se vejo que aquilo vai bem para a Bel Kutner, levo.
- Me considero filha adotiva, ela é minha mãe escolhida. Passei muitos fins de semana no sítio com ela, que botava a enxada na minha mão e me fazia capinar. Ela me ensinou a não ser mulherzinha - conta Bel, que conheceu Cleyde em "Vamp" (1991). - Nos intervalos da novela, volta e meia ela falava que estávamos burros e distribuía textos de Shakespeare para estudarmos - lembra.
Foi casada com o ator Stênio Garcia durante 11 anos.
- Ele já está na quinta (mulher), né? Mas parece que agora acertou. Ele foi ao teatro me assistir em "O caminho para Meca", no Rio. Não chegamos a ser amigos. Não dá para tanta elegância - ri.
E por falar em elegância, Cleyde é naturalmente fina sem usar brincos, colares ou anéis. A base que brilha nas unhas só está ali por causa da Brígida. A camisa azul marinho, com canutilhos bordados, foi tirada do armário especialmente para a entrevista.
- Só tenho uma (camisa) assim. A combinação do jeans e camiseta é perfeita para o mundo. Temos duas pernas, somos feitas para usar calça e não saia - defende, com o mesmo desprendimento que demonstra após receber um elogio da repórter sobre o figurino escolhido: - Você quer a blusa para você?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

“Insensato Coração”: Saiba tudo sobre a novela

Marina (Paola Oliveira), Pedro (Eriberto Leão) e Luciana (Fernanda Machado) gravam Insensato Coração, novela de Gilberto Braga, em Florianópolis
Marina (Paola Oliveira), Pedro (Eriberto Leão) e Luciana (Fernanda Machado) gravam "Insensato Coração"
Em “Insensato Coração”, Gilberto Braga já sabe qual das personagens da trama deverá ser a mais rejeitada. Em entrevista ao site da revista Contigo, o novelista antecipou que Irene, vivida por Fernanda Paes Leme, não deverá ser bem recebida pelo público por dar em cima de seu primo, Pedro (Eriberto Leão), além de ser muito atirada. “Irene é aquele tipo de mulher geralmente desprezada pelo público. Oferecida, é provocante a qualquer preço, apesar do núcleo família em que vive”, diz.
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Irene é descrita como uma mulher sem romantismo, que dá em cima de Pedro, mesmo não tendo nenhuma intenção de se casar como o rapaz. Para realizar sua fantasia, ela passará por cima de tudo e de todos.
Na história, Irene é filha de criação de Floriano (José Augusto Branco) e Olga (Norma Blum). Floriano é primo de Raul (Antônio Fagundes), pai de Pedro. A moça não irá disfarçar a atração que sente por Pedro nem perto de seus familiares. 
"Insensato Coração" apostará em dois novos atores, que terão relação homossexual na trama
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Rodrigo e Marcos viverão homossexuais em Insensato Coração - Foto: Jornal Extra
O diretor Dennis Carvalho apostará em dois novos atores em “Insensato Coração”, trama que estreia no próximo dia 17. Rodrigo Andrade e Marcos Damigo interpretarão, respectivamente, Eduardo e Hugo, personagens que se envolverão em um romance homossexual.
Em entrevista ao jornal Extra, Rodrigo revelou que o personagem será um desafio em sua carreira. O rapaz manterá, inicialmente, um romance com Paula (Tainá Müller). Porém, com o desenrolar da história, ele assumirá sua homossexualidade e se envolverá com Hugo, um professor de Direito. “Sou de Franca, no interior de São Paulo, e lá só se fala nisso. O personagem será um desafio para mim”, diz.
Já Marcos torce para que Hugo, homossexual assumido desde o início da novela, seja bem aceito pelo público. “Sei o valor de entrar num ano com contrato assinado. Espero que a gente seja bem aceito, do jeito que for”, diz o ator, que também comentou sobre uma possível cena de beijo: “Acho que beijo gay ainda demora para acontecer”.
Um núcleo diferente contará com um point gay na Praia de Copacabana.
Tudo começa quando a dona de um quiosque coloca a bandeira do arco-íris para enfeitar a vendinha, sem saber que aquele é um dos símbolos da militância homossexual.
Um dos filhos de Sueli (Louise Cardoso), a dona do quiosque, é gay. Eduardo, papel de Rodrigo Andrade, se descobrirá homossexual. Ele terá um caso com uma mulher, Paula (Tainá Müller). Xicão (Wendel Bendelack), um dos vendedores, será gay assumido fazendo parte também do núcleo de humor da trama.
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A novela contará ainda com Roni (Leonardo Miggiorin/foto), que será um gay afetado, e com o homofóbico Kleber (Cassio Gabus Mendes). Kleber manifestará preconceito contra seu próprio chefe, o advogado Álvaro (Edson Fieschi).
O ator Hugo (Marcos Damigo) e uma agente de penitenciária vivida por Cristiana Oliveira completam o núcleo de homossexuais da novela.
Antônio Fagundes e José Wilker trocarão socos nos primeiros capítulos
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Passagem de José Wilker na novela causará transtornos na vida de Raul (Antônio Fagundes) - Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo
O ator José Wilker fará uma participação especial nos primeiros capítulos de “Insensato Coração”. Porém, sua passagem pela novela será marcante para o núcleo central do folhetim, comandado por Raul (Antônio Fagundes).
Na história, Wilker dará vida a Umberto, irmão do personagem de Fagundes, e o responsável por uma grande crise na família. Ele surpreenderá a todos ao aparecer na festa comemorativa de casamento de Raul e Wanda (Natália do Vale). No passado, Umberto desviou dinheiro do irmão quando o pai deles faleceu.
Transtornado com a presença inesperada, Raul perde a paciência e dará um soco em Umberto, que revidará a agressão. Para piorar a situação, Wanda defenderá o cunhado, deixando o marido furioso. A reação explosiva de Raul causará ainda mais problemas no futuro, já que Umberto armará para que o irmão o flagre na cama com Wanda.
Personagem de Deborah Secco sabota Daniela Sarahyba 
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Foto: Jornal Extra
Em "Insensato Coração", próxima novela das nove da Globo, a personagem de Deborah Secco mostra a que veio já no primeiro capítulo da trama.
Segunda colocada em um reality show que aconteceu há três anos, Natalie Lamour não aceita que a sua fama terminou. Porém, ela procura segurança financeira em um casamento. Segundo o jornal Extra, seu primeiro alvo será André (Lázaro Ramos).
Para chegar até ele durante um evento, a personagem de Deborah sabota Daniela Sarahyba, que fará uma breve participação na novela como ela mesmo. A modelo é contratada para entregar um troféu a André e aceita levar a "amiga" como acompanhante. Na festa, Natalie coloca pó na bebida de Daniela, que dorme. Dessa forma, a ex-participante do reality show consegue entregar o prêmio ao designer. Entretanto, quem ganhará um beijo do rapaz será Carol (Camila Pitanga).
Natália do Vale, mais uma vez, depois de “Viver a vida”, será uma supermãe em “Insensato coração”. A foto traduz bem o carinho que Wanda, sua personagem, sente pelo filho Leo (Gabriel Braga Nunes), o vilão da próxima trama das oito. Casada com Raul (Antonio Fagundes), ela o protege desde criança e, sem querer, ajuda a aumentar a rivalidade com o outro filho, Pedro (Eriberto Leão).
Do Telinha e Na Telinha

sábado, 1 de janeiro de 2011

Novelas de ivani ribeiro


 Novelas de ivani ribeiro

Ivani Ribeiro, responsável por grandes e memoráveis sucessos de nossa dramaturgia.
Ivani Ribeiro

Nascida Cleyde Alves de Freitas Ferreira, assumiu o nome artístico, Ivani Ribeiro, desde os primórdios de sua carreira. Paulista da cidade de São Vicente, ela nasceu em 20 de feveiro de 1916.
Fomada em escola normal, em Santos, Ivani chegou à São Paulo com o objetivo de cursar a Escola de Filosofia, tendo como pretensão trabalhar no rádio. O início de sua trajetória neste veículo se deu quando, a Rádio Educadora, lhe ofereceu o emprego de intérprete de sambas e canções folclóricas. Como também era autora de alguns programas de rádio, logo ganhou notoriedade, mas alcançou mesmo maior sucesso quando, com a chegada da radiofonização de filmes famosos e de suas novelas, onde atuava como rádio-atriz e também redigia os textos, tornando-se célebre.

Mas foi na Tupi que Ivani se destacou, não no rádio, mas na tv, na recém-inaugurada Tv Tupi, onde chegou para escrever a série "Os Eternos Apaixonados". Mas sua primeira novela diária foi na Excelsior, "Corações em Conflito" já no fim do ano de 63, readaptando para a tv uma de suas histórias escritas para o rádio, que havia lhe consagrado. Ainda com relevante sucesso, escreveu"Ambição" e "Alma Cigana", mas suas reais pretensões neste novo veículo, só foram reconhecidas quando ela escreveu "A Moça que Veio de Longe", ganhando a projeção que merecia. Inclusive, esse sucesso foi o fio condutor para a ida de Ivani para a Excelsior, nos anos 60, se destacando no horário das 19:30h, onde realizou a proeza de escrever treze novelas consecutivas, todas com grande sucesso como: "A Deusa Vencida" (primeira novela de Regina Duarte, que curiosamente, interpretou meio que uma vilãzinha), "As Minas de Prata" (que tinha a mesma base de "A Padroeira" de Walcyr Carrasco", em 2001), "A Muralha" (que ganhou uma nova adaptação de Maria Adelaide Amaral, em forma de minissérie, em 2000) e "Os Estranhos" (que tinha a presença do jogador Pelé no elenco), num total de 1.600 capítulos escritos. Depois da grande temporada na Excelsior, a autora se revezou entre a Tupi, Bandeirantes e a Record.

 
Já na década de 70, a autora foi responsável pelos maiores sucessos da Tupi neste ano. Sucessos inesquecíveis, que nunca se apagam da memória dos telespectadores. Na maioria de seus grandes sucessos, Ivani teve Eva Wilma como protagonista, cativando o público. Foi assim com as gêmeasRuth e Rachel de "Mulheres de Areia", a irresistível Jô Penteado, de "A Barba Azul" que fugia de casamento como o diabo foge da cruz, ou ainda como a Dinah e seu amor transcedental por Otávio Jordão, em "A Viagem". Todos com grande sucesso, em que Ivani explorou muitíssimo bem os personagens de suas tramas, onde tudo deu certo. Ainda na Tupi, a autora ainda escreveria mais um sucesso: "O Profeta", uma das últimas tramas da Tupi, onde tudo foi perfeito. Já que na época não se contava com colaboradores, para a construção da trama, Ivani contou com ajuda de especialistas sobre os assuntos abordados na história, como o fato do personagem Daniel, intepretado por Carlos Augusto Strazzer ser um paranormal. Para dar veracidade à esta trama, ela contou com a ajuda de um psiquiatra, um sacerdote católico, um mentor espírita e um orientador de candomblé. O curioso, é que essas mesmas relgiiões discutiam o drama do personagem na história. Com o fechamento da Tupi, Ivani se redirecionou para a Bandeirantes, onde escreveu novelas de relevante sucesso como, o remake de "A Deusa Vencida", "Cavalo Amarelo", com Dercy Gonçalves, "Meu Pé de Laranja Lima" e "Os Adolescentes", onde recorreu novamente à assessoria de um psiquiatra, para um maior entendimento sobre os jovens.
Sua estréia na Globo ocorreu no ano de 1982, onde escreveu a novela "Final Feliz", um sucesso! A novela já se destacava pela abertura, onde grandes pares românticos do cinema hollywoodiano, assistiam aos próprios beijos na tela, ao som de "Flagra" de Rita Lee. Aliás, "Final Feliz" foi a única novela inédita escrita por Ivani Ribeiro na tv Globo, onde ela se caracterizou pelos remakes. Esta fase, de readaptações de suas próprias histórias, iniciou logo no ano 1984, quando a autora apresentou"Amor com Amor Se Paga", baseada em sua antiga novela da Tupi, "Camomila e Bem-Me-Quer" em 1972. Ary Fontoura se destacou como nunca, na pele do avarento Nonô Corrêa. Em 1985, Ivani marcava definitivamente seu nome na Tv Globo, contando as histórias e aventuras de Jô Penteado, de "A Gata Comeu", dando à C

hristiane Torloni o mesmo sucesso conquistado por Eva Wilma, na novela original, "A Barba Azul". Um elenco bem escalado e uma história consistente e movimentada foram os principais atrativos para a grande repercussão que esta novela teve.

Em 86, Ivani traz "Hipertensão", que teve o mote central retirado de"Nossa Filha Gabriela". Já no fim na década, Ivani trouxe para a tv uma outra história ispirada em suas tramas: "O Sexo dos Anjos", de 1989, foi uma reedição de "O Terceiro Pecado", de 1968. Nesta nova novela, os personagens que foram vividos por Regina Duarte (Isabela), Gianfrancesco Guarnieri (Adriano), Natália Thimberg (Anjo da Morte) e Maria Izabel de Lizandra (Ruth), passaram a ser interpretados por Isabela Garcia, Felipe Camargo, Bia Seidl e Sílvia Buarque. Mas sem sombras de dúvidas, as melhores tramas de Ivani Ribeiro na Globo ainda estavam por vir.

No início dos anos 90, a Rede Globo resolveu levar adiante o projeto de fazer uma reedição de"Mulheres de Areia", grande sucesso de Ivani da Tupi. Porém, após sucessivas conversas entre a autora e a emissora, eles resolveram adiar o projeto. Depois, já no meio do ano seguinte, o projeto veio novamente à tona, e a história foi aprovada para substituir "Felicidade" de Manoel Carlos, que estava sendo exibida no horário das 18h daquele ano. Porém, novamente, havia um obstáculo para que a história finalmente saísse do papel: Glória Pires, a atriz exigida (não foi uma escolha aleatória) para o papel das gêmeas-protagonistas, estava grávida, fazendo com que a novela fosse adiada novamente. Foi ao ar então uma novela produiza à toque de caixa, intitulada "Despedida de Solteiro", para que só depois, "Mulheres de Areia" fosse ao ar. Como tudo tem seu tempo certo, a trama foi a primeira novidade da emissora no ano de 1993. Como já podia se esperar, o sucesso foi imediato, e a história das irmãs gêmeas causou comoção em todo o Brasil, aliás, em todo o mundo, pois houveram países onde a trama foi exibida, em que até as eleições foram remarcadas para o dia do capítulo final da trama, garantindo assim, o comparecimento em massa da população.

Nesta novela, tudo caminhou para o sucesso: atuações seguras de todo o elenco, principalmente de Glória Pires; entrosamento entre os mesmos; a direção impecável de Wolf Maya, além do texto sempre indiscutível de Ivani Ribeiro. Aliás, a autora aderiu à "Mulheres de Areia", a espinha dorsal de "O Espantalho", novela sua, exibida pela Record.
Na carreira desta autora, ainda cabia espaço para mais um sucesso. Dessa vez, a autora trouxe novamente a tv, mais uma de suas histórias marcantes. 94 era o ano de outro remake, desta vez "A Viagem", em que ela soube como nunca, explicar sobre a vida após a morte. Nesta novela, Ivani colocou na tela e apresentou aos telespectadores, tudo sobre a sua crença e as diversas manifestações de sua doutrina. Novamente, um grande sucesso, contando com a presença de Christiane Torloni, interpretando mais um personagem que fora de Eva Wilma: Dinah. Esta foi a última novela escrita por Ivani Ribeiro, que faleceu aos 79 anos, em 17 de julho de 1995. Antes de morrer, Ivani deixou um argumento para uma novela pronto e uma minissérie de 12 capítulos sobre Machado de Assis. A novela, que tinha um núcleo de velinhos e iria se chamar "Caminho dos Ventos", acabou desenvolvida por Lauro César Muniz e Solange Castro Neves, que colaborou com a autora nos remakes de "Mulheres de Areia" e "A Viagem", e ganhou o título de "Quem É Você?". Porém, infelizmente, esta trama passou despercebida.

Ivani faleceu sem saber da morte de seu marido Dárcio Alves Ferreira. Ela já se encontrava em estado crítico, quando Dárcio veio a falecer, no dia 27 de junho, ou seja, vinte dias antes dela. Os dois estavam internados no mesmo hospital. Essas são mais umas das grandes ironias desta vida, ou simplesmente, mais uma das histórias que nem o rádio, nem a tv, souberam contar.
A autora alcançou uma grande conquista na Globo. Ela é a única autora que teve novelas reprisadas duas vezes na sessão Vale a Pena Ver de Novo: "A Gata Comeu" (1989/2001) e "A Viagem" (1997/2006). "A Gata Comeu" ainda teve o mérito de ser uma novela de 20 anos, quando foi reexibida, algo inacreditável para a Globo de hoje. Agora, a Globo prepara outro remake de uma novela de Ivani Ribeiro: "O Profeta", de 1977, que será rediatada por Thelma Guedes e Duca Rachid, sob supervisão de Walcyr Carrasco, e já tem Thiago Fragoso, Carol Castro e Paola Oliveira, nos papéis que foram de Carlos Augusto Strazzer, Glauce Graieb e Elaine Cristina. Que venha om sucesso!
Novelas:
"Corações em Conflito" (1963 - Excelsior); "Ambição" (1964 - Excelsior); "Alma Cigana" (1963 - Tupi); "A Moça que Veio de Longe" (1964 - Excelsior); "A Gata" (1964 - Tupi); "Se o Mar Contasse" (1964 - Tupi); "A Outra Face de Anita" (1964 - Excelsior); "Onde Nasce a Ilusão"(1965 - Excelsior); "A Indomável" (1965 - Excelsior); "Vidas Cruzadas" (1965 - Excelsior); "A Deusa Vencida" (1965 - Excelsior); "A Grande Viagem" (1965 - Excelsior); "Almas de Pedra"(1966 - Excelsior); "Anjo Marcado" (1966 - Excelsior); "As Minas de Prata" (1966 - Excelsior);"Os Fantoches" (1967 - Excelsior); "O Terceiro Pecado" (1968 - Excelsior); "A Muralha" (1968 - Excelsior); "Os Estranhos" (1969 - Excelsior); "A Menina do Veleiro Azul" (1969 - Excelsior);"Dez Vidas" (1969 - Excelsior); "As Bruxas" (1970 - Tupi); "O Meu Pé de Laranja Lima" (1970 - Tupi); "A Selvagem" (1971 - Tupi - argumento); "Nossa Filha Gabriela" (1971 - Tupi); "O Leopardo" (1972 - Record); "Camomila e Bem-Me-Quer" (1972 - Tupi); "Mulheres de Areia"(1973 - Tupi); "O Machão" (1974 - Tupi - argumento); "Os Inocentes" (1974 - Tupi); "A Barba Azul" (1974 - Tupi); "A Viagem" (1975 - Tupi); "O Espantalho" (1977 - Record); "O Profeta"(1977 - Tupi); "Aritana" (1978 - Tupi); "A Deusa Vencida" (1980 - Bandeirantes - remake); "Cavalo Amarelo" (1980 - Bandeirantes); "Meu Pé de Laranja Lima" (1980 - Bandeirantes); "Os Adolescentes" (1981 - Bandeirantes); "Final Feliz" (1982 - Globo); "Amor com Amor Se Paga"(1984 - Globo); "A Gata Comeu" (1985 - Globo); "Hipertensão" (1986 - Globo); "O Sexo dos Anjos" (1989 - Globo); "Mulheres de Areia" (1993 - Globo - remake); "A Viagem" (1994 - Globo - remake); "Quem É Você?" (1996 - Globo - argumento).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Novela Coronation Street, a mais longa da televisão britânica comemora 50 anos

Novela mais longa da televisão britânica comemora 50 anos
O elenco atual conserva apenas um dos atores da equipe inicial


BBC Brasil 
Uma das novelas mais longas do mundo, Coronation Street, da emissora de televisão britânica ITV, está comemorando 50 anos nesta semana.
O recorde de novela mais longa cabe à produção americana Guiding Light, que teve seu último capítulo exibido em setembro do ano passado após 72 anos no ar - os primeiros 15, a partir de 1937, no rádio, e os restantes na televisão.

Para marcar a data, os roteiristas da popular novela britânica programaram acontecimentos dramáticos, com personagens centrais envolvidos em um grande acidente de bonde, revelações de adultério e filhos ilegítimos e dilemas amorosos.
Na noite de segunda-feira, o programa, que vai ao ar quatro vezes por semana, teve uma audiência estimada em cerca de 13 milhões de telespectadores.
Outra novela britânica, East Enders, da BBC, no ar desde 1985, atraiu 17 milhões de telespectadores quando comemorou 25 anos, em fevereiro último.
Atualmente, somente os concursos de calouros comandados pelo empresário musical Simon Cowell conseguem atrair audiências comparáveis na televisão britânica.
Foto: divulgação ITV

Cena gravada em 2005 com participação especial de Ian McKellen
Coronation Street
A mais longa novela da televisão britânica é situada em Weatherfield, um subúrbio fictício da cidade de Manchester, no oeste da Inglaterra.
O elenco atual conserva apenas um dos atores da equipe inicial. Ele é William Roache, que interpreta o personagem Ken Barlow.
Depois de vários relacionamentos fracassados, uma viuvez e alguns divórcios, Barlow, nascido e criado no bairro fictício, é hoje aposentado e vive com a terceira esposa, Deirdre, na casa número 1 da Rua Coronation.
O personagem exemplifica uma característica comum das novelas britânicas: os protagonistas raramente são mostrados como pessoas equilibradas e felizes.
O aniversário do primeiro episódio de Coronation Street, transmitido no dia 9 de dezembro de 1960, será marcado na quinta-feira com uma transmissão, ao vivo, de um capítulo especial com uma hora e duração.
Coronation Street
 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dancin' Days de volta no canal VIVA

Os embalos da Frenetic Dancin' Days está de volta no canal VIVA
Canal Viva negocia reprise da novela “Dancin’ Days”

Depois do sucesso de Vale Tudo, o Canal Viva da Globosat, está negociando com a TV Globo os direitos para reexibir a novela “Dancin’ Days”, é o que conta a coluna de Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S. Paulo”, desta sexta-feira (17).
“Dancin’ Days” foi exibida pela TV Globo de julho de 1978 a janeiro de 1979. A trama conta com texto de Gilberto Braga e direção de Daniel Filho.

O Canal Viva irá reprisa desde o dia 4 de outubro a novela “Vale Tudo”.
FONTE: http://www.abrilblog/chiado/
Essa Versão que está sendo exibida no Youtube foi postada pela comunidade "Dancin' Days - Media Share". Lá você pode participar e baixar a novela toda, 159 caps.

no orkut.
DANCIN' DAYS - REVISITADA
Os Embalos de Júlia Matos 32 anos depois.
Algumas novelas são sempre lembradas por causa de suas tramas centrais; outras por conta de personagens ou atuações marcantes, e há ainda as que são lembradas pelo modismo que criaram ou ajudaram a proliferar na época em que foram exibidas. “Dancin’ Days” certamente está classificada nesta última categoria. A novela escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho e Gonzaga Blota, exibida no horário das 8, em 1978, pela Rede Globo, é , na maioria das vezes, lembrada pelos agitos da discoteca Frenetic Dancin’ Days, do personagem Hélio, interpretado por Reginaldo Faria. Embora as meias de lurex, óculos de gatinha, e roupas coloridas tenham servido apenas como adereços totalmente irrelevantes às tramas da novela, não há como não lembrar do show de dança da personagem de Sônia Braga juntamente com o dançarino Paulette, que fez parar a referida discoteca.
Era a moda transcendendo a trama da novela.

Entretanto, “Dancin’ Days” foi muito mais do que uma novela que acompanhou o sucesso do filme Os Embalos de Sábado à Noite, com John Travolta. A trama apresentou personagens marcantes, densos e diversas cenas emocionantes, reflexo de um texto muito bem escrito, em uma época em que se valorizava mais o ator, e os personagens tinham bem mais conteúdo. Se por um lado, muitos dos personagens (incluindo os protagonistas) da novela eram insatisfeitos, angustiados, depressivos - o que se tornaria uma marca do autor Gilberto Braga, pelo menos em suas duas novelas seguintes: Água Viva e Brilhante - por outro, eram pessoas que não mediam esforços para ir em busca da felicidade, ainda que metendo os pés pelas mãos nessa tentativa.
Antônio Fagundes e Sônia Braga

domingo, 5 de dezembro de 2010

Novela "O Rei do Gado" será reprisada no canal Viva

Novela "O Rei do Gado" será reprisada no canal Viva

A novela "O Rei do Gado", exibida na Globo entre 1996 e 1997, vai ser a próxima a ganhar uma reprise no canal pago Viva.

A trama, escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Luiz Fernando Carvalho, vai entrar em fevereiro na faixa das 16h30, após o final da reprise de "Por Amor".

Os protagonistas da trama eram Bruno Berdinazi Mezenga (Antonio Fagundes), um rico fazendeiro, e a bóia-fria Luana (Patrícia Pillar).

Os dois se apaixonam sem saber que são primos.
Além deles, estão no elenco atores como Letícia Spiller, Eva Wilma, Tarcísio Meira, Leonardo Brício, Vera Fischer, Marcello Antony, Silvia Pfeifer, Fábio Assunção, Lavínia Vlasak, Oscar Magrini, Leila Lopes, Jackson Antunes, Ana Beatriz Nogueira e Raul Cortez.
Os atores Leonardo Brício (à esq.) e Antonio Fagundes em cena da primeira fase da novela "O Rei do Gado"
Os atores Leonardo Brício (à esquerda) e Antonio Fagundes em cena da primeira fase da novela "O Rei do Gado"
Veja estas cenas:

do Bol Televisão