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domingo, 23 de janeiro de 2011

Veja cena de "Dancin' Days" de 1978


Na novela "Dancin' Days" de Gilberto Braga, era natal em 1978 e a grã-fina falida Yolanda Pratini (Joana Fomm) curtia solidão, que só não era total pela fiel presença do mordomo Everaldo (o saudoso Renato Pedrosa).
Dancin' Days foi uma telenovela brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo de 10 de julho de 1978 a 27 de janeiro de 1979, às 20 horas. Foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dênis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Pieri, tendo contado com 173 capítulos.
Escrita por Gilberto Braga, a trama foi ao ar pela primeira vez no dia 10 de julho de 1978, às 20h e virou febre na época. Narrava a história da ex-presidiária Júlia Matos (Sônia Braga), que após deixar a cadeia, tentava reconquistar o amor da filha Marisa (Glória Pires), criada por Yolanda (Joana Fomm), irmã mais velha de Júlia.
Em meio à disputa familiar, havia a fictícia discoteca Frenetic Dancin’Days, onde se desenrolaram diversas histórias e cenas marcantes, como uma em que a personagem Júlia se acabava na pista de dança. A danceteria foi inspirada na boate Frenetic Dancing Days Discothéque, do produtor musical Nelson Motta, que existia no Rio de Janeiro.

TV Globo
O próprio autor Gilberto Braga chegou a fazer uma participação especial na novela. “Eu apareci na inauguração da primeira discoteca de Yolanda e Horácio (José Lewgoy), cumprimentando o Milton Moraes, que era o RP e depois dançando com a Joana”, lembra.
Mas o que a trama tem de tão especial que a faz ser sucesso até hoje, 30 anos depois? “Acho que a novidade foi um temperamento novo. Eu escrevia de uma forma diferente da Janete Clair e do Lauro César Muniz, na época os craques das oito”, diz Braga.
Para o especialista em novelas Mauro Alencar, há outros ingredientes que fizeram a saga cair no gosto popular. “Dancin’ Days é um folhetim de primeira, centrado na briga de duas irmãs pelo amor de uma jovem. Praticamente foi uma das primeiras novelas a ter casais românticos e com faixas de idades variadas. A diferença de classes também foi muito bem contada por Gilberto Braga”.
Autor do livro A Hollywood Brasileira, Alencar lembra que tinha 16 anos quando Dancin’ Days foi exibida e conta que a novela marcou época. “O Brasil vivia ainda um período de transformação e a novela trouxe juventude para o país, que queria seguir as tendências de moda norte-americanas”.
TV Globo
Marília Carneiro foi a responsável pelo figurino da trama. É dela o mérito de combinar meias soquetes coloridíssimas de lurex com sandálias de salto agulha, eternizadas nos pés da atriz Sônia Braga. As roupas de cetim usadas pela personagem também fizeram a cabeça das mulheres. “Enquanto Júlia Matos foi a cereja do bolo lançando moda, Yolanda era imitada por seu comportamento sofisticado. O papel impulsionou a carreira de Joana Fomm”, analisa Alencar.
Curiosamente, o papel de Yolanda inicialmente pertencia à atriz Norma Bengell. Ela chegou a gravar algumas cenas, mas se desentendeu com o diretor Daniel Filho e foi cortada do elenco, sendo substituída às pressas por Joana Fomm. “Na época lançaram um disco com a trilha sonora que trazia Norma Bengell na capa. Aliás, uma coisa que me marcou é que o disco foi posto à venda um mês antes da novela estrear. Foi a primeira vez que vi aquilo”, diz Alencar.
Outra personagem que lançou modismo foi Carminha. Vivida por Pepita Rodrigues, ela andava com uma boneca debaixo do braço. “Uma empresa lançou a boneca Pepa e vendeu milhares de unidades”, diz Alencar. Sucesso no Brasil e no mundo, "Dancin’ Days" foi vendida para mais de 40 países. 

Da  Revista Quem
Aqui cena com Pepita Rodrigues, Milton Moraes e Gracinda Freire. 


"Dancing Days"

Sucesso em 1978, “Dancin’ Days”, transformou em hit não só com a música-tema, interpretada pelas Frenéticas , mas toda a atmosfera vibrante e colorida que foi para a história das novelas brasileiras. Do cabelo à maquiagem, passando pelo figurino "discotheque", a inesquecível personagem Júlia Mattos, encarnada por Sônia Braga, lançava moda a cada capítulo. Maior símbolo dos “dias dançantes”, as meias ultracoloridas de lurex usadas com sandálias de salto alto foram febre nas pistas e acabou sendo a capa do disco na trilha sonora internacional que trazia grandes sucessos dançantes da época, que são relembrados até hoje. A novela foi inspirada na boate de mesmo nome comandada por Nelson Motta no bairro da Gávea, que virou point de badalação no Rio de Janeiro no final dos anos 70. A trama também reuniu nomes como Joana Fomm, Antônio Fagundes e Glória Pires. Além de emplacar a moda colorida e brilhante, a novela influenciou o comportamento do público, que se deparou na tela com temas típicos da classe média da época, como casamentos sem perspectiva e mulheres que tentavam defender seu espaço.
Fonte: http://www.teledramaturgia.com.br/

Par de meias foi sucesso na época;

Capa da trilha sonora internacional;
Abertura da novela;
Cena da novela;


04.08.1978 - Arquivo O Globo - TV Exclusivo - 
Novela Dancing Days - Lídia Brondi e Lauro Corona.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Insensato Coração: Confira as primeiras cenas!

Confira as primeiras cenas!
Insensato Coração é uma novela que promete muitas risadas. Para não deixar dúvidas, selecionamos algumas cenas do núcleo cômico, formado pela conquistadora Bibi (Maria Clara Gueiros), a ex-participante de reality show Natalie Lamour (Deborah Secco) e seu irmão Douglas (Ricardo Tozzi), entre outros.
Você não pode perder Insensato Coração, a próxima novela das nove, que estreia dia 17 de janeiro!

insensatocoracao.globo.com

sábado, 1 de janeiro de 2011

Novelas de ivani ribeiro


 Novelas de ivani ribeiro

Ivani Ribeiro, responsável por grandes e memoráveis sucessos de nossa dramaturgia.
Ivani Ribeiro

Nascida Cleyde Alves de Freitas Ferreira, assumiu o nome artístico, Ivani Ribeiro, desde os primórdios de sua carreira. Paulista da cidade de São Vicente, ela nasceu em 20 de feveiro de 1916.
Fomada em escola normal, em Santos, Ivani chegou à São Paulo com o objetivo de cursar a Escola de Filosofia, tendo como pretensão trabalhar no rádio. O início de sua trajetória neste veículo se deu quando, a Rádio Educadora, lhe ofereceu o emprego de intérprete de sambas e canções folclóricas. Como também era autora de alguns programas de rádio, logo ganhou notoriedade, mas alcançou mesmo maior sucesso quando, com a chegada da radiofonização de filmes famosos e de suas novelas, onde atuava como rádio-atriz e também redigia os textos, tornando-se célebre.

Mas foi na Tupi que Ivani se destacou, não no rádio, mas na tv, na recém-inaugurada Tv Tupi, onde chegou para escrever a série "Os Eternos Apaixonados". Mas sua primeira novela diária foi na Excelsior, "Corações em Conflito" já no fim do ano de 63, readaptando para a tv uma de suas histórias escritas para o rádio, que havia lhe consagrado. Ainda com relevante sucesso, escreveu"Ambição" e "Alma Cigana", mas suas reais pretensões neste novo veículo, só foram reconhecidas quando ela escreveu "A Moça que Veio de Longe", ganhando a projeção que merecia. Inclusive, esse sucesso foi o fio condutor para a ida de Ivani para a Excelsior, nos anos 60, se destacando no horário das 19:30h, onde realizou a proeza de escrever treze novelas consecutivas, todas com grande sucesso como: "A Deusa Vencida" (primeira novela de Regina Duarte, que curiosamente, interpretou meio que uma vilãzinha), "As Minas de Prata" (que tinha a mesma base de "A Padroeira" de Walcyr Carrasco", em 2001), "A Muralha" (que ganhou uma nova adaptação de Maria Adelaide Amaral, em forma de minissérie, em 2000) e "Os Estranhos" (que tinha a presença do jogador Pelé no elenco), num total de 1.600 capítulos escritos. Depois da grande temporada na Excelsior, a autora se revezou entre a Tupi, Bandeirantes e a Record.

 
Já na década de 70, a autora foi responsável pelos maiores sucessos da Tupi neste ano. Sucessos inesquecíveis, que nunca se apagam da memória dos telespectadores. Na maioria de seus grandes sucessos, Ivani teve Eva Wilma como protagonista, cativando o público. Foi assim com as gêmeasRuth e Rachel de "Mulheres de Areia", a irresistível Jô Penteado, de "A Barba Azul" que fugia de casamento como o diabo foge da cruz, ou ainda como a Dinah e seu amor transcedental por Otávio Jordão, em "A Viagem". Todos com grande sucesso, em que Ivani explorou muitíssimo bem os personagens de suas tramas, onde tudo deu certo. Ainda na Tupi, a autora ainda escreveria mais um sucesso: "O Profeta", uma das últimas tramas da Tupi, onde tudo foi perfeito. Já que na época não se contava com colaboradores, para a construção da trama, Ivani contou com ajuda de especialistas sobre os assuntos abordados na história, como o fato do personagem Daniel, intepretado por Carlos Augusto Strazzer ser um paranormal. Para dar veracidade à esta trama, ela contou com a ajuda de um psiquiatra, um sacerdote católico, um mentor espírita e um orientador de candomblé. O curioso, é que essas mesmas relgiiões discutiam o drama do personagem na história. Com o fechamento da Tupi, Ivani se redirecionou para a Bandeirantes, onde escreveu novelas de relevante sucesso como, o remake de "A Deusa Vencida", "Cavalo Amarelo", com Dercy Gonçalves, "Meu Pé de Laranja Lima" e "Os Adolescentes", onde recorreu novamente à assessoria de um psiquiatra, para um maior entendimento sobre os jovens.
Sua estréia na Globo ocorreu no ano de 1982, onde escreveu a novela "Final Feliz", um sucesso! A novela já se destacava pela abertura, onde grandes pares românticos do cinema hollywoodiano, assistiam aos próprios beijos na tela, ao som de "Flagra" de Rita Lee. Aliás, "Final Feliz" foi a única novela inédita escrita por Ivani Ribeiro na tv Globo, onde ela se caracterizou pelos remakes. Esta fase, de readaptações de suas próprias histórias, iniciou logo no ano 1984, quando a autora apresentou"Amor com Amor Se Paga", baseada em sua antiga novela da Tupi, "Camomila e Bem-Me-Quer" em 1972. Ary Fontoura se destacou como nunca, na pele do avarento Nonô Corrêa. Em 1985, Ivani marcava definitivamente seu nome na Tv Globo, contando as histórias e aventuras de Jô Penteado, de "A Gata Comeu", dando à C

hristiane Torloni o mesmo sucesso conquistado por Eva Wilma, na novela original, "A Barba Azul". Um elenco bem escalado e uma história consistente e movimentada foram os principais atrativos para a grande repercussão que esta novela teve.

Em 86, Ivani traz "Hipertensão", que teve o mote central retirado de"Nossa Filha Gabriela". Já no fim na década, Ivani trouxe para a tv uma outra história ispirada em suas tramas: "O Sexo dos Anjos", de 1989, foi uma reedição de "O Terceiro Pecado", de 1968. Nesta nova novela, os personagens que foram vividos por Regina Duarte (Isabela), Gianfrancesco Guarnieri (Adriano), Natália Thimberg (Anjo da Morte) e Maria Izabel de Lizandra (Ruth), passaram a ser interpretados por Isabela Garcia, Felipe Camargo, Bia Seidl e Sílvia Buarque. Mas sem sombras de dúvidas, as melhores tramas de Ivani Ribeiro na Globo ainda estavam por vir.

No início dos anos 90, a Rede Globo resolveu levar adiante o projeto de fazer uma reedição de"Mulheres de Areia", grande sucesso de Ivani da Tupi. Porém, após sucessivas conversas entre a autora e a emissora, eles resolveram adiar o projeto. Depois, já no meio do ano seguinte, o projeto veio novamente à tona, e a história foi aprovada para substituir "Felicidade" de Manoel Carlos, que estava sendo exibida no horário das 18h daquele ano. Porém, novamente, havia um obstáculo para que a história finalmente saísse do papel: Glória Pires, a atriz exigida (não foi uma escolha aleatória) para o papel das gêmeas-protagonistas, estava grávida, fazendo com que a novela fosse adiada novamente. Foi ao ar então uma novela produiza à toque de caixa, intitulada "Despedida de Solteiro", para que só depois, "Mulheres de Areia" fosse ao ar. Como tudo tem seu tempo certo, a trama foi a primeira novidade da emissora no ano de 1993. Como já podia se esperar, o sucesso foi imediato, e a história das irmãs gêmeas causou comoção em todo o Brasil, aliás, em todo o mundo, pois houveram países onde a trama foi exibida, em que até as eleições foram remarcadas para o dia do capítulo final da trama, garantindo assim, o comparecimento em massa da população.

Nesta novela, tudo caminhou para o sucesso: atuações seguras de todo o elenco, principalmente de Glória Pires; entrosamento entre os mesmos; a direção impecável de Wolf Maya, além do texto sempre indiscutível de Ivani Ribeiro. Aliás, a autora aderiu à "Mulheres de Areia", a espinha dorsal de "O Espantalho", novela sua, exibida pela Record.
Na carreira desta autora, ainda cabia espaço para mais um sucesso. Dessa vez, a autora trouxe novamente a tv, mais uma de suas histórias marcantes. 94 era o ano de outro remake, desta vez "A Viagem", em que ela soube como nunca, explicar sobre a vida após a morte. Nesta novela, Ivani colocou na tela e apresentou aos telespectadores, tudo sobre a sua crença e as diversas manifestações de sua doutrina. Novamente, um grande sucesso, contando com a presença de Christiane Torloni, interpretando mais um personagem que fora de Eva Wilma: Dinah. Esta foi a última novela escrita por Ivani Ribeiro, que faleceu aos 79 anos, em 17 de julho de 1995. Antes de morrer, Ivani deixou um argumento para uma novela pronto e uma minissérie de 12 capítulos sobre Machado de Assis. A novela, que tinha um núcleo de velinhos e iria se chamar "Caminho dos Ventos", acabou desenvolvida por Lauro César Muniz e Solange Castro Neves, que colaborou com a autora nos remakes de "Mulheres de Areia" e "A Viagem", e ganhou o título de "Quem É Você?". Porém, infelizmente, esta trama passou despercebida.

Ivani faleceu sem saber da morte de seu marido Dárcio Alves Ferreira. Ela já se encontrava em estado crítico, quando Dárcio veio a falecer, no dia 27 de junho, ou seja, vinte dias antes dela. Os dois estavam internados no mesmo hospital. Essas são mais umas das grandes ironias desta vida, ou simplesmente, mais uma das histórias que nem o rádio, nem a tv, souberam contar.
A autora alcançou uma grande conquista na Globo. Ela é a única autora que teve novelas reprisadas duas vezes na sessão Vale a Pena Ver de Novo: "A Gata Comeu" (1989/2001) e "A Viagem" (1997/2006). "A Gata Comeu" ainda teve o mérito de ser uma novela de 20 anos, quando foi reexibida, algo inacreditável para a Globo de hoje. Agora, a Globo prepara outro remake de uma novela de Ivani Ribeiro: "O Profeta", de 1977, que será rediatada por Thelma Guedes e Duca Rachid, sob supervisão de Walcyr Carrasco, e já tem Thiago Fragoso, Carol Castro e Paola Oliveira, nos papéis que foram de Carlos Augusto Strazzer, Glauce Graieb e Elaine Cristina. Que venha om sucesso!
Novelas:
"Corações em Conflito" (1963 - Excelsior); "Ambição" (1964 - Excelsior); "Alma Cigana" (1963 - Tupi); "A Moça que Veio de Longe" (1964 - Excelsior); "A Gata" (1964 - Tupi); "Se o Mar Contasse" (1964 - Tupi); "A Outra Face de Anita" (1964 - Excelsior); "Onde Nasce a Ilusão"(1965 - Excelsior); "A Indomável" (1965 - Excelsior); "Vidas Cruzadas" (1965 - Excelsior); "A Deusa Vencida" (1965 - Excelsior); "A Grande Viagem" (1965 - Excelsior); "Almas de Pedra"(1966 - Excelsior); "Anjo Marcado" (1966 - Excelsior); "As Minas de Prata" (1966 - Excelsior);"Os Fantoches" (1967 - Excelsior); "O Terceiro Pecado" (1968 - Excelsior); "A Muralha" (1968 - Excelsior); "Os Estranhos" (1969 - Excelsior); "A Menina do Veleiro Azul" (1969 - Excelsior);"Dez Vidas" (1969 - Excelsior); "As Bruxas" (1970 - Tupi); "O Meu Pé de Laranja Lima" (1970 - Tupi); "A Selvagem" (1971 - Tupi - argumento); "Nossa Filha Gabriela" (1971 - Tupi); "O Leopardo" (1972 - Record); "Camomila e Bem-Me-Quer" (1972 - Tupi); "Mulheres de Areia"(1973 - Tupi); "O Machão" (1974 - Tupi - argumento); "Os Inocentes" (1974 - Tupi); "A Barba Azul" (1974 - Tupi); "A Viagem" (1975 - Tupi); "O Espantalho" (1977 - Record); "O Profeta"(1977 - Tupi); "Aritana" (1978 - Tupi); "A Deusa Vencida" (1980 - Bandeirantes - remake); "Cavalo Amarelo" (1980 - Bandeirantes); "Meu Pé de Laranja Lima" (1980 - Bandeirantes); "Os Adolescentes" (1981 - Bandeirantes); "Final Feliz" (1982 - Globo); "Amor com Amor Se Paga"(1984 - Globo); "A Gata Comeu" (1985 - Globo); "Hipertensão" (1986 - Globo); "O Sexo dos Anjos" (1989 - Globo); "Mulheres de Areia" (1993 - Globo - remake); "A Viagem" (1994 - Globo - remake); "Quem É Você?" (1996 - Globo - argumento).

domingo, 26 de dezembro de 2010

Insensato coração: Mais personagens Louise Cardoso é dona de quiosque gay no Leme

Insensato coraçãoLouise Cardoso é dona de quiosque gay no LemeO point mais divertido de “Insensato coração” será o quiosque no Leme de Sueli, personagem da grande Louise Cardoso. De volta às novelas, a atriz dá vida a uma mulher batalhadora e alto-astral. O lugar será frequentado por gays, mas também por beldades como as personagens de Paloma Bernardi e Camila Pitanga.
Personagens polêmicos da próxima novela das oito

Rodrigo AndradeAqui está o time que vai tornar mais alegre a próxima novela das oito. São esses os atores que viverão os personagens gays de “Insensato coração”. Leonardo Miggiorin fará o afetado e estiloso Roni. Wendell Bendelack, da peça “O surto”, interpretará o fofoqueiro Chicão, funcionário do quiosque gay da personagem de Louise Cardoso. Marcos Damigo vai dar vida a Hugo Abrantes e só surgirá em cena depois de alguns capítulos. Edson Fieschi será um advogado da empresa de Cortez (Herson Capri). Para finalizar, Rodrigo Andrade, que esteve no elenco de “Caras & bocas”, terá um papel que se revelará homossexual no decorrer da trama.
Marcos DamigoWendell BendelackLeonardo Miggiorin
Edson Fieschi com Christiana Kalache numa cenaa de "Cobras & lagartos"
Paola Oliveira e Gabriel Braga Nunes gravaram pela primeira vez juntos, na última semana, a novela “Insensato coração”. Na cena, o vilão finge consolar a mocinha, que descobre que o amado, personagem de Eriberto Leão, sofreu um grave acidente de avião. Paola terminou a gravação com os olhos inchados de tanto chorar. O desempenho da atriz tem emocionado todos.
Eriberto Leão, o mocinho de “Insensato coração”, aqui com Fernada Paes leme
Paola Oliveira
Chamadas de Insensato coração
A próxima novela das oito só estreia no dia 17 de janeiro, mas a Globo começou a exibir em sua programação as chamadas de "Insensato coração".



sábado, 18 de dezembro de 2010

Júlia Lemmertz, Eva Wilma e Laura Cardoso: As verdadeiras joias de Araguaia

Eva Wilma, Júlia Lemmertz e Laura Cardoso: As verdadeiras joias de Araguaia

As verdadeiras joias deAraguaia são Júlia Lemmertz, Eva Wilma e Laura Cardoso. É um enorme prazer ver esse trio em cena. 
Beatriz (Eva Wilma), a mãe que Solano nunca conheceu - Foto: TV Globo/Marcio Nunes
Eva Wilma é a história viva da TV brasileira. Como Júlia e Laura, ela é uma atriz completíssima. Faz bem drama, comédia, o burlesco, o trágico… Não há pedra bruta que Eva não transforme em diamante. Até hoje considero a Altiva, de A Indomada (1997), uma das cinco melhores vilãs de todos os tempos. Mas como não reverenciar também as gêmeas Ruth e Raquel de Mulheres de Areia (1973), a ex-presa política Maura deRoda de Fogo (1986), a esfuziante Rebeca de Plumas e Paetês (1980), a angustiada Laura de Ciranda de Pedra (1981) ou a manipuladora Francisca Moura Imperial de Transas & Caretas (1984). Isso sem falar da Hilda (Pedra Sobre Pedra, 1992), da Dra. Marta (Mulher, 1998/1999) e da Teresa (Pátria Minha, 1994), entre muitas outras.
Júlia Lemmertz, que sempre surpreende. É impressionante o talento dessa mulher. Quando se pensa que ela já mostrou tudo o que sabe fazer, Júlia se renova e traz frescor às suas interpretações. Na pele da maternal Amélia, a atriz mostra toda paleta de emoções que guarda na manga. Esposa insatisfeita do poderoso Max (Lima Duarte), Amélia se desdobra para mediar a difícil relação do fazendeiro com os filhos, Manuela (Milena Toscano) e Fred (Raphael Viana). Mas agora enfrenta seus próprios conflitos ao se apaixonar pelo ex-genro, Vitor (Thiago Fragoso).

Júlia Lemmertz - Foto: TV Globo
Júlia transmite para o público toda a angústia que essa mulher sente e o forte desejo por um homem muito mais novo, que precisa afogar no peito. E a atriz não desperdiça uma cena, aproveita todas as falas, valoriza cada momento que tem na novela para expressar o sofrimento de Amélia. Imagino o orgulho que deve dar para um autor de novela (no caso Walther Negrão) de ver uma personagem que criou com tanto esmero crescer na telinha de uma forma tão intensa. Só é impressionante que uma atriz espetacular como Júlia Lemmertz geralmente é relegada a papéis menores. Quer dizer, menores não, porque em suas mãos todos os personagens são grandiosos, espetaculares. Mas que ela merecia protagonizar sempre, ah isso merecia sim.

Em Araguaia, Eva é Beatriz, a mãe que Solano (Murilo Rosa) não conheceu, que, apesar de agora estar tão perto do filho, não consegue se revelar. Linda em cena, Eva dá à personagem uma personalidade forte e difícil de compreender. Beatriz é aquele tipo de pessoa que sabe muito bem o que quer e talvez por isso tenha se identificado tanto com Estela (Cleo Pires). E Eva abusa e usa da experiência que adquiriu em sua trajetória ímpar para guiar o público pelas dores e amores dessa mulher. Gosto especialmente das cenas de embate entre Beatriz e Mariquita porque podemos ver duas escolas de atuação bem distintas. Enquanto Eva é cerebral, técnica, quase maquiavélica na arte de interpretar, Laura Cardoso é totalmente intuitiva, emotiva, praticamente um “animal selvagem”, tamanha a força que ela empresta para suas personagens.
 Laura é uma força da natureza que invade nossa telinha devastando tudo. É impossível não ser tocado por sua presença magnética. E a gama de emoções que ela nos entrega é quase que um presente, que, eu pelo menos, recebo com carinho e gratidão.

"Na novela Araguaia, elas interpretam suas personagens magistralmente, já que estas esbajam talento em tudo que fazem. Tanto em Araguaia, quanto em Passione, são os veteranos, os atores mais experientes que dão conta do recado e seguram estas novelas. No caso de Cléo Pires (sorte ser filha de Glória Pires) que se acha o máximo por que mostrou a perseguida) é bem chatinha, e ainda tem o irmão dela também, o tal de Fiuk, moço sem graça, ainda incompleto musicalmente e em cena é bem ruim. A Globo quer o transformar em um ícone jovem a qualquer custo (sorte dele ser filho de Fábio Junior, sem isso seria só mais um). Aguinaldo Silva falava de sua escalação para nova novela (ainda bem que o rapaz desistiu) como se tivesse conseguido um Selton Melo para sua novela.
Como se não bastasse, o Silvio de Abreu escala Carolina Dieckmann e Kayky Brito. O que acontece com esses autores da Globo? Será que eles precisam de reciclagem? Será que a Globo tem que contratar novos e talentos autores para eles perceberem que eles estão valendo muito para tão pouco que andam oferecendo?  Julia Lemmertz é uma atriz incrível, bonita, elegante, inteligente, como na série “Tudo Novo de Novo”. Ela e Marco Ricca eram perfeitos. Todo o elenco que era muito bom". 
*Texto de um internauta da Contigo.com  
Com a Contigo.com

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"Araguaia": Estela promete manter segredo sobre identidade de Beatriz

FAMOSIDADESNo capítulo de segunda-feira (22/11), Beatriz (Eva Wilma) leva Estela (Cleo Pires) para o quarto e tranca a porta. Está apreensiva: “Como sabe desse nome, Pierina?”. Mas Estela acha que a pergunta deveria ser outra: “Como ela sabe que Beatriz é mãe de Solano?”. Sentindo-se invadida em sua privacidade, Beatriz quer saber se Estela a está chantageando. Estela nega: “Já disse, quero ajudar Solano”.
Estela pede desculpas pela abordagem e Beatriz, mais conformada, passa o contato de um velho amigo, um industrial rico que pode se interessar pela compra da safra de girassóis. Estela agradece muito a ajuda, e se compromete, a pedido de Beatriz, a não contar nunca a Solano (Murilo Rosa) que ele é seu filho.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Novela Coronation Street, a mais longa da televisão britânica comemora 50 anos

Novela mais longa da televisão britânica comemora 50 anos
O elenco atual conserva apenas um dos atores da equipe inicial


BBC Brasil 
Uma das novelas mais longas do mundo, Coronation Street, da emissora de televisão britânica ITV, está comemorando 50 anos nesta semana.
O recorde de novela mais longa cabe à produção americana Guiding Light, que teve seu último capítulo exibido em setembro do ano passado após 72 anos no ar - os primeiros 15, a partir de 1937, no rádio, e os restantes na televisão.

Para marcar a data, os roteiristas da popular novela britânica programaram acontecimentos dramáticos, com personagens centrais envolvidos em um grande acidente de bonde, revelações de adultério e filhos ilegítimos e dilemas amorosos.
Na noite de segunda-feira, o programa, que vai ao ar quatro vezes por semana, teve uma audiência estimada em cerca de 13 milhões de telespectadores.
Outra novela britânica, East Enders, da BBC, no ar desde 1985, atraiu 17 milhões de telespectadores quando comemorou 25 anos, em fevereiro último.
Atualmente, somente os concursos de calouros comandados pelo empresário musical Simon Cowell conseguem atrair audiências comparáveis na televisão britânica.
Foto: divulgação ITV

Cena gravada em 2005 com participação especial de Ian McKellen
Coronation Street
A mais longa novela da televisão britânica é situada em Weatherfield, um subúrbio fictício da cidade de Manchester, no oeste da Inglaterra.
O elenco atual conserva apenas um dos atores da equipe inicial. Ele é William Roache, que interpreta o personagem Ken Barlow.
Depois de vários relacionamentos fracassados, uma viuvez e alguns divórcios, Barlow, nascido e criado no bairro fictício, é hoje aposentado e vive com a terceira esposa, Deirdre, na casa número 1 da Rua Coronation.
O personagem exemplifica uma característica comum das novelas britânicas: os protagonistas raramente são mostrados como pessoas equilibradas e felizes.
O aniversário do primeiro episódio de Coronation Street, transmitido no dia 9 de dezembro de 1960, será marcado na quinta-feira com uma transmissão, ao vivo, de um capítulo especial com uma hora e duração.
Coronation Street
 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Amélia se emociona ao ver Vitor e se beijam em "Araguaia"

A ex-modelo faz a barba do empresário, que está sem forças depois de vários dias perdido na floresta, e os dois não resistem à atração
Um beijo nasce lindo e suave
Vitor e Amélia não resistem à forte atração
No dia seguinte ao reencontro com Vitor (Thiago Fragoso), Amélia (Júlia Lemmertz) madruga na estalagem louca para vê-lo. Ansiosa, entra no quarto dele e o encontra de toalha, saindo do banho. Amélia respira fundo e se aproxima. “Já tomei banho”, diz Vitor. “Agora estou tentando fazer a barba, mas acho que minha mão está sem força”, explica o empresário.

Amélia faz a barba do amado, que está fraco
Amélia faz a barba do amado, que está fraco
Será um convite? Amélia entende que sim e logo se oferece para barbeá-lo. Entre sorrisos e olhares, ela se posiciona atrás dele e, delicadamente, corre o barbeador pelo rosto de Vitor.
Enquanto tira a espuma, ela sente o perfume e o calor da pele do rapaz, tão próxima à dela. Logo, os dois estão envolvidos em um clima de sedução.
De gestos tão suaves, tão naturais, nasce um lindo beijo.
A cena vai ao ar na segunda-feira, 06/12.
Vitor consegue chegar a Girassol depois de vários dias perdido na floresta (Araguaia/ TV Globo)

Amélia se emociona ao ver Vitor

É noite na fazenda e todos dormem, menos Amélia (Júlia Lemmertz). Angustiada, ela não consegue pregar os olhos sem deixar de se lembrar de Vitor (Thiago Fragoso). Quer afastar os maus pensamentos, mas não consegue. Sofre ao imaginar o pior.
De repente, o celular toca e ela gela. Faz menção de correr e pegar o aparelho, mas trava temendo ouvir o indesejável. Aflita, deixa escapar um pensamento: “Por favor, essa notícia, não!”. Mas a dúvida dura poucos segundos.
Ela respira, toma coragem e atende o celular. É Terê (Thaís Garayp), que se desculpa pelo avançado das horas e pede calma: “Não é o que está pensando, Amélia. Te juro que não é nada ruim”.
Segundos de muita felicidade
Mas a vidente não conta o que é. Apenas pede que Amélia venha imediatamente até a estalagem. No fim, diz algo que tranquliza Amélia: “Confia em mim!".
Pouquíssimo tempo depois, Amélia está diante de Terê. Pensa que Terê possa ter notícias de Vitor, talvez uma visão reveladora. Mas não. A surpresa é bem maior do que ela esperava. Terê apenas sorri e abre a passagem.
Amélia então tem um choque: “Vítor?!”. Sim, lá está ele, sentado, sorrindo de volta para ela. Imediatamente, as lágrimas começam a escorrer pelo rosto de ambos. Eles precisam muito aproveitar esse reencontro.
A cena vai ao ar na segunda-feira, 06/12. 

Amélia se emociona ao ver VitorAmélia e Vitor têm reencontro emocionante na estalagem de Terê (Araguaia/ TV Globo)
Um abraço muito aguardado
Segunda, 06 de Dezembro »
Vitor adormece no colo de Amélia
Vitor adormece no colo de AméliaDepois do choque, a realidade. Amélia (Júlia Lemmertz) corre para abraçar Vitor (Thiago Fragoso) e, às lágrimas, agradece pela graça concedida: “Meu Deus, você está vivo! Obrigado, meu Deus... obrigado”. Ela quer saber se ele está ferido. Vitor a tranquiliza e anuncia: “Não estava na minha hora. E agora eu tenho certeza que ainda tenho muita coisa para viver”.
Sim, viver muito e, se possível, ao lado da mulher que ama. “Pensei tanto em você!”, diz Vitor. “Foi a primeira pessoa que quis ver”, prossegue.
Mas tanto falatório acaba cansando Vitor. Amélia o ampara até o quarto e, sem sequer se trocar, Vitor cai na cama, exausto. “Em comparação aos dias em que passei dormindo no mato, isso aqui é um palácio”, ele afirma.
O empresário não exagera nem um pouco. É por isso que, ao ouvir Amélia lhe dizendo quais serão as providências a tomar para agilizar sua recuperação, Vitor adormeçe tão rapidamente.
Nada se compara àquela a voz, àquele calor, àquela docilidade. No colo de Amélia, Vitor renasce.
Amélia olha enternecida para o amado dormindo, puxa a colcha e apaga o abajur. Ela também nasceu de novo. Ambos têm uma vida inteira pela frente e uma pedra no caminho: Max (Lima Duarte).

Fonte: Araguaia - globo.com
Cena da novela:

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MARÍLIA PÊRA E GLÓRIA MENEZES ATUAM JUNTAS "Brega & Chique" de 1987

Brega & Chique - Rede Globo, 1987

(Glória Menezes e Marília Pêra)
A novela "Brega & chique", de Cassiano Gabus Mendes, exibida pela Rede Globo em 1987, às 19h, teve na direção dos seus 173 capítulos Jorge Fernando, Carlos Magalhães e Marcelo de Barreto.
A história marcou a volta de Marília Pêra às novelas, depois de muito tempo longe das telas. O último trabalho da dela na TV Globo tinha sido "Supermanoela', novela exibida em 1974.

Essa trama também marcou por ter sido a primeira vez que Marília contracenava com Glória Menezes e a estreia de ambas em uma novela assinada por Cassiano Gabus Mendes. Resultado, conquistou o público e foi um grande sucesso de audiência. A novela chegou a apresentar índices maiores do que os atingidos pela novela exibida às oito horas, "O outro".

A atriz Marília Pêra disse "Brega e Chique foi a novela mais engraçada da qual participei. A Rafaela era alienada, mimada, rica, mas de bom caráter Boa mãe". Amava as crianças, mas era mais filha do que mãe. Ia à feira de casaco de peles, usava luvas para limpar a galinha, e colocava muitos anéis de brilhantes sobre as luvas enquanto limpava o frango que, volta e meia escorregava por suas luvas e ia parar do outro lado da cozinha. Era tão distraída que perdia constantemente uma lente de contato azul e, para disfarçar, colocava um franjão sobre o olho escuro e sem lente e deixava só um ( o azul ) à mostra.Com um olho só ela ficava meio cega. Rafaela usava cabelos Chanel ( criado pela querida e saudosa Adela ). Quando fiz a Rafaela, era muito bom telefonar e receber os telefonemas do Cassiano Gabus Mendes para combinar as cenas que gostaríamos que acontecessem. Não havia uma grande preocupação com o IBOPE e a gente conseguia experimentar o humor na novela - lembrou Marília Pêra.

(Marília e Marco Nanini).
Ambientada em São Paulo, tinha como personagens centrais duas mulheres, Rosemere da Silva (Glória Menezes) e Rafaela Alvaray (Marília Pêra). Elas eram de universos inteiramente opostos, as duas tiveram suas histórias cruzadas por causa de Herbert Alvaray (Jorge Dória), empresário paulista, casado com ambas. Sua família oficial era formada por Rafaela, os filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além do genro Maurício (Tato Gabus Mendes) e da sogra Francine (Célia Biar). Rafaela era uma mulher rica, chiquíssima, desligada dos problemas do cotidiano, cheia de manias e futilidades. Morava em uma mansão em um bairro nobre de São Paulo.

A segunda família de Herbert, onde era conhecido pelo nome Mário Francis, era formada por Rosemere e Márcia (Fabiane Mendonça), filha dos dois. Rosemere era uma mulher simplória, pobre e brega. Batalhadora morava em um bairro da periferia de São Paulo e mantinha a casa e os filhos com dificuldades – além de Márcia, era mãe de Vânia (Paula Lavigne) e Amaury (Cacá Barrete). Rosemere ainda ajudava o pai, Lourival (Fábio Sabag). Rafaela e Rosemere não sabiam da existência do mesmo homem na vida das duas e, por ironia do destino, acabaram se tornando amigas.

A história começava quando Herbert, para escapar da falência, simulava a própria morte e fugia do país, abandonando sua família legítima. Preocupado com Rosemere, ele deixou uma boa quantia em dólares para que ela e a filha pudessem se sustentar.

Endividada e sem nenhuma fonte de renda, Rafaela se viu obrigada a se mudar com a família para um bairro mais simples. Por coincidência, acabou indo morar na mesma vila onde Rosemere vivia com a filha. As duas se conheceram e se tornaram confidentes: enquanto Rosemere ensina a Rafaela alternativas para ganhar e economizar dinheiro, Rafaela dava aulas de etiqueta para a nova-rica do pedaço. As cenas em que Marília Pêra (Rafaela) vai ao supermercado de casaco de vison e scarpin, foi uma das mais engraçadas da novela.
Além da ajuda de Rosemere, Rafaela contava com o apoio de Montenegro (Marco Nanini), que era seu secretário particular e também cúmplice de Herbert. Apaixonado por Rafaela, ele estava sempre por perto e fazia tudo para ajudá-la a sair daquela difícil situação. Juntos, Rafaela e Montenegro foram responsáveis pelas cenas mais hilárias de “Brega & chique”.

(Dennis Carvalho e Cássio G.Mendes).
Rosemere também teve um admirador: o bruto e apaixonado Baltazar (Dennis Carvalho), marceneiro do bairro.

A trama sofreu uma reviravolta quando Herbert retornou ao país, após uma cirurgia plástica, com o nome de Cláudio Serra, mas vivido agora pelo ator Raul Cortez. Ele decidiu se encontrar com suas ex-mulheres, separadamente, e convidava-as para jantar fora. Durante a conversa, ele perguntava sobre Herbert e Mário, e tanto Rosemere como Rafaela, falavam muito mal de seus ex-maridos, para desconforto de Cláudio. Mesmo assim, o conquistador barato decidiu se reaproximar das duas, a quem ele chamava de Alfa I (Rafaela) e Alfa II (Rosemere).

(Marília e Nanini).
Em determinado momento da história, Rafaela e Rosemere, comentavam sobre seus ex-companheiros, mas acabaram descobrindo que os dois eram a mesma pessoa. E mais: as duas constataram que existia uma terceira mulher na vida de Herbert: Zilda (Nívea Maria), melhor amiga de Rafaela. Depois de muita confusão, toda verdade sobre Cláudio Serra foi revelada. Ele acabou morrendo, dormindo, enquanto sonhava com sua verdadeira face. Rafaela, Rosemere e Zilda reconstruíram suas vidas ao lado de outros homens.
Rafaela se entregou ao amor de Montenegro, Rosemere se casou com Baltazar e Zilda, com Pedro (Paulo César Grande). Com a ajuda de Montenegro, Rafaela conseguiu passar para seu poder os dólares que Herbert guardava a sete chaves em uma conta na Suíça e prometeu dividir a herança com Rosemere e Zilda.

Outra trama que mereceu destaque na história de Cassiano de Gabus Mendes foi a de Bruno (Cássio Gabus Mendes). Sobrinho do marceneiro Baltazar, o rapaz ganhou a simpatia do público com seu jeito ingênuo e completamente atrapalhado. Os erros de português que cometia davam ainda mais comicidade às suas cenas. Palavras como “craro” e “pobrema” se tornaram marcas do personagem e caíram na boca do público, especialmente entre as crianças. Os tropeços eram corrigidos pela professora Mercedes (Patrícia Travassos), contratada pelo tio Baltazar para ensinar português ao jovem.

(Cássio G. Mendes).
No decorrer da história, Mercedes se apaixonou por Bruno e, no final, depois de muitas confusões, conseguiu conquistar o coração do rapaz.
A turma jovem tinha Jaime Periard (João), Marcos Paulo (Luiz Paulo) e Patrícia Pillar (Ana Cláudia).


Curiosidades:
- A abertura de novela foi criada pelo designer Hans Donner e sua equipe, mas causou polêmica. Ao som de "Pelado", da banda Ultraje a rigor, a abertura mostrava um homem com nádegas inteiramente descobertas. A Censura exigiu que fosse colocada uma folha de parreira sobre o corpo do modelo Vinícius Manne, e, no segundo dia de exibição da novela, a folha estava lá, escondendo o traseiro do modelo. Mesmo assim, a Censura não achou suficiente e exigiu que o tamanho da folha fosse aumentado. Após negociações, a versão original da abertura acabou sendo liberada e voltou a ser exibida como no primeiro capítulo, embalada pelo refrão “pelado, pelado, nu com a mão no bolso”.

- Nos créditos de abertura, a ordem de aparição dos nomes de Marília Pêra e Glória Menezes alternava diariamente.
- A trama popularizou as lentes de contato coloridas, usadas por Rafaela e por Rosemere.


No estavam, entre outros, os atores Célia Biar, Neuza Amaral, Percy Ayres, Cássia Kiss, Hélio Souto (Amadeu Correa) e Tarcísio Filho.