sábado, 4 de dezembro de 2010

Participações de Insensato Coração



Tuca Andrada faz uma participação em Insensato Coração, próxima novela das oito da Rede Globo. O ator interpreta Jonas, um homem que quer se vingar da família de Vitória (Nathália Timberg).

No primeiro capítulo da trama, Jonas observa as netas da matriarca: Marina (Paola Oliveira) e Bibi (Maria Clara Gueiros). Descontrolado, ele pretende mostrar sua indignação atingindo as maiores riquezas da matriarca: sua família.

Herson Capri vive um banqueiro, marido da personagem de Ana Beatriz Nogueira.
Herson Capri é um ator consagrado e de longa estrada, mas será a primeira vez que o ator participa de uma trama escrita por Gilberto Braga.

Giovanna Lancelotti e Bruna Linzmeyer são os novos rostos da próxima novela das oito. As atrizes já estão em Florianópolis, em Santa Catarina, gravando Insensato Coração, trama escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares com estreia prevista para 17 de janeiro. Elas vivem as irmãs Cecília e Leila, filhas dos personagens vividos por Deborah Evelyn e Marcelo Valle.
Carismática e apaixonada por moda, Leila - a personagem de Bruna - vai se envolver com o mulherengo André, vivido por Lázaro Ramos. Já Cecília, praticante de wakeboard, viverá um triângulo amoroso com Rafa e Vinícius, interpretados por Jonatas Faro e Thiago Martins respectivamente.
Os marmanjos já encantados com os olhos verdes de Bruna não precisam esperar até janeiro para conferir o trabalho da moça. Bruna, de 17 anos, fará sua estreia antes na TV, em Afinal, o que querem as mulheres?, minissérie de Luiz Fernando Carvalho com lançamento previsto em 11 de novembro.
Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros em cenas no Aeroporto Internacional do Galeão - Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Na sequência, dirigida por Dennis Carvalho, a personagem de Paola, chamada Marina, volta de viagem e é recebida pela prima, Bibi, vivida por Maria Clara Gueiros.
Camila Pitanga e Lázaro Ramos na Barra da Tijuca, cenas da próxima novela das oito, Insensato Coração. A atriz - que cortou os cabelos para a nova personagem - será Carol, uma jovem executiva que vai se relacionar com André, um designer de sucesso vivido por Lázaro.
Adilson Lucas/. Ag News
Deborah Secco em "Insensato Coração" com microshortinho que deixava parte de seu bumbum à mostra na terça-feira, 23. A atriz vive Nathalie L'Amour, uma ex-participante de reality show, na próxima novela das oito. Para isso, ela alongou o cabelo e adotou um tom bem loiro nos fios, além de pegar pesado na malhação.


Insensato Coração: Gabriel Braga Nunes está na novela Insensato Coração


Insensato Coração Confirmado: Gabriel Braga Nunes é o escolhido
Em comunicado oficial distribuído na tarde de sexta (03), a Globo anunciou o substituto de Fábio Assunção no elenco de Insensato Coração 


A Globo anunciou o substituto de Fábio Assunção no elenco de Insensato Coração, afastado da trama por ter faltado às gravações. Gabriel Braga Nunes foi o escolhido para o papel de Léo, o vilão da próxima novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que entrará na sequência de Passione.
Gabriel assinou contrato com a Globo na tarde de sexta-feira e fez a primeira prova de figurino. O ator começa a gravar na próxima semana. Ele irá a São Paulo, onde mora, nos próximos dias, para buscar suas coisas e trazê-las para o Rio.
Rodrigo Santoro, inicialmente convidado, devido a problemas de agenda, não pôde aceitar.Todo o roteiro de trabalho está sendo refeito pela produção para que não existam novos atrasos. Os prazos serão cumpridos. Insensato Coração tem a sua estreia confirmada para 17 de janeiro.
Gabriel Braga Nunes deve começar a gravar suas primeiras cenas na semana que vem.
O personagem: Leonardo Brandão, o Léo, é o filho mais velho de Raul (Antonio Fagundes) e Wanda (Natália do Vale). O seu maior objetivo é conseguir uma boa condição financeira, pois acredita que só assim terá o reconhecimento e o amor do pai. O problema é que Léo não mede esforços para atingir o que quer. Além disso, o vilão alimenta uma perigosa inveja em relação ao irmão, Pedro (Eriberto Leão), já que o caçula tem um relacionamento exemplar com Raul.
Gabriel participou recentemente da série “As Cariocas”. Ele atuou no episódio protagonizado por Paola Oliveira, que viverá a mocinha de “Insensato Coração”. A atriz foi escalada para o papel no lugar de Ana Paula Arósio, afastada da trama após faltar ao primeiro dia de gravação.
Antes de acertar sua volta à TV Globo, o ator protagonizou as novelas “Poder Paralelo” (2009), “Cidadão Brasileiro” (2006) e “Essas Mulheres” (2005), todas da Record. Na emissora carioca, Gabriel já atuou nas novelas “Anjo Mau” (1997), “Terra Nostra” (1999), “O Beijo do Vampiro” (2002), entre outras.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Julgamento ( TV Tupi ) 1976 e 1977



O Julgamento ( TV Tupi )
Tupi - 20h
de 4 de outubro de 1976 a 30 de abril de 1977
178 capítulos
novela de Carlos Queiróz Telles e Renata Pallottini
baseada no romance Os Irmãos Karamazov de Dostoiévski
direção de Edison Braga e Álvaro Fugulin
direção geral de Edison Braga


O julgamento - O patriarca da família Paixão é assassinado. Quem Matou? No passado Felícia (Lelia Abramo) a avó de Sônia (Eva Wilma) tinha perdido toda sua furtuna para o velho Lourenço (Claudio Correa e Castro). Então a vingativa Sônia resolve vingar-se de todos da família paixão, ela envolve-se misteriosamente com Lourenço, enfeitiça Dimas(Carlos Zara), que apaixonado resolve noivar com ela, só que Sônia tem um amante Gilberto(Edgar Franco), mas quando Sônia encontra seu ex-noivo Pedro (Henrique Martins), acontece O julgamento e, é óbvio, que a contestadora Sônia arma todas maldades para os moradores de Feira das Almas.

Sônia é anjo ou demônio? A novela teve um resultado possitivo, mas não atingiu uma meta esperada pelo departamento de novelas da TV Tupi. O grande momento foi saber que Sônia era culpada, mas só acontece no último capítulo, que atingiu uma média de 40 pontos no IBOPE.
SINOPSE
A cidadezinha de Feira das Almas é testemunha do drama da família Paixão, em que o patricarca, Lourenço, por motivos de amor e dinheiro, vive em conflito com seu filho mais velho, Dimas, envolvendo nos problemas os filhos mais moços, Ivan e o frade Lico, bem como o filho adotivo, Zé Maria, um retardado mental, e duas mulheres, Catarina e Sônia, que Lourenço passa a disputar com o seu filho Dimas.
Os problemas culminam com o assassinato de Lourenço Paixão por um dos filhos. A culpa recai sob o suspeito mais lógico, Dimas, e este luta para provar sua inocência. Enquanto isso, o verdadeiro assassino, Zé Maria, é atormentado pelo fantasma da vítima.

Enquanto se desenrola o julgamento de Dimas, a história é entremeada com fatos do passado da família Paixão. Em 1940, Lourenço casa-se aos 26 anos de idade com Adelaide e nasce Dimas. Depois de muitas brigas, Adelaide abandona Lourenço e em pouco tempo morre. Lourenço casa-se pela segunda vez com Sofia e no dia do casamento uma órfã deixa na porta da igreja um menino recém-nascido, que mais tarde é reconhecido como filho por Lourenço e recebe o nome de José Maria. Do casamento com Sofia nascem Ivan e Lico. Este último nascido numa fase em que Sofia já não mais suportava a vida com Lourenço. Lico foi encaminhado pela mãe para a vida eclesiástica e torna-se seminarista. Logo depois Sofia também morre ficando Lourenço viúvo pela segunda vez.

Já velho, Lourenço Paixão se apaixona por Sônia, filha da costureira Felícia que trabalha como garçonete no bar da alegre Mercedes. Mas o velho não podia esperar que ela já era namorada de seu filho Dimas.
ELENCO
Dimas
CARLOS ZARA - Dimas
Sônia
EVA WILMA - Sônia
Lourenço Paixão
CLÁUDIO CORRÊA E CASTRO - Lourenço Paixão
Zé Maria
EWERTON DE CASTRO - Zé Maria
Ivan
ADRIANO REYS - Ivan
Lico
TONY RAMOS - Lico
Catarina
ELAINE CRISTINA - Catarina
Mercedes
CLEYDE YÁCONIS - Mercedes
LÉLIA ABRAMO - Felícia
EDGARD FRANCO - Gilberto Olinto
WANDA STEPHÂNIA - Elisa
HENRIQUE MARTINS - Paulino Lisboa
Quiarela
MARIA LUIZA CASTELLI - Quiarela
LOURDES MORAES - Mariola
ELIAS GLEIZER - Dr. Ernesto Alemão
CARMINHA BRANDÃO - Carlota Azeredo
LAERTE MORRONE - Frei Pontes
SÍLVIO ROCHA - Frei Zózimo
ROGÉRIO MÁRCICO - Frei Carlos
EDUARDO ABBAS - Anselmo
HAROLDO BOTTA - Joca
OSWALDO CAMPOZANA - Ricardo Ruiz
CAZARRÉ - Humberto
ABRAHÃO FARC - Procópio
ZANONI FERRITE - Dr. Carvalhosa
JACQUES LAGOA - Timóteo
SILVIO FRANCISCO - Mesquitinha
MARCOS CÂMARA - Maneco
DAVID NETO - Nicanor
DANTE RUI - Maximino Pratas
CARLOS EDUARDO (KADU MOLITERNO) - Padre André Mello
MÁRCIO DE LUCA - Marco Antônio
FRANCISCA LOPES - Elvira
ELZA MARIA - Elza
DIRCEU GOMES - Edu
OSMAR DE PIERI - Dionísio
ALFREDO FARAH - Egídio
MARILDE BELLO - Fafá
SÔNIA DUBOVISK - Ritinha
THYANNA PERCLHE - Rosa Maria
LÚCIA LEMOS - Lucinha
ROSELI SIQUEIRA - Roseli
LUSINETE VICENTE - Lu
GERALDO CINHA - Barreto
HENRICÃO - Sebastião
TÂNIA REGINA - Bárbara
MIRO FERRI - Délcio
RENATO RESTIER - advogado de defesa
GENÉSIO ARRUDA
GÉSIO AMADEU
CLÉA SIMÕES
e
CARLOS AUGUSTO STRAZZER - narrador
JONAS MELLO - Promotor Hipólito Mascarenhas
RUTHINÉIA DE MORAES - Adelaide (primeira mulher de Lourenço)
DENISE DEL VECCHIO - Sofia (segunda mulher de Lourenço)
EDNEY GIOVENAZZI
FLÁVIO GALVÃO
Bastidores

O trabalho de criação e os primeiros capítulos mostraram que a dupla havia acertado. Mas o esquema pressupunha um número limitado de capítulos, que foi sendo ampliado pela desorganização que reinava na emissora na época.
Arrastando-se indefinidamente, a novela resultou num fracasso de audiência, que teve ainda um inconveniente: o grande mistério da novela era saber quem matou Lourenço Paixão. A Rede Globo exibiu o filme, Os Irmãos Karamazov, destronando o único suspeito que a história tinha para revelar.
A fictícia cidade de Feira das Almas era ambientada em Araçariguama, um bairro de São Roque, a 58 quilômetros do centro de São Paulo.
Trilha Sonora
01. LE BONHEUR - Clarie Chevalier
02. LONELINESS - Francis Goya
03. A THOUSAND VOICES - Phil Trim
04. BRIVIDO - Mersia
05. THE KISS - Steven Shlacks
06. E ELE DISSE - Daniel
07. KITTY - Steven Shlacks
08. CONTIGO APRENDI - Armando Mazanero
09. GALOPE - MPB 4 (tema de abertura)
10. QUIERO (LOVE LESS TIME) - Glen Wood
11. VEN (I'M A LOST)- Barry Man
12. ENAMORADOS (MY SWEETHEART) - The Mystics
Tema de Abertura: GALOPE - MPB4

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

As revelações de Gerson

Gerson lembra, em uma consulta, o que rolou em sua infância, que causou esse transtorno tão secreto. Quando o psicólogo tenta entender o que acontece com o rapaz, insinua que tem sexo na história, e pede para o bonitão contar como foi sua iniciação sexual, o desabafo é quase imediato. “Foi quando eu tinha uns seis ou sete anos… Eu fui abusado, doutor, abusado…”. 
A história da mulher gorda também vem pra luz mais uma vez. Ele lembra que havia uma criatura que trabalhava em sua casa, por volta de quarenta e tantos anos que, entre outras coisas, se mostrava para ele. O piloto recorda, inclusive, que em uma das vezes chegou um homem baixinho, meio esquisito, feio e peludo e que viu esse homem junto com a tal mulher.

MARÍLIA PÊRA E GLÓRIA MENEZES ATUAM JUNTAS "Brega & Chique" de 1987

Brega & Chique - Rede Globo, 1987

(Glória Menezes e Marília Pêra)
A novela "Brega & chique", de Cassiano Gabus Mendes, exibida pela Rede Globo em 1987, às 19h, teve na direção dos seus 173 capítulos Jorge Fernando, Carlos Magalhães e Marcelo de Barreto.
A história marcou a volta de Marília Pêra às novelas, depois de muito tempo longe das telas. O último trabalho da dela na TV Globo tinha sido "Supermanoela', novela exibida em 1974.

Essa trama também marcou por ter sido a primeira vez que Marília contracenava com Glória Menezes e a estreia de ambas em uma novela assinada por Cassiano Gabus Mendes. Resultado, conquistou o público e foi um grande sucesso de audiência. A novela chegou a apresentar índices maiores do que os atingidos pela novela exibida às oito horas, "O outro".

A atriz Marília Pêra disse "Brega e Chique foi a novela mais engraçada da qual participei. A Rafaela era alienada, mimada, rica, mas de bom caráter Boa mãe". Amava as crianças, mas era mais filha do que mãe. Ia à feira de casaco de peles, usava luvas para limpar a galinha, e colocava muitos anéis de brilhantes sobre as luvas enquanto limpava o frango que, volta e meia escorregava por suas luvas e ia parar do outro lado da cozinha. Era tão distraída que perdia constantemente uma lente de contato azul e, para disfarçar, colocava um franjão sobre o olho escuro e sem lente e deixava só um ( o azul ) à mostra.Com um olho só ela ficava meio cega. Rafaela usava cabelos Chanel ( criado pela querida e saudosa Adela ). Quando fiz a Rafaela, era muito bom telefonar e receber os telefonemas do Cassiano Gabus Mendes para combinar as cenas que gostaríamos que acontecessem. Não havia uma grande preocupação com o IBOPE e a gente conseguia experimentar o humor na novela - lembrou Marília Pêra.

(Marília e Marco Nanini).
Ambientada em São Paulo, tinha como personagens centrais duas mulheres, Rosemere da Silva (Glória Menezes) e Rafaela Alvaray (Marília Pêra). Elas eram de universos inteiramente opostos, as duas tiveram suas histórias cruzadas por causa de Herbert Alvaray (Jorge Dória), empresário paulista, casado com ambas. Sua família oficial era formada por Rafaela, os filhos Ana Cláudia (Patrícia Pillar), Teddy (Tarcísio Filho) e Tamyris (Cristina Mullins), além do genro Maurício (Tato Gabus Mendes) e da sogra Francine (Célia Biar). Rafaela era uma mulher rica, chiquíssima, desligada dos problemas do cotidiano, cheia de manias e futilidades. Morava em uma mansão em um bairro nobre de São Paulo.

A segunda família de Herbert, onde era conhecido pelo nome Mário Francis, era formada por Rosemere e Márcia (Fabiane Mendonça), filha dos dois. Rosemere era uma mulher simplória, pobre e brega. Batalhadora morava em um bairro da periferia de São Paulo e mantinha a casa e os filhos com dificuldades – além de Márcia, era mãe de Vânia (Paula Lavigne) e Amaury (Cacá Barrete). Rosemere ainda ajudava o pai, Lourival (Fábio Sabag). Rafaela e Rosemere não sabiam da existência do mesmo homem na vida das duas e, por ironia do destino, acabaram se tornando amigas.

A história começava quando Herbert, para escapar da falência, simulava a própria morte e fugia do país, abandonando sua família legítima. Preocupado com Rosemere, ele deixou uma boa quantia em dólares para que ela e a filha pudessem se sustentar.

Endividada e sem nenhuma fonte de renda, Rafaela se viu obrigada a se mudar com a família para um bairro mais simples. Por coincidência, acabou indo morar na mesma vila onde Rosemere vivia com a filha. As duas se conheceram e se tornaram confidentes: enquanto Rosemere ensina a Rafaela alternativas para ganhar e economizar dinheiro, Rafaela dava aulas de etiqueta para a nova-rica do pedaço. As cenas em que Marília Pêra (Rafaela) vai ao supermercado de casaco de vison e scarpin, foi uma das mais engraçadas da novela.
Além da ajuda de Rosemere, Rafaela contava com o apoio de Montenegro (Marco Nanini), que era seu secretário particular e também cúmplice de Herbert. Apaixonado por Rafaela, ele estava sempre por perto e fazia tudo para ajudá-la a sair daquela difícil situação. Juntos, Rafaela e Montenegro foram responsáveis pelas cenas mais hilárias de “Brega & chique”.

(Dennis Carvalho e Cássio G.Mendes).
Rosemere também teve um admirador: o bruto e apaixonado Baltazar (Dennis Carvalho), marceneiro do bairro.

A trama sofreu uma reviravolta quando Herbert retornou ao país, após uma cirurgia plástica, com o nome de Cláudio Serra, mas vivido agora pelo ator Raul Cortez. Ele decidiu se encontrar com suas ex-mulheres, separadamente, e convidava-as para jantar fora. Durante a conversa, ele perguntava sobre Herbert e Mário, e tanto Rosemere como Rafaela, falavam muito mal de seus ex-maridos, para desconforto de Cláudio. Mesmo assim, o conquistador barato decidiu se reaproximar das duas, a quem ele chamava de Alfa I (Rafaela) e Alfa II (Rosemere).

(Marília e Nanini).
Em determinado momento da história, Rafaela e Rosemere, comentavam sobre seus ex-companheiros, mas acabaram descobrindo que os dois eram a mesma pessoa. E mais: as duas constataram que existia uma terceira mulher na vida de Herbert: Zilda (Nívea Maria), melhor amiga de Rafaela. Depois de muita confusão, toda verdade sobre Cláudio Serra foi revelada. Ele acabou morrendo, dormindo, enquanto sonhava com sua verdadeira face. Rafaela, Rosemere e Zilda reconstruíram suas vidas ao lado de outros homens.
Rafaela se entregou ao amor de Montenegro, Rosemere se casou com Baltazar e Zilda, com Pedro (Paulo César Grande). Com a ajuda de Montenegro, Rafaela conseguiu passar para seu poder os dólares que Herbert guardava a sete chaves em uma conta na Suíça e prometeu dividir a herança com Rosemere e Zilda.

Outra trama que mereceu destaque na história de Cassiano de Gabus Mendes foi a de Bruno (Cássio Gabus Mendes). Sobrinho do marceneiro Baltazar, o rapaz ganhou a simpatia do público com seu jeito ingênuo e completamente atrapalhado. Os erros de português que cometia davam ainda mais comicidade às suas cenas. Palavras como “craro” e “pobrema” se tornaram marcas do personagem e caíram na boca do público, especialmente entre as crianças. Os tropeços eram corrigidos pela professora Mercedes (Patrícia Travassos), contratada pelo tio Baltazar para ensinar português ao jovem.

(Cássio G. Mendes).
No decorrer da história, Mercedes se apaixonou por Bruno e, no final, depois de muitas confusões, conseguiu conquistar o coração do rapaz.
A turma jovem tinha Jaime Periard (João), Marcos Paulo (Luiz Paulo) e Patrícia Pillar (Ana Cláudia).


Curiosidades:
- A abertura de novela foi criada pelo designer Hans Donner e sua equipe, mas causou polêmica. Ao som de "Pelado", da banda Ultraje a rigor, a abertura mostrava um homem com nádegas inteiramente descobertas. A Censura exigiu que fosse colocada uma folha de parreira sobre o corpo do modelo Vinícius Manne, e, no segundo dia de exibição da novela, a folha estava lá, escondendo o traseiro do modelo. Mesmo assim, a Censura não achou suficiente e exigiu que o tamanho da folha fosse aumentado. Após negociações, a versão original da abertura acabou sendo liberada e voltou a ser exibida como no primeiro capítulo, embalada pelo refrão “pelado, pelado, nu com a mão no bolso”.

- Nos créditos de abertura, a ordem de aparição dos nomes de Marília Pêra e Glória Menezes alternava diariamente.
- A trama popularizou as lentes de contato coloridas, usadas por Rafaela e por Rosemere.


No estavam, entre outros, os atores Célia Biar, Neuza Amaral, Percy Ayres, Cássia Kiss, Hélio Souto (Amadeu Correa) e Tarcísio Filho.


Novela "Fogo Sobre Terra" - De Janete Clair (Rede Globo, 1974)

Fogo Sobre Terra - De Janete Clair (Rede Globo, 1974)
 
(Juca de Oliveira, Fúlvio Stefanini e Regina Duarte).Janete Clair em 1974, escreveu “Fogo Sobre Terra”, exibida pela Rede Globo às 20h. Na direção dos 209 capítulos estiveram Daniel Filho e Walter Avancini.
No final dos anos 1950, dois irmãos separados na infância se reencontravam na condição de rivais ao decidir o destino de uma cidade e disputar o amor da mesma mulher. Pedro (Juca de Oliveira) e Diogo (Jardel Filho), filhos de fazendeiros do Mato Grosso, foram separados aos três anos de idade após perderem os pais em um desastre de avião. Pedro foi criado pela tia Nara (Neuza Amaral), em Divinéia – cidade fictícia –, no sertão de Mato Grosso, enquanto Diogo foi levado para o Rio de Janeiro e criado pelo engenheiro Heitor Gonzaga (Jaime Barcelos), engenheiro e ex-amante da índia Nara.
(Jardel Filho e Dina Sfat).
No Rio, Diogo frequentou as melhores escolas e desenvolveu um temperamento prático que o levou a se formar em engenharia e a se transformar em um profissional muito bem-sucedido, contratado da empresa de Heitor Gonzaga, de quem adotou o sobrenome e a quem trata como pai. Foi casado e teve uma filha, mas carrega na consciência a culpa pela morte da ex-mulher, que cometeu suicídio logo após a separação.
Enquanto, em Divinéia Pedro Azulão foi educado pelo beato Juliano (Ênio Santos) – ex-piloto do avião em que seus pais morreram – e aprendeu desde cedo a tomar conta dos negócios do pai, se firmando como o boiadeiro dono da maioria das terras de sua região.
Valente, de temperamento explosivo e respeitado como uma autoridade pelos moradores, ele demonstra o amor que tem pela cidade, batizada com o nome da sua mãe, vigiando com austeridade os forasteiros e viajantes que por acaso atravessam o seu território.Representando essas duas realidades – a modernidade e a tradição, o urbano e o rural –, os dois irmãos se reencontram 30 anos mais tarde, quando a empresa de Heitor Gonzaga envia Diogo ao Mato Grosso para chefiar a construção de uma represa no local ocupado por Divinéia. Situada às margens do rio Jurapori, a cidade deveria ser inundada pelas águas do rio.
(Fúlvio Stefanini, Rosana Garcia, Walter Avancini e Neuza Amaral).
Os seus habitantes seriam, então, realocados em outra cidade, a ser construída quilômetros adiante, onde poderiam usufruir dos benefícios da irrigação do solo proporcionado pela barragem. Pedro Azulão, entretanto, não queria pagar o preço de ver sua cidade desaparecer em prol de um progresso no qual não acreditava e estimulava a população a se insurgir contra a obra.
(Jardel Filho e Dina Sfat).
Enquanto tenta convencer Pedro de que estava propondo o melhor para a cidade, Diogo conheceu e se apaixonou por Chica Martins (Dina Sfat), namorada de infância do irmão. A mulher, que passava a ser o objeto da disputa dos dois irmãos, cresceu sonhando em ser rica e morar na cidade grande e, por isso, odiava tudo o que a fizesse lembrar a sua origem humilde. Ela odiava até o próprio nome, a ponto de dizer que se chamava “Débora” ao ser apresentada a desconhecidos. No passado, ela chegou a abandonar Pedro Azulão para fugir com um fazendeiro que passava pela cidade, mas se arrependeu e voltou. No início, seu interesse por Diogo residia essencialmente na perspectiva de deixar Divinéia para viver na cidade grande, mas depois ela se apaixonou pelo engenheiro.
(Dina Sfat, Sônia Braga).
Acompanhando Diogo, também chegava à cidade a jovem Bárbara (Regina Duarte). Ela era a filha que Heitor Gonzaga teve com a índia Nara, quando esta tinha 16 anos. Foi levada ainda criança para a cidade grande e criada pelo pai, que nunca lhe contou a verdade a respeito da identidade da mãe. Seu maior drama são as frequentes crises nervosas que lhe provocam cegueira psicológica, uma consequência do trauma de ter sido afastada da mãe.


(Juca de Oliveira e Regina Duarte).
Em Divinéia, ela se aproximou de Pedro e de Nara e, a partir do relacionamento com os dois, conseguiu superar seu problema. Nara foi gradualmente ocupando o seu lugar no coração da filha, até que lhe revelou a verdade. E Pedro se apaixonou pela moça, que terminava sendo a razão pela qual ele abandonava o conflito com o irmão.
(Regina Duarte)
No decorrer da novela, enquanto os engenheiros davam início aos preparativos para a demolição da cidade, Pedro Azulão tentava tudo o que podia para impedir que o irmão levasse a cabo seu empenho. Por conta disso, acabou temporariamente preso. Quando foi libertado, ele se convenceu de que era inútil resistir e decidiu se trancar em casa e se deixar levar pelas águas, como forma de protesto. Mas Bárbara revelou que estava esperando um filho dele e lhe pedia para pensar na felicidade da criança. Emocionado, Pedro abandonou a cidade. No capítulo final, o progresso triunfou, e Divinéia foi submersa pelas águas do Rio Jurapori. Nara, que insistia em permanecer na cidade, morreu durante a inundação.
Curiosidades:
- A cidade cenográfica de “Fogo Sobre Terra” foi construída no interior do Rio de Janeiro, em Barra de Marica, que, na época, era apenas uma vila de pescadores com pouco mais de 30 casas. A cidade cenográfica acabou se tornando uma atração turística, recebendo visitantes nos finais de semana. Ao fim da novela, a região onde foram realizadas a maior parte das cenas adotou o nome da cidade fictícia e passou a se chamar Divinéia.
- A censura, que já havia proibido a sinopse da novela um ano antes, teve influência decisiva na trajetória da trama depois que esta foi ao ar. A primeira intervenção ocorreu quando Pedro Azulão, para evitar a demolição de Divinéia, convocou os cidadãos da cidade a pegar em armas para defendê-la. Os censores viram nisso um estímulo à guerrilha e proibiram as cenas. Janete Clair teve que alterar a história, e o personagem terminou preso, acusado de invasão de domicílio, sequestro e tentativa de homicídio. Quando, desiludido, o herói decidiu se sacrificar junto com a cidade, os censores intervieram novamente. Não queriam que o personagem se tornasse um mártir. No final que foi ao ar, Pedro desistiu do plano pouco antes da inundação, mas a autora marcou sua posição fazendo a velha Nara persistir no seu protesto e morrer.
- Os cortes impostos pelos censores obrigaram Janete Clair a ter que reescrever em poucos dias capítulos já gravados. A autora se queixou em entrevista das interferências da censura: “É preciso dizer que não tem sido fácil escrever “Fogo Sobre Terra”. Por vezes o telespectador deve ter achado um capítulo sem nexo, truncado, e deve ter imaginado que eu enlouqueci. Não é fácil dizer a verdade. E, às vezes, ela vai ao ar mutilada por mil injunções. Em 'Fogo Sobre Terra', de uma só vez, tive que rasgar 12 capítulos. E muitas cenas saíram de minha máquina e não chegaram ao vídeo.”
- Dina Sfat atuou grávida de sua terceira filha durante a novela. É importante dizer que essa novela foi um grande destaque na carreira da atriz, mesmo atuando grávida. Aliás, como já tinha feito em “Verão Vermelho”, novela de Dias Gomes. Já Regina Duarte havia dado à luz a sua filha Gabriela há apenas 45 dias quando começou a gravar. Para dar conta do trabalho e das obrigações de mãe – ela tinha que amamentar a criança de três em três horas –, a atriz se mudou para o prédio em frente à emissora, no Jardim Botânico, onde eram gravadas as cenas de estúdio.
- Na sinopse proibida pela censura, o título original da novela era “Cidade Vazia”. O novo nome foi decidido de uma forma inusitada. Daniel Filho contou que ele e Boni combinaram de jogar o I-Ching e batizar a novela com os elementos que aparecessem nos hexagramas. O resultado mostrou os elementos “fogo” e “terra”.
Janete Clair adaptava suas novelas radiofônicas para a televisão. Não sei porque, mas o remake das suas novelas não fazem muito sucesso. Talvez seja pelo fato de que a autora escrevia pensando muito no ator que iria interpretar determinado personagem.
(A saudosa Janete Clair).
O diretor Daniel Filho formou com Janete uma parceria insubstituivel, um tinha que aprovar a opinião do outro, caso contrário a obra não ficava boa. Foi assim que eles formaram uma dupla de muito respeito na história da teledramaturgia. Aliás, mesmo quando o diretor não estava na novela, ele estava como diretor artístico da Globo, portanto, estava sempre por perto.
Mesmo assim, Dias Gomes, Ivani Ribeiro e Janete Clair, reinaram absolutos na televisão brasileira. Hoje em dia essa qualidade foi pelo ralo. Como disse a sábia e experiente Laura Cardoso em recente entrevista para o jornal O Globo: “tudo que tem mais quantidade sempre perde em qualidade”. Esta é a grande verdade: quantidade nunca foi sinônimo de qualidade.
No elenco, entre outros, estavam Jayme Barcellos, Sônia Braga, Aracy Cardoso, Fúlvio Stefanini, Ênio Santos, Françoise Forton e Herval Rossano.
Veja o vídeo do YouTube a abertura dessa novela que era parecida com a abertura de "Irmãos Coragem", também de Janete Clair, de 1970.

Fonte: blog Nostalgia e Memória da tv