sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Re-masterizacao da abertura da novela de Ivani Ribeiro, dirigida por Edson Braga.

Re-masterizacao da abertura da novela de Ivani Ribeiro, dirigida por Edson Braga.
I
vani Ribeiro foi a unica autora de novelas que ameacava seriamente o Ibope da Rede Globo. Em 1973, a Globo exibia Cavalo de Aco (de Walter Negrao), e essa nao fazia sucesso com o publico -- enquanto Mulheres de Areia na Tupi cativava o publico contando a historia das gemeas Ruth e Raquel (vividas com grande talento por Eva Wilma) . Janete Clair foi acionada para escrever a proxima novela das 8. para competir com o sucesso de Ivani Ribeiro. Mas o projeto inicial de Janete Clair foi proibido pela censura (era a primeira tentativa de escrever Fogo sobre Terra, que so iria ao ar em 1974), e ela teve que escrever um tapa buraco as pressas -- "O Semideus", que nao por coincidencia, tambem tratava do tema de gemeos e troca de personalidades.
Em 1977, a situacao se repetiu -- Ivani Ribeiro escrevia outro grande sucesso, "O Profeta", enquanto a Globo passava dificuldades com "Espelho Magico" (de Lauro Cesar Muniz)... Janete Clair foi novamente acionada, e criou "O Astro", que tambem nao por coincidencia tinha como tema um homem com poderes psiquicos (mas em "O Astro", o personagem de Francisco Cuoco era mesmo um charlatão).


A Rede Tupi tinha muito menos recursos que a Rede Globo, o que fica bem claro na abertura dessa novela. O texto com o nome do elenco era criado com um tecnica chamada luma key, onde se cria uma mascara sobre o video onde as letras aparecerem. Mas sem se criar uma sombra para as letras , quando o texto e' branco e a imagem de fundo tambem, fica quase que impossivel de se ler -- o que acontece na abertura original de Mulheres de Areia. Nessa "nova" abertura, usando apenas o filme e a musica, se tentou recriar o texto original, mas concertando as falhas tecnicas.

Outro fato interessante, e' que a Tupi listava parte da equipe tecnica na abertura da novela, enquanto a Globo so' o fazia nos creditos finais (nos creditos finais de Mulheres de Areia, grande parte e' ocupada com os patrocinadores da novela).
A musica de abertura era "Last Love", do grupo Phonoband.
Eva Wilma sempre maravilhosa e aqui nesta abertura ela mostra todo seu talento e beleza! Que saudades daqueles tempos...Essa corrida da Eva, as esculturas, a música... Tudo em perfeito compasso. Outra coisa impressionante foi a sova que a novela dava na Globo com Cavalo de Aço e parte de O Semideus: Sim eram 88% pontos de ibope. Mulheres de areia e o profeta foram as unicas novelas da tupi a ameacarem seriamente o horario das 8 na globo. E o credito vai para o talento que era ivany ribeiro
. A Abertura foi filmada e depois telecinada para vídeo em 1973. A filmagem da abertura assim como a gravação das cenas externas da novela foram feitas na Praia dos Pescadores (Ilha das Cabras ou Givurá ao fundo) e arredores, na Cidade de Itanhaém, Litoral Sul de São Paulo.

Laura Mattos

Supergêmeos, ativar!

"Peraí! Esse bonitão que faz os gêmeos da novela das oito da Globo tem mesmo um irmão idêntico na vida real? Às vezes, até parece que sim.

Jorge e Miguel, interpretados por Mateus Solano, 28, em ‘Viver a Vida’, vivem aparecendo nas mesmas cenas. Eles se abraçam, dão as mãos, e um já deu até uma chave de braço no outro, com o rosto dos dois mostrados pelas câmeras.

Os novos programas de computador são capazes de tantos truques que não se fazem mais gêmeos de novela como antigamente. Foi um ‘evento nacional’ o único momento em que Quinzinho e João Victor, os famosos gêmeos de Tony Ramos, 61, em ‘Baila Comigo’ (Globo, 1981), se encontraram (a cena pode ser vista no Youtube).

Manoel Carlos, 77, um dos fundadores da TV brasileira e autor de ‘Baila Comigo’ e ‘Viver a Vida’, se impressiona: ‘Hoje nada mais é impossível, a criação está totalmente livre. Escrevo as cenas dos gêmeos e nem preciso ligar para o Jayme [Monjardim, diretor de ‘Viver a Vida’] para ver se dá para gravar. Em ‘Baila Comigo’ era tão complicado mostrar os dois juntos que eles só puderam se encontrar no final’.

O autor diz não economizar em cenas com os irmãos em ‘Viver a Vida’. ‘Mas também não abuso, porque há um custo e muitas horas de trabalho nas gravações e para a equipe de computação gráfica.’

O diretor Alexandre Avancini, que já fez novelas com gêmeos na Globo e na Record, conta que um dos equipamentos modernos para as cenas em que os irmãos idênticos aparecem lado a lado e em movimento chama-se ‘motion control’.

‘É uma câmera que custa uns 600 mil, e o aluguel no Brasil varia de R$ 40 mil a R$ 50 mil por dia. É programada pelo computador e anda em um trilho para fazer o mesmo movimento ao gravar separadamente cada personagem. Assim, as imagens têm o mesmo tempo e podem ser ‘coladas’.’ A colagem, feita digitalmente, chama-se ‘wipe’.

Nas novelas mais antigas, o jeito era abusar das cenas em que um dos gêmeos aparecia de frente e o outro, um dublê com corpo e cabelo parecidos com o do ator, ficava de costas -o que hoje também é usado, mas com menor frequência.

O processo era complicado para as raras cenas em que o rosto dos dois personagens aparecia. ‘A gente gravava primeiro um personagem de um lado do cenário, depois o outro, do outro lado, cortava as fitas com gilete e colava as metades’, conta Nilton Travesso, 75, veterano diretor.

Com esse processo antigo, ele diz ter mostrado, pela primeira vez, uma pessoa ‘duplicada’ na TV brasileira. ‘Foi em 1964, no programa ‘Dia D’, da Record, em que eu trabalhava também com o Manoel Carlos.

‘Resolvemos colocar a Hebe para cantar com ela mesma. Fizemos uma primeira gravação e colocamos o vídeo para ela ver e ir complementando os trechos da música, posicionada do outro lado do cenário. Ela não conseguia entender direito o que queríamos fazer.’

Travesso lembra a ‘complicação’ de uma novela também de 1964, da Record, em que Eva Wilma, 75, fazia trigêmeas (‘Prisioneiro de um Sonho’). ‘Se as três ‘contracenavam’, precisávamos gravar umas cinco vezes. Para colar as imagens, a atriz não podia se movimentar muito para não invadir o campo da outra personagem. Seus gestos tinham de ser sutis e sempre para frente.’

A atriz tem ainda na carreira as célebres gêmeas Ruth e Raquel, da primeira versão de ‘Mulheres de Areia’ (Tupi, 1973/74), refeita na Globo, em 1993, com Glória Pires, 46.

Se, para diretores e equipe técnica, gêmeos dão trabalho, para o ator a vida também não é fácil. ‘É muito texto para decorar, muita troca de roupa e tem que mudar de personalidade em segundos. Às vezes dou uns pulos antes de entrar em cena’, conta Mateus Solano."

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Compacto Novela Dancin Days

A novela 'Mulheres de Areia' foi sem dúvida um dos grandes marcos na teledramaturgia brasileira. Exibida em 1973 pela Rede Tupi, e escrita pela grande novelista Ivani Ribeiro, a trama era baseada no conflito entre duas irmãs gêmeas, uma boa outra má. Cresceram separadas, e cada uma tomou um rumo diferente na vida. Ruth e Raquel foram imortalizadas pela atriz Eva Wilma que considerou este trabalho, o mais importante em sua carreira.
A novela foi um estrondoso sucesso, e a atuação de Eva era exaltada por todos que assistiram seu trabalho. A personalidade das gêmeas eram distintas, enquanto Raquel era extravagante, irônica, explosiva, um vulcão em erupção, Ruth era doce, meiga e falava pouco, um vulcão adormecido.
A atriz chegou a concorrer o Troféu Imprensa, por seu trabalho na telenovela. Acabou perdendo para Regina Duarte, que fazia uma mocinha bem água com açúcar na novela romântica da Globo, 'Carinhoso'. Regina ao receber o prêmio, esboçou uma recusa a este, e deixando claro que, na sua opinião, a atuação do ano era de sua colega Eva Wilma. Ivani, 20 anos depois, comandou o remake da novela para a Globo, tendo Glória Pires vivendo as gêmeas. A reedição da novela, teve tanto êxito como a primeira.

Na novela, Eva contracenou com seu futuro marido o ator Carlos Zara. Eles continuaram casados até a morte do ator em 2002.

Nesta cena, Marcos (Zara) e Raquel (Eva) quebram o pau. A atriz Maria Isabel de Lizandra também faz participação.Esta novela foi líder em audiência na época fez a Globo suar frio.Em 1974 Silvio Santos ainda na Globo apresentava o Troféu Imprensa e queriam dar injustamente o prêmio para Regina Duarte que concorria com a Eva Eilma. Mas ela reconheceu e recusou o prêmio dizendo que quem merecia era Eva Wilma.

Cena da novela Mulheres de Areia, escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Edson Braga.

O aniversario de 27 anos das gemeas. Na cena estao presentes : Eva Wilma (que interpretou magistralmente Ruth e Raquel), Carlos Zara (Marcos), Rolando Boldrin (Cesar), Cleide Yaconis (Clarita), Lucy Meirelles (Isaura), entre outros.

Ivani Ribeiro e Janete Clair foram as autoras de novelas de maior criatividade, versatilidade e sucesso dos anos 60 e 70. Ivani Ribeiro comecou na TV Excelsior, e ajudou a emissora a ser a mais poderosa TV dos anos 60 -- semelhante a Rede Globo nos anos 70 e 80. Para se ter uma ideia, quase que todos os grandes talentos que foram a marca da Globo nos anos 70 eram contratados da Excelsior: Regina Duarte, Francisco Cuoco, Gloria Menezes, Tarcisio Meira, Dina Sfat, Walter Avancini entre muitos outros. Mas suas dificuldades financeiras, e por terem se oposicionado ao golpe militar de 64, destinaram a emissora a fechar as suas portas em 1969. De um a um, o talento da emissora foi se mudando para a Rede Globo , menos um, Ivani Ribeiro, que acabou indo para a Rede Tupi (onde ja havia trabalhado esporadicamente, se revezando com a Excelsior).

Na decada de 70, quando a Globo poderia colocar estatica no ar e ganhar na audiencia, Ivani Ribeiro era a unica autora que fazia a emissora suar frio. E conseguiu ganhar na audiencia 2 vezes com as novelas "Mulheres de Areia" e "O Profeta" (1977). O que faz a questao de porque a Globo levou tanto tempo para trazer a autora para sua casa ainda maior (seria lealdade por parte da autora?). E quando a Tupi fechou, ela ainda teve uma passagem de alguns anos pela Rede Bandeirantes e Record antes de chegar na Globo. Quando finalmente a autora passou para a equipe da Globo, a emissora so' uma vez a deixou criar um roteiro original, "Final Feliz" em 1982, e o resto foram re-makes de seus sucessos passados. A autora faleceu em 1995.


A mesma questao se pode colocar em referencia a Eva Wilma, que foi a atriz de maior sucesso da Tupi e ficou com a emissora ate a sua falencia, enquanto parte do elenco ia aos poucos se mudanco para a emissora vizinha (como Antonio Fagundes, Toni Ramos, Denis Carvalho entre outros). Eva Wilma e Carlos Zara, eram o equivalente a dupla Tarcisio Meira e Gloria Menezes na Globo.

Júlia de Souza Matos é uma ex-presidiária que ganha liberdade condicional após onze anos deprisão, tentando se reaproximar da filha, Marisa de Souza Matos, tendo como principal obstáculo a irmã, Yolanda de Souza Matos Pratini, que criou a menina cercada de luxos e mimos. Yolanda, uma socialite que optou por se casar para subir na vida,sempre teve inveja da irmã, e desde que Júlia foi presa, ela faz de tudo para afastar Marisa da mãe. Queria que Marisa e a irmã trilhassem o mesmo caminho de sucesso, luxo e poder, assim como mesmo trilhou. Júlia, corajosa e determinada, tenta, sem muito sucesso, se restabelecer fora do presídio, enquanto faz das tripas coração para ser aceita pela filha, que a trata com hostilidade e indiferença. Marisa é uma adolescente detemperamento rebelde, não conhece o pai mas é dominada pela tia, que a criou. Em meio a tudo isso, Júlia acaba se envolvendo amorosamente com Cacá, um diplomata desiludido com a profissão.Ao aproximar-se da filha simulando outra identidade, Júlia luta para que Marisa, à beira de um casamento precoce, tome decisões maduras perante a vida. No dia do casamento da filha, Júlia revela ser sua mãe e tenta impedir a cerimônia, mas não obtém sucesso. Durante a recepção, acaba por agredir, completamente embriagada, Franklin, o pai do noivo de Marisa, Beto. Graças à atitude precipitada de uma convidada, Áurea, de chamar a polícia, Júlia acaba novamente presa, e condenada a mais seis meses de prisão. Ao entrar no camburão, Júlia promete vingança, considerando isso mais uma humilhação por conta da irmã e da filha.Após sair da cadeia, Júlia aceita se casar comUbirajara, um homem solitário e apaixonado por ela. Após uma viagem e um providencial banho de loja, retorna exuberante, no dia da inauguração da discoteca Dancin' Days, sob a direção de Hélio, surpreendendo a todos — principalmente a Yolanda e a Marisa —, marcando assim a virada da personagem.Após um show de sensualidade na pista de dança, Júlia dá início ao seu plano de vingança:diminuir as pessoas que a fizeram sofrer - Cacá, que, ao reencontrá-la, não teve coragem de se separar da noiva, Inês;a filha, Marisa, já desiludida com o casamento com Beto; e Yolanda, que se encontra separada de Horácio e totalmente falida. Júlia se torna uma mulher admirada por todos, assumindo a mesma postura fútil que marcava a personalidade da irmã, suplantando-a diante da sociedade.
Elenco principal
Sônia Braga - Júlia de Souza Matos
Joana Fomm - Yolanda de Souza Matos Pratini
Antônio Fagundes - Cacá (Carlos Eduardo Amaral Cardoso
Glória Pires - Marisa de Souza Matos
Reginaldo Faria - HélioJosé Lewgoy - Horácio Pratini
Lídia Brondi - Vera Lúcia
Cláudio Corrêa e Castro - Dr. Franklin Cardoso
Pepita Rodrigues - Carminha (Carmem Santos)
Milton Moraes - JofreLauro Corona - Beto
(Paulo Roberto Amaral Cardoso), Ary Fontoura - Ubirajara Martins Franco, Beatriz Segall - Celina Amaral Cardoso
Yara Amaral - Áurea Santos
Mário Lago - Alberico Santos
Sura Berditchevsky - Inês
Eduardo Tornaghi - Raul
Lourdes Mayer - Ester Santos
Mauro Mendonça - Arthur
Ivan Cândido - Aníbal
Gracinda Freire - Alzira
Cleyde Blota - EmíliaJacqueline Laurence - Solange Mira Palheta - Bibi Nascimento Leal Chica Xavier - MarleneNeuza Borges - Madalena Diana Morel - Anita Rose Addario - Selma Joyce de Oliveira - ZuleicaOrion Ximenes - BandeiraRaquel Mazza - NeuzaAbelardo de Abreu - ÁlvaroRenato Pedrosa - Everaldo Regina Viana - NeideS uzana Queiroz - LeilaCésar Augusto - China Luciano Sabino - Lulu Rejane Schumann - Luciana Osmar de Mattos - Ricardo Fernando Amaral - Cunha Selma Lopes - Jandira Jardel Mello - João Sandra Campos - Dirce Ivete Milozski - Stella Júlio Luís - Paulo César Denny Perrier - Alberto Carlos
articipações especiais
Jandira Martini - Jamile Santos Nana Caymmi - Ela mesma Gal Costa - Ela mesma Ney Latorraca - Ele mesmo Djenane Machado - Ela mesma Moacyr Deriquém - Ele mesmo Danuza Leão - Ela mesmaZezé Polessa - BerritaLucélia Santos - LoretaFlávia de Almeida - Marisa(criança)Fregolente - VeigaMurilo Nery - Conselheiro CarrazedoMaria Lúcia Dahl - Maria LúciaPauletteSandra PêraClemente ViscaínoRuth Maia - JaneteRoberto de Cleto - Psicanalista de CacáNino Gionanetti - Professor de sapateado[editar]Trilha sonora[editar]Trilha sonora nacionalJoão e Maria - Chico Buarque e Nara Leão (tema de Beto e Marisa)Amante Amado - Jorge Ben (tema de Jofre)Antes Que Aconteça - Marília Barbosa (tema de Júlia)Guria - Luiz Wagner (tema de Carminha)Dancin Days - As Frenéticas (tema de abertura)Hora De União (Samba Soul) - Lady Zu e Totó MugabeAmanhã - Guilherme Arantes (tema de Júlia)Agora é Moda - Rita LeeKitche Zona Sul- Ronaldo Resedá (tema de Beto)Solitude - Gal Costa (tema de Yolanda)Copacabana - Dick Farney (tema de Alberico)
Outra Vez - Roberto Carlos (tema de Júlia e Cacá)[editar]Trilha sonora internacionalDancin' Days Medley (Night Fever / Stayin' Alive / You Should Be Dancing / Nights On Broadway / Jive Talking / Lonely Days, Lonely Nights / If I Can't Have You / Every Night Fever) - Harmony CatsThree Times a Lady- The Commodores (tema de Carminha e Franklin)Scotch Machine - VoyageThe Wages Of Sin - Santa EsmeraldaYou Light Up My Life - Debby Boone (tema de Hélio e Verinha)The Grand Tour - Grand TourI Loved You - Freddy Cole (tema de Júlia e Cacá)Macho Man - Village PeopleFollow You, Follow Me - Genesis (tema de Inês)Gypsy Lady - Linda CliffordBlue Street - Blood, Sweat and Tears (tema de Yolanda)Rio de Janeiro - Gary CrissRivers Of Babylon - Boney MAutomatic Lover - Dee D. Jackson
Curiosidades
Para o título da novela, o autor pegou o nome emprestado da famosa boate de Nelson Motta, a 'Frenetic Dancing Days Discotèque.
Gilberto Braga havia pensando em Betty Faria para o papel de Júlia Matos, mas Betty estava prestes a estrear o programa musical Brasil Pandeiro. E para o papel de Hélio, Gilberto havia pensando no próprio diretor Daniel Filho.
Às vésperas da estréia, várias cenas tiveram de ser regravadas com Joana Fomm substituindo Norma Benguell, no papel de Yolanda Patrini. Joana acabou se tornando um dos maiores destaques da novela.
Daniel Filho dirigiu a novela até o capítulo 26, passando a ser supervisor e passando a direção para Gonzaga Blota. Mais tarde, Blota seria substituído por Denis Carvalho e outros, para trabalhar na novela sucessora, Pai Herói.Dancin Days mereceu uma reportagem na revista norte-americana Newsweek, destacando a influência que exercera sob os hábitos de consumo do público.Sônia comentou como conseguiu o papel de Júlia Mattos: "Eu fiz o teste para o papel. Eu tinha 28 anos e a Júlia começava trintona, após 11 anos na cadeia e uma filha adolescente de 15, além de ter um passado barra pesada. Por isso achei que não daria conta do recado". Sônia falou ainda da frase que insistiu para que Gilberto Braga fizesse sua personagem falar: "A porta da rua é a serventia da casa! Ponha-se daqui pra fora!". Gilberto resistiu, disse que não podia pôr a mocinha dizendo uma frase destas. Porém, um dia veio a surpresa: em uma visita de Yolanda, Júlia disse "A porta da rua é a serventia da casa! Ponha-se daqui pra fora!".Para marcar a cena da volta triunfal de Júlia, no capítulo 79, a figurinista Marília Carneiro criou uma calça jogging de cetim com listas laterais. Completando o visual, a personagem usava sandálias de tira e salto fino sobre as famosas meias de lurex, coloridíssimas,. Sônia Braga, assim, ditou moda.
Estréia em novelas de Lauro Corona e Sura Berditchevsky. Primeiro papel de destaque de Glória Pires, com excelente atuação na pele da rebelde Marisa. Lídia Brondi acabou se tornando, alguns anos depois, "a ninfeta mais cobiçada dos anos 80". Os futuros atores Eri Johnson e Cláudia Ohana participaram como figurantes na abertura. A abertura foi feita com materiais simples: fotos tiradas em um estúdio como se fosse uma discoteca. Os créditos aparecerem de forma colorida, lembrando letreiros de casas noturnas. A cena de briga entre as irmãs Yolanda e Júlia no último capítulo, ficaram inesquecíveis na mente do telespectador.
  • Dancin’ Days, um marco histórico na televisão e nos hábitos dos brasileiros.

    dancing-days-05gUm divisor de águas na TV, a novela Dancin’ Days tinha média de audiência de 80 pontos no IBOPE e foi a pioneira em lançamento de moda em massa e também no uso intensivo de merchandising, numa época em que o marketing ainda engatinhava.

    Está lá na revista Veja de janeiro de 1979: “a novela (Dancin’ Days) está influenciando decisivamente o comportamento e mitologia pessoal das classes A, B e C”. Nessa reportagem conta que no auge da novela uma socialitecarioca construiu uma réplica da discoteca na sua casa e deu uma festa “uma noite na novela Dancin’ Days”, onde até o figurino tem a relação com cada capítulo da trama. Coisa do passado? Claro que não, de lá para cá as produções se sofisticaram e as novelas globais viraram grandes vitrines de moda e comportamento, com pesquisas sérias na composição de personagens e figurinos. Bem, como essa novela não é do nosso tempo a gente descolou um compacto desse folhetim dividido em 3 partes, calce suas meias de luréx e divirta-se:


Vale Tudo: “Estamos todos de saco cheio de impunidade”


Gilberto Braga: “Estamos todos de saco cheio de impunidade”
Em entrevista ao iG, autor fala de política e novelas em 07/09/2010

 Gilberto Braga: "Prefiro escrever minissérie porque é mais compacta"
Tornou-se um marco, não apenas por ser bastante incomum dar final feliz aos vilões novelescos, como também representou uma realidade de como andava (anda?) a ética do País – a falta de remorsos de quem rouba ou trapaceia.Final de novela costuma atrair atenção especial do público, com todos os desfechos previsíveis que os folhetins exigem de seus criadores. Em seguida, detalhes dos personagens caem no esquecimento para dar espaço aos novos dramas da teledramaturgia. Uma cena final de uma novela, entretanto, ainda hoje permeia o imaginário popular.

 A trama é “Vale Tudo”, de 1989. O autor Gilberto Braga chocou todo mundo ao dar um desfecho conveniente a um personagem escroque. Marco Aurélio (interpretado por Reginaldo Faria) fugiu com o dinheiro roubado, entrou em um helicóptero e, num derradeiro gesto, deu uma ‘banana’ com os braços a quem ficava para trás.
 Em entrevista ao iG, quando começava a escrever a sua próxima novela das nove, “Insensato Coração”, Gilberto afirma que não voltaria a dar um “final feliz” a um vilão. Sem muitas palavras, direto ao ponto, ele diz: “Não creio que volte a dar um final feliz pra um vilão, estamos todos de saco cheio de impunidade”.
 Em uma recente palestra na Academia Brasileira de Letras, Gilberto comentou que os mais jovens costumam acreditar que o mistério do final de “Vale Tudo” (Quem matou Odete Roitman?) durou toda a novela. Se isso o chateia quando resumem a trama ao assassinato de Odete Roitman (vivida por Beatriz Segal)? Não é o caso. “De modo algum, pra eu me chatear precisa muito mais que isso”, diz.
Novos projetos
Recentemente, Gilberto lançou o livro “Anos Rebeldes - Os Bastidores da Criação de uma Minissérie”, a respeito de um outro trabalho seu de bastante repercussão e até hoje lembrado. Entre as revelações que a obra traz, entre outras coisas, está a de que a censura interna da Globo foi "um fantasma terrível" durante a escrita do texto. Perguntando quem era o responsável pela censura dentro da emissora, Gilberto não polemiza. “Não sei”.
É vasta sua carreira como escritor de novelas. Entre seus trabalhos para a TV, já houve adaptações da literatura (como “O Primo Basílio”) e obras com forte crítica social (“Vale Tudo”). Qual é a linha de trabalho que mais o instiga, que mais o motiva? “Gosto de todas as linhas, prefiro escrever minissérie porque é mais compacta. Mas com a divisão de trabalho, estou começando a gostar de escrever novela também”, diz.
Ao ser solicitada esta entrevista, ele foi taxativo. “Mande perguntas. Poucas porque eu estou trabalhando muito”. Para “Insensato Coração”, que substituiu “Passione”, em janeiro, há nomes como Gabriel Braga Nunes, Glória Pires, Camila Pitanga, Natália do Vale, Natália Timberg, além de uma participação de Tarcísio Meira e José Wilker, como um vilão.
Sua última novela, “Paraíso Tropical” (2007), obteve 51 pontos de audiência. Atualmente, “Passione” ficou em torno dos 35, o que já se tornou uma constante no horário nobre da TV Globo. Gilberto diz não saber por que, hoje, as telenovelas já não alcançam a média de audiência de alguns anos atrás. Questionado se acredita que a internet e as novas mídias vão pôr fim às novelas, ele, mais uma vez, é econômico. “Acho que não, mas estou chutando”.

aqui Dancin' days - 1978 - abertura

Link: ig/cultura 

Em Vale Tudo (Globo), novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, a vilã, vivida por Beatriz Segall, foi assassinada e deixou os telespectadores loucos de curiosidade para descobrir quem cometeu o crime, desvendado apenas no último capítulo.
Agora o folhetim volta à TV pelo canal pago Viva. A reestreia aconteceu no dia 5, à 0h45. Com exibição de segunda a sexta. 


Vale Tudo reuniu um elenco de peso. Regina Duarte deu vida a Raquel Accioli, uma mulher simples e honesta que é passada para trás pela própria filha, Maria de Fátima, interpretada por Glória Pires. A inescrupulosa vilã, aliás, foi um dos grandes destaques da novela. Quem também fez bonito no folhetim foi Renata Sorrah, no papel da alcoólatra Heleninha Roitman.
Para Silvio de Abreu, autor de Passione os personagens de Vale Tudo estão entre os grandes trunfos da trama. “São todos bem delineados e escalados’’, resume. "Vale Tudo era um excelente melodrama social.’’


Vale Tudo tinha como tema a música Brasil, escrita por Cazuza e interpretada por Gal Costa.  Polemizou ao tratar de assuntos como o homossexualismo feminino e a corrupção. Uma das cenas clássicas envolveu o personagem de Reginaldo Faria, Marco Aurélio, que, no fim, deu uma banana para as câmeras antes de fugir do país. “É importante tratar desses temas. Hoje, o povo está mais alerta contra a impunidade’’, afirma Braga. “Vale Tudo foi uma novela que calou fundo no coração do brasileiro, fez o nosso povo raciocinar’’, acrescenta Abreu.
Beatriz Segall defende que a novela merecia ser reapresentada em horário nobre. “Várias gerações não viram, mas gostariam de ver Vale Tudo. É um desperdício que vá ao ar tão tarde’’, afirma a intérprete de Odete Roitman.(Da Folhapress)

Dancin' days - 1978 e1973 - Eva Wilma protagoniza "Mulheres de Areia"

A brilhante interpretação dos atores valorizou grandemente os seus respectivos personagens. Meu personagem preferido nesta novela era a CARMINHA, vivido por Pepita Rodriguez com desempenho magistral, num personagem à altura de seu talento. Atualmente, Pepita faz mais teatro do que TV, e encena o divertido monólogo "PEPITA, HISTÓRIAS COM TORTILLAS", de sua autoria, em espaços que prestigiam, com muito bom gosto, atividades culturais e gastronomia, no Rio e em São Paulo.Uma das cenas mais lindas em novelas! Brilhou o talento de duas excelentes atrizes:Pepita Rodriguez e Yara Amaral. Sempre emocionam quando se vê esta cena! Não se fazem mais novelas como esta.
Cena linda! Um show de interpretacao que ja nao assistimos mais nas novelas de hoje. A teledramaturgia brasileira esta carentes de atores desse gabarito. Dancin' Days foi uma novela, exibida em 1978, do autor Gilberto Braga. É considerada um dos maiores clássicos da teledramaturgia. E essa cena comprova isso!! Yara Amaral, Pepita Rodrigues, Sonia Braga e Neuza Borges deram show!! Inesquecível! Arrebentou!! Grande texto, excelentes atrizes! Já não se fazem mais novelas como antigamente! E Carminha e Aurea.! O marido da Aurea morreu num acidente. Sensacional..Yara Amaral e Pepita Rodrigues na novelas Dancin Days de Gilberto Braga de 1978 - Tv Globo
do you tube
A abertura mais "fashion" de todas as novelas da globo. Um marco, Uma legenda, Um retrato de uma década... Imbátivel. Sem duvida Dancn Days entrou para o seleto time que fez com que teledramaturgia brasileira fosse reespeitada la fora. Novela inesquecivélPuxa vida, nostálgia em ouvir a música das Frenéticas em conjunto com a abertura da novela. Tudo passou muito rápido. è como imaginar como se fosse realidade este som da abertura naquela época em todas as casas, todos assistindo ao mesmo tempo essa novela. Que época maravilhosa onde as
pessoas queriam muito dançar e dançar e dançar... Nossa, que saudade!

Eva Wilma foi o destaque de "Perfil da Estrela", da coluna Helena Silveira vê TV, de 13 de agosto de 1973. Na época, ela vivia as gêmeas Rute e Raquel da primeira versão da novela "Mulheres de Areia", de Ivani Ribeiro.

Reprodução
Veja reprodução da página do jornal que traz a notícia
Veja reprodução da página do jornal que traz a notícia

A atriz declarou que acha a televisão "importantíssima porque se pode pedir a esse veículo que leve uma diversão não de embotamento mas que conduza as pessoas a raciocinar sobre as coisas".

Ela ainda ponderou que, sem a TV, muitos artistas não conseguiriam sobreviver.

Eva também falou à coluna sobre a sua experiência em Hollywood. "Foi importantíssimo para mim ter ido aos Estados Unidos fazer teste com Hitchcock, o gênio sádico, a própria definição da palavra 'estrelo'. Essa posição era válida, único jeito de afrontar o esquema massacrante da máquina de Hollywood".

"E a telenovela, Eva Wilma?", questiona Helena Silveira.

Divulgação
Eva Wilma faz as gêmeas Rute e Raquel em "Mulheres de Areia", escrita por Ivani Ribeiro, em 1973
Eva Wilma faz as gêmeas Rute e Raquel em "Mulheres de Areia", escrita por Ivani Ribeiro, em 1973

"Não tenho a menor dúvida de que ela representa um fenômeno da atual cultura popular. Procuro transmitir a emoção dos personagens que encarno. Isto pode parecer um frívolo programa de trabalho, mas que é através de múltiplos personagens que se pode até reformar o mundo. Talvez a telenovela dentro do esquema em que é feita, viva sua fase final", especula a artista.

Segundo o texto, "a atriz é do signo de Sagitário. Nasceu em São Paulo numa casa de esquina da Alameda Lorena com Melo Alves num dia 14 de dezembro. De seus primeiros passos, aliás de dança, semi-profissionais, aos 15 anos."

O perfil ainda relata os primeiros trabalhos da artista e de seu casamento -no período- com o também ator John Herbert, com quem contracenou no seriado "Alô Doçura".